Civilização x Barbárie

Gaza_bombardeada_The_home_of_the_Kware_family_after_it_was_bombed_by_the_militaryO mundo se voltou quase todo contra Israel quando a mídia mostrou o efeito dos bombardeios na Faixa de Gaza. Nem alvos não militares foram poupados pelas bombas israelenses matando, assim, civis: velhos, mulheres e crianças.

O que as pessoas não foram informadas, ou mesmo querem ignorar por antissemitismo e antissionismo, é que Israel sempre avisa aos palestinos os lugares e a que horas ele vai bombardear.

Se por acaso é um alvo não militar – uma escola, uma mesquita, etc. – Israel o bombardeia porque sabe que ele contém mísseis e estes estão apontados para o território israelense.

Além de colocar armamentos em escolas, mesquitas e hospitais, os palestinos, sob a liderança despótica de Al Hamas, ainda colocam crianças e mulheres de seu próprio povo como escudos humanos!

Nas escolas palestinas, as crianças, desde os 6 anos de idade, são doutrinadas a morrer pelo Islã. Aliás, “Islã”, em árabe, significa “submissão” – submissão de todos os muçulmanos à Vontade de Allah, submissão da esposa e filhos em relação ao marido, seu proprietário, juntamente com camelos e demais utensílios.

Essa “Vontade de Allah” é semelhante à Vontade Geral de J.J. Rousseau. Não se identifica com a Vontade da Maioria em regimes democráticos porque um só homem – um tirano na Europa do século XVII ou um Xeique (Emir ou Califa) pode encarná-la e expressá-la.

No caso dos Palestinos, a Vontade de Allah é o que o Hamas diz que é e quem contrariá-la será visto como insubmisso à Vontade de Allah – o maior de todos os pecados para o islamismo.

Na realidade, “escudos” não é a palavra apropriada, porque um escudo é uma arma de defesa e estes deles nada podem fazer contra explosões provocadas por mísseis.

Por que então eles adotam essa prática inócua, do ponto de vista bélico defensivo? Porque seu objetivo não é a defesa, mas sim o ataque. Não o ataque em termos militares, mas sim um ataque da propaganda na mídia.

A toda hora aparecem na TV os escombros produzidos pelos mísseis israelenses, geralmente acompanhados de comentários hipócritas e cínicos do tipo: “Vejam até onde vai a crueldade de Israel contra um inimigo mais fraco!”.

E as pessoas se sensibilizam e ficam sempre do lado mais fraco, sem se indagar quem são os verdadeiros responsáveis pela destruição de alvos não militares.

Ora, alvos militares são geralmente pontes, artilharia antiaérea, depósitos de armamentos, aeroportos militares, etc.

Uma igreja e uma escola não foram criadas com finalidades bélicas, mas se são colocados explosivos e mísseis dentro ou muito próximos delas, elas passam a ser alvos militares como quaisquer outros.

Não creio que a Convenção de Genebra não pense desse modo. Tenho razões para acreditar que Israel está fazendo uma guerra defensiva e obedecendo estritamente à ética militar.

Mas pensem bem até que ponto chegaram os fundamentalistas islâmicos que não hesitam nem por um minuto em sacrificar civis do seu próprio povo, para ter vitórias na mídia, uma vez que sabem não poder ter uma vitória militar contra um país muito mais forte e competente do que o deles.

Israel possui um exército muito bem preparado para se defender e se vê obrigado a participar do jogo sujo proposto pelos palestinos. São sempre eles que iniciam os intermináveis bombardeios a Israel.

Se há uma “desproporção” nas mortes de ambos os lados, isto não se dá pela crueldade israelense, mas sim por uma competência militar muito superior à dos palestinos.

Israel avisa sobre os alvos a serem atingidos, de tal modo que os civis possam ser evacuados e ninguém ser atingido. Os palestinos não avisam seus alvos: lançam mísseis inesperada e indiscriminadamente sobre cidades israelenses.

Seu estrago só não é maior porque Israel tem uma coisa da qual os palestinos carecem: um bom sistema antimísseis, para interceptar e destruir os mísseis palestinos no ar. Mesmo assim, alguns conseguem escapar e destroem alvos não militares onde não há escudos humanos, mas sim vítimas civis israelenses.

Nos insaudosos tempos da guerra fria (1945-1991), todos os países do mundo tinham que se alinhar com os EEUU ou com a URSS (Tertium nom datur). Esse negócio de “política externa independente” foi uma lorota do Itamaraty só aceita por desconhecedores da política internacional e pelos parvos que pululam neste País.

Neste tempo de conflito de “civilizações”, todos os países do mundo têm que se alinhar com a civilização ocidental (incluindo Israel e o Japão atual) ou se alinhar com a barbárie (incluindo países islâmicos e fundamentalistas de esquerda em todo o Ocidente).

O Brasil já fez sua opção desde o tempo em que apoiava Ahmadinejad, aquele líder raivoso iraniano que queria “empurrar Israel para o mar” e para quem o Holocausto nunca existiu:

Foi uma criação cinematográfica ordenada pelo general Eisenhower que, diante de um campo de concentração, após a Segunda Guerra, deu uma ordem e fez uma profecia:

Campo_concentracao_Bergen_belsen_April_1945“Fotografem e filmem tudo. Quero tudo muito bem documentado porque ainda chegará um dia em que um idiota dirá que isso nunca existiu”.

O dia chegou e o idiota Ahmadinejad fez a referida afirmação! E pensar que este facínora tem muitos admiradores no Brasil, a começar por Lula e pelos fundamentalistas das esquerdas.

Muita coisa mudou no período pós-guerra fria, após a dissolução da URSS (1991). Mas outras tantas em nada se modificaram.

Por exemplo: quando eu afirmo que o comunismo internacional é aliado de ditadores cruéis como Bashar Al-Assad, da Síria, e de todos os grupos terroristas muçulmanos, garanto que não estou tomado pela teoria conspiracionista.

Desde os tempos da guerra fria que essa aliança está em jogo. Um exemplo disso é a invasão de Israel pela RAU (República Árabe Unida composta de Egito e Síria). O líder da RAU, o egípcio Gamal Abdel Nasser, era apoiado pela finada União Soviética e Israel, apoiado pelos EEUU.

E por acaso hoje essas alianças mudaram? Não porque estamos diante de um conflito de muito maior magnitude: Civilização X Barbárie.

N.E.: Trecho do artigo Os quatro fundamentos do Islamismo

Gostou do texto? Ajude o Instituto Liberal no Patreon!
Leia também:  A chapa Bolsonaro-Mourão: como pegar o touro à unha