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Certificados e diplomas falsos: o que ocorreu com aqueles que no setor público venderam gato por lebre?

No setor público, diplomas e títulos parecem gerar algum valor para a sociedade; por isso os empregados do governo recebem aumentos de salário de acordo com a quantidade de certificados que apresentam ou dizem ter.

Muitas vezes, toda essa carga horária despendida em cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e tudo o mais que puderem obter para galgar degraus na carreira não cria um mísero centavo de valor para ninguém, a não ser para o próprio interessado, o portador dos diplomas, certificados e láureas de aproveitamento duvidoso para quem efetivamente paga por eles, o povo.

As grandes empresas inovadoras ou mesmo as startups já sabem que gente que passa muito tempo estudando perde o trem da história puxado pela locomotiva da inovação e da criatividade disruptiva.

Inovação e criatividade são resultados de um fenômeno que só ocorre no mercado privado competitivo. É a concorrência existente ou potencial pela satisfação dos consumidores e dos acionistas que faz com que empreendedores ou trabalhadores de empresas privadas superem todos os limites para alcançarem novos patamares na oferta de bens e serviços para atenderem demandas existentes ou que ainda serão descobertas.

Não é à toa que mais de 55% dos maiores bilionários da história, aqueles que tornaram nossas vidas mais longevas, mais saudáveis e mais ricas, não possuíram ou não possuem um diploma sequer. Muitos entre eles jamais passaram um dia entre as paredes de uma sala de aula.

Quando vemos que os candidatos a cargos do governo falsificam seus currículos com créditos nunca obtidos, seja para ocupar um determinado cargo ou para ter um avanço na carreira com aumento de salário, percebemos que não apenas o pessoal está lá para satisfazer seu auto interesse, como há entre esses os que o fazem imoralmente.

No mercado onde os particulares concorrem, quem entrega um produto que não corresponde ao que foi ofertado perde o cliente e pode até ser processado. O que ocorreu com aqueles que no setor público venderam gato por lebre? No máximo, foram punidos com aposentadoria com salário integral.

Alguém sabe de algum desses pilantras que pediu desculpas em público e devolveu, corrigido, tudo aquilo que recebeu porque foi promovido com certificados falsos?

Duvido.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.