Carta aberta a Luciana Genro pt. 2: nazismo (nacional-socialismo) é socialismo. E ponto final.

A professora volta do recreio e diz: “Quero que cada um venha aqui na lousa e escreva com o que brincou no recreio. Joãozinho, o que você fez?”

— Eu brinquei com a bola, tia!

— Muito bem, então venha na lousa e escreva “B-O-L-A”. Muito bem, ficou com 10! E você, Pedrinho, com o que brincou?

— Eu brinquei no tanque de areia, tia!

— Ótimo, então escreva “A-R-E-I-A”. Parabéns, também tirou 10!

Nisso entra Jacózinho, a única criança judia da sala, chorando, ensangüentado e mal conseguindo ficar de pé. A professora de prontidão pergunta:

— Jacózinho, mas o que foi que aconteceu?!

— A meninos, prrofessorra… A meninos brrigarram, me chutou, me bateu, não deixar eu brrincar com o bola…

A professora então estrila:

— Mas… mas… mas o que que é isso?! O que que é ISSO?! Isso é uma agressão covarde! É um abuso! É uma discriminação injustificada contra um grupo étnico minoritário! Mas eu não deixarei essa injustiça impune. Tome o giz, Jacózinho. Se você escrever corretamente na lousa “discriminação injustificada contra um grupo étnico minoritário”, você também fica com 10!

Por algum mistério insondável, pensei em Luciana Genro quando me lembrei desta piada.

É melhor deixar passar as paixões do debate eleitoral para nos voltarmos a assuntos de valor eterno. Com os candidatos minoritários excluídos do segundo turno, podemos falar de pensamentos que movem uma parcela menor mas barulhenta da população e dos riscos eternos que é voltar à Idade das Trevas do pensamento.

Luciana Genro, conforme já contamos , foi entrevista pelo humorista Danilo Gentili no programa The Noite, quando ainda era a candidata do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) à presidência.

Inquirida sobre suas posturas socialistas, Luciana partiu para a agressividade. Sem explicar o que é o socialismo que defende, e no que ele difere das experiências totalitárias e genocidas do século XX, apenas deu a entender que Danilo Gentili não havia estudado o assunto, batendo o pé no clichê de que o socialismo real não é o real socialismo. Já refutamos toda essa logorréia.

No dia seguinte, Gentili postou em sua conta no Facebook uma imagem com nítido caráter humorístico (nestes tempos de polícia política disfarçada de “politicamente correto”, sempre querendo criar leis para proibir opiniões divergentes, urge frisar o fato). Gentili comparou a grosseria e cólera de Luciana defendendo o socialismo, regime genocida onde quer que tenha sido implantado, com uma imagem de Adolf Hitler no lugar, propagador de outro regime genocida e em menor escala, imitando a mesma fala da socialista: o nacional-socialismo.

luluadolf

Luciana, então, replicou em sua própria conta no capitalíssimo Facebook, proibido em todos os países socialistas, uma admoestação esquisita:

luluapologia

Ora, talvez a candidata, além de precisar estudar socialismo, também precise estudar nacional-socialismo. Mas, antes de qualquer um dos dois, precisa estudar interpretação de texto: se Gentili comparou seus “argumentos” para defender um regime genocida com os mesmos argumentos usados por um outro genocida, ele está criticando o nazismo, e não fazendo “apologia”. Do contrário, se Hitler e Luciana foram colocados no mesmo patamar argumentativo e Luciana considera isso “apologia”, significaria que Gentili estaria fazendo apologia… de Luciana Genro. O que é uma ofensa bem menor do que fazer apologia de Adolf Hitler, mas ainda algo recriminável a qualquer um que tenha ojeriza por genocídios.

Pior: se apologia ao nazismo é crime, afirmar que alguém pratica um crime sem esta pessoa cometê-lo é calúnia (artigo 138 do Código Penal), que é, ipso facto, um crime. O apresentador, portanto, possui ensejo para processar Luciana Genro. Aproveite-se o fim do primeiro turno para poder falar verdades.

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Portais de notícias “sérios” postaram o caso de maneira sensacionalista:

getiliportais

Todavia, isto suscita um segundo tema em discussão. Luciana Genro possui raízes judias e repudia a tragédia do nazismo? São duas características bastante admiráveis (o povo com o maior número de Prêmios Nobel e produtor de mais patentes, porém perseguido insanamente pelo mundo inteiro, merece minha admiração por si).

Não seria o caso de Luciana Genro repudiar também seu companheiro de partido, Babá, por queimar a bandeira de Israel em público, num nítido simbolismo da impossibilidade de o povo judeu possuir um país próprio – e que nunca significou senão o extermínio de judeus pelo mundo?

psolisrael

Um alienígena recém-chegado à Terra que ouvisse os discursos dos que criticam Israel hoje e que conhecesse a história do nacional-socialismo e como eram os discursos de Hitler, Goebbels, Himmler, Bormann ou Hess contra os judeus saberia perceber que são a mesma coisa. Muda muito mais a época do que o conteúdo, o alvo, os motivos, o método – e o fim almejado.

Ora, cara Luciana Genro, quem critica Israel hoje, como seu companheiro de partido atesta, é a esquerda. Sobretudo a esquerda socialista. Quem perseguiu judeus foram os nacional-socialistas. Qual a grande dificuldade em entender?

 

Ideologia, não queira uma para viver

“Como socialistas, somos adversários dos judeus, porque vemos, nos hebreus, a encarnação do capitalismo, da utilização indevida de bens da nação.”

– Joseph Goebbels

 

Por que as pessoas não percebem essa óbvia conexão entre o discurso da esquerda anti-judeus hoje e o discurso anti-judeus que juram que não é de esquerda dos nazistas? Por causa do maior cabresto já inventado no mundo: a ideologia.

Não é curioso que Karl Marx seja o maior crítico da ideologia, por supostamente ser a mantenedora da superestrutura, mas ele próprio cria uma ideologia ainda mais férrea, que impede que se veja até a infraestrutura de discursos óbvios?

A história do fascismo, mormente do nacional-socialismo, é marcada pelo Holocausto, campos de concentração, totalitarismo, censura, bode expiatório para todos os problemas (os judeus), genocídio na casa dos milhões, total poder ao Estado e ódio à liberdade individual, inclusive econômica e, por alguma razão o que se vai é escondido dos estudantes de História brasileiros, profundamente sindicalista e com ódio mortal ao capitalismo.

Para quem não acredita, basta ver quais são os seus ideólogos, como José Luis Arrese, um dos líderes da Falange Española de Francisco Franco – ou, sem abreviações, Falange Española Tradicionalista y de las Juntas de Ofensiva Nacional Sindicalista (FET y de las JONS). É ele quem discursa com ódio contra o capitalismo (o principal inimigo do fascismo é o capitalismo, não o socialismo – este é apenas concorrente):

https://www.youtube.com/watch?v=E6VMM3nyMEs

Também o próprio nazismo é abreviatura de Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou “Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães”.

Trabalhismo e sindicalismo, cara Luciana Genro, a senhora deve saber que são sinônimos em termos políticos: um aparato político dominado por sindicatos, ou “trabalhistas”, é o modelo comum de autoritarismos tanto na Turquia do partido dos Jovens Turcos (Jön Türkler), responsável pelo primeiro genocídio na História mundial a ultrapassar a casa dos 1,5 milhão – os odiados cristãos armênios – quanto do fascismo e do nazismo. Inspiração também do Estado Novo de Getúlio Vargas no Brasil, ditadura muito mais cruel e mortífera do que a ditadura militar, e cujos caudatórios sindicalistas disputam o poder até hoje no Brasil.

 

Socialismo = nacional-socialismo = sindicalismo

“Se nós somos socialistas, nós precisamos ser anti-semitas. Como, se você é um socialista, você pode não ser anti-semita?”

– Adolf Hitler

 

O sindicalismo, para quem ainda não percebeu em sua realidade próxima, quer sempre controlar a economia (aquilo que chamam de, a senhora deve conhecer o termo, “capital financeiro”) em prol de uma economia dirigida. Tal como a Venezuela de Hugo Chávez produz racionamento de alimentos seguindo o modelo do totalitarismo de Cuba (que a senhora, socialista, aplaude), o fascismo também provocou racionamento de comida.

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luluche

E não apenas em termos econômicos: o modelo político quer obrigar que os “operários” continuem sendo operários. Isto é trabalhismo: manter os trabalhadores trabalhando onde estão, sem possibilidade de mudança. Ao menos “zera-se” artificialmente o desemprego. Como disse P. J. O’Rourke, “A constituição da União Soviética garante a todos um emprego. Uma idéia bastante assustadora, eu diria”.

Sem liberdade de produção, produz-se pouco. O resultado é fome. No sindicalismo que gera o fascismo e no sindicalismo que gera o socialismo.

Não apenas isto: a economia é dirigida. Socialistas e fascistas, por sinal, fizeram um mútuo acordo contra o “imperialismo”, lembra-se? Aquele famoso Pacto Molotov–Ribbentrop, entre Stalin e Hitler; alguém poderia imaginar um acordo entre Hitler e Churchill, já que vocês, comunistas, adoram associar o socialismo nacionalista à… direita capitalista?!?!

Os comunistas franceses, por sinal, culpavam a “Inglaterra imperialista” pela Segunda Guerra, silenciando sobre seus pactuantes nazistas; tal foi o motivo para um comunista histórico, o helenista Jean-Pierre Vernant, romper com o Partido Comunista, como conta em Mito & Política.

Com uma economia que precisa ser centralizada, é natural, mandatório e inevitável que o sindicalismo, socialista ou fascista, tente transformar o partido em Estado, deixando de ser um partido (uma parte de um todo) imediatamente, tornando-se um Partido-Estado, um Partido Único que deve ser obedecido e não pode ser contradito, questionado – até piadinhas se tornam motivo para censura e cadeia, como mostra Ben Lewis, em Foice o Martelo: A história do comunismo contada em piadas.

Foi assim com o Partido Bolchevique, com o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, com a Falange Española, com o Partido Nacional-Fascista de Mussolini etc etc etc.

Para piorar a familiaridade, reconhecida até por intelectuais simpáticos ao comunismo como o pacifista Hermann Hesse (ver Para ler e pensar), e agravada por críticos sem apreço por totalitarismos, indo de Hannah Arendt a Eric Voegelin, de Pierre Chaunu (que os chama de “gêmeos heterozigotos”) a Alain Besançon, de Jouvenel a Sowell, temos um componente macabro: os socialistas vêem no “burguês” o mal (atualmente o termo está “reconfigurado” para classe média), enquanto entre os fascistas apenas os nazistas encontraram essa “burguesia” na própria “raça” dos judeus – todos os outros criticaram apenas a mesma burguesia.

Toda a economia dirigida do fascismo é uma espécie de “terceira via” (até admirada pelo inventor da social-democracia moderna, John Keynes), em que empresas não precisam necessariamente ser expropriadas e estatizadas, mas são controladas “de fora” por sindicatos. Basta ler (estudar o assunto, cara Luciana Genro!) o imprescindível livro de John T. Flynn, As We Go Marching. Em caso de preguiça, comece pelo melhor resumo do assunto, o artigo do ultra-liberal Llewellyn H. Rockwell Jr, “A ameaça fascista” [The Fascist Threat].

Note, por exemplo, cara Luciana Genro, que o “socialismo do século XXI” (por que vocês precisam sempre esconder o modelo do passado?), como o bolivarianismo de Chávez, Maduro, Morales, Kirschner etc, apesar da inspiração socialista, se parecem muito mais com o fascismo do que com o próprio socialismo.

Afinal, funcionam sem o Gulag (o equivalente socialista dos campos de concentração – muitos até serviram de inspiração para os nazistas), sem os kulaks (o equivalente socialista aos judeus, os “ricos proprietários” que precisavam ser expurgados – embora logo o termo fosse usado para qualquer um, inclusive miserável, desde que fosse inimigo), sem o Holodomor (apenas um das dezenas de equivalente socialistas ao Holocausto, afinal, o socialismo matou muito mais do que o nazismo), embora transfiram a matança para uma criminalidade crescente (FARC, PCC, CV e afins são todos mancomunados com partidos políticos). É a única “privatização” permitida no socialismo moderno: a privatização de assassinatos.

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Como, então, Luciana Genro, afirmar que repudia tanto o fascismo e seu non plus ultra, o nacional-socialismo de Adolf Hitler? Será que o “novo socialismo” criado pela senhora descambará em algo diferente do que o novo fascismo?

novofascismo

Note, ainda, que apesar de toda a esquerda mundial (que controla com mão de ferro a maioria absoluta das aulas de História, embora ela própria, quod erat demonstrandum, conheça tão pouco de História) clamar que o nazismo é algo próximo da “direita” (ou seja, do capitalismo), além de mesmo método do fascismo (afinal, vocês também não querem tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado, nem mesmo as piadinhas do Danilo Gentili ou as idéias igualmente risíveis de Levy Fidelix?), possui os mesmos inimigos: quem vive do próprio trabalho, e quem quer trocá-lo livremente pelo trabalho de outros. E Hitler encontra tais inimigos nos judeus, por geralmente viverem de comércio. Não é o que você também repudia, Luciana Genro?

Foi o liberalismo, quando ensinou que os juros (“usura”, em termos anti-semitas) são lícitos, e não “exploração do trabalhador”, que acabou com o anti-semitismo na Europa. E foi um liberal que frequentava círculos judeus, Ludwig von Mises, que ensinou isto. Vamos repudiar o anti-semitismo? Então vamos apoiar Israel e sermos liberais!

Sei que o historiador comunista Eric Hobsbawm (aquele que era judeu e não queria nem pegar voo que fizesse escala em Tel-Aviv, além de afirmar que Stalin estaria correto em matar mais de 30 milhões – trinta milhões, Luciana! 5 holocaustos nazistas! – de pessoas se conseguisse instaurar o comunismo) é um dos responsáveis por esta confusão típica de quem pensa apenas em termos de senso comum. “Se fascistas concorriam com socialistas, e socialistas são de esquerda, logo, fascistas são de extrema-direita!”

Assim, é fácil pensar por um maniqueísmo infantil e bobo e concluir que os fascistas e os nazistas são “direitistas”, forçando um parentesco com a direita liberal ou conservadora – com o capitalismo que é seu maior inimigo. Entretanto, os nazistas nunca se consideraram de direita, ou de extrema-direita. Isto é propaganda de comunistas: por que acreditar na própria mentira?

Acaso quem se parece mais: Stalin com Mussolini, ou Mussolini com Reagan? Pol-Pot com Hitler, ou Pol-Pot com Thatcher?

Dizer isso choca o senso comum de soluções fáceis e platiformes (vide os comentários indignadíssimos em minha última carta aberta à senhora, Luciana Genro), mas não creio que seja a senhora que tenha medo de chocar o senso comum. Resta apenas fazer isso conhecendo a verdade.

Que tal abandonar de vez os círculos aparentados ao anti-semitismo, ao totalitarismo e ao genocídio e estudar idéias liberais que promovam riqueza aos pobres, fartura e paz, Luciana?

Nunca precisamos construir um Muro de Berlim e nem campos de trabalho forçado para impedir as pessoas de fugirem do nosso capitalismo, afinal.

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Comentários

  1. Muito bom, mas tem uma parte que está muito ruim:

    Luciana não disse que Gentili estava fazendo apologia ao genocídio. Ela quis dizer que ele estava insinuando que ELA estava fazendo apologia ao genocídio, e que ela jamais faria isso porque é crime.

    • Perdão, me corrijo:

      Luciana não disse que Gentili estava fazendo apologia ao nazismo. Ela quis dizer que ele estava insinuando que ELA estava fazendo apologia ao nazismo, e que ela jamais faria isso porque é crime.

    • quer dizer q se não fosse crime ela faria??? ótimo argumento…=)

  2. Oi Flávio, admiro muito teu trabalho. Sei que você se considera de direita, só gostaria de tirar três dúvidas:
    * O que acha do diagrama de Nolan e o fato dele colocar como direita a repressão das liberdades individuais e como esquerda a repressão das liberdades econômicas?
    * O que tu acha da direita conservadora norte-americana e a defesa da família tradicional e a guerra às drogas?
    * O que falar dos grupos neonazistas e ku klux klan que se consideram direita?
    As perguntas estão relacionadas ao fato de eu me considerar liberal, mas não de direita. Gostaria de saber se não estou me contradizendo.

  3. Excelente explanação, Flávio.

    Convido os esquerdistas,amantes e idealizadores de uma “utopia concreta”, a responderem esta simples pergunta:

    “Acaso quem se parece mais: Stalin com Mussolini, ou Mussolini com Reagan? Pol-Pot com Hitler, ou Pol-Pot com Thatcher?”

    Deu tilt, né?

    Entendo, de fato, deve ser um enorme choque perceber que genocidas não têm semelhanças com figuras históricas da direita.

    Não fiquem bravos.Talvez esta possa ser uma ótima oportunidade de começarem a ler mais outros autores e se apegarem aos fatos.

  4. Ótimo texto, Flávio.
    Didático e incômodo aos que não querem ver a realidade.
    Tomara que chegue na Luciana Genro.
    Daria mil reais pra ver a cara dela lendo. Deve sair fumaça da cabeça.
    Seus textos longos são os melhores. Aguardamos ansiosamente seu livro.
    Sucesso aí!

  5. Se o socialismo atraisse simpatizantes através de seu apelo econômico, ele não atariria ninguém mais, dado que TODAS, absolutamente todas as tentativas fracassaram. Portugal e sua revolução dos cravos vermelhos implantou o socialismo em sua cversão democratica, empresas foram expropriadas e cedidas aos empregados, foi proibido as demisões, o crime foi tolerado como “forra contra a burguesia” e etc.. A miséria se instalou. Portugueses que queriam prosperar pelo trabalho foram ser “explorados” em outros paises e a economia lusa foi à pique. Lideranças socialistas se enriqueceram e depois veio Cavaco Silva para dar uma arrumada na lambança socialista. …Portugueses que sairam de portugal para não morrer de fome se mantiveram orgulhosos de seu “ideal socialista” e mesmo admitindo que de lá sairam pelo fracasso econômico, ainda assim defendiam o socialismo. …Absurdo? …aberração? …estupidez? …Sim, tudo isso e mais a safadeza, a falha de carater.

    Em Angola familias de brancos portugueses foram trucidadas por soldados cubanos que lá foram ajudar o MPA a dominar. Muitos fugiram em embarcações precárias e muitos morreram; alguns chegaram na Europa e muitos também chegaram ao brasil. …O gal. Geisel se apressou em reconhecer o governo revolucionário de Angola. Os socialistas de Portugal venderam Angola para URSS e são bem falados mesmo após o estrondoso fracasso de suas lambanças econômicas.

  6. Ok.
    SIEG HEIL!

    Fora judeus de…, fora praga vermelha, fora brasileiros bunda moles! :DD

  7. Caro Flavio, exelente texto!!!! Simplesmente maravilhoso. Sou aluno do 4 semestre de História da UFC e confirmo tudo o que vc falou sobre o ódio dos alunos de história ao capitalismo. Apesar de cursar história sou liberal, assim como, felizmente, mais umas 20 pessoas do meu curso!! Contudo, não é fácil ser liberal dentro de um curral marxista! Desde do primeiro semestre, mais do que isso, desde o ensino médio os alunos são doutrinados pelos esquerdopatas. Eu mesmo, no ens médio fui doutrinado por uma profª que me deu um imã do Che e dava aulas dando glória a revolução bolivariana que acontece na Venezuela. Aqui na história, uma professora nos mandou abandonar o curso, porque não era o nosso lugar (OBS: gritando)!! Os alunos que tem como ídolo maior o Che, nos associam a ditadura militar! kkkkk. É dificil conviver com idiotas. Já fui obrigado a ouvir que “o mercado financeiro armou um complô contra a Dilma, pois cada vez que o Aécio sobe nas pesquisas o mercado brasileiro cresce”!!!!! kkkkk. Tenho que rir para não chorar. Como afirmou aquele premio nobel em economia que esqueci o nome ” Se socialista entendesse de economia, não seria um!!

  8. http://www.hitler.org/writings/programme/

    Coletivista:
    THE COMMON INTEREST BEFORE SELF-INTEREST –
    THAT IS THE SPIRIT OF THE PROGRAM. BREAKING OF THE THRALDOM OF INTEREST – THAT IS THE KERNEL OF NATIONAL SOCIALISM.

  9. A condenação moral do socialismo produz pouco efeito e as vezes nenhum. Quem tem opinião formada de que o capitalismo é uma praga que caiu sobre a humanidade e que deve ser varrida da terra, dificilmente cede a este apelo. É preciso insistir na impossibilidade do socialismo devido ao cálculo econômico. Pena que o autor não feriu a questão..

  10. Seria esclarecedor a postagem do Estatuto da criação do NSDAP.
    O que lá existe é algo que surpreenderia, dado a semelhança ou igualdade mesmo, com os discursos socialistas atuais de TODOS os partidos existentes.

    O que funciona para o homem massa, ignorante ou culto, é a linguagem das oposições, já que são absolutamente binários e incapazes de vislumbrar algo que escape às polarizações. Isso não é novo e podemos perceber claramente na sentença brilhante de Schopenhauer: “para a maioria das pessoas tudo se resume a uma escolha entre chá ou café”.

    Ou seja, não é novidade essa polariuzação aliciadora, vide a nova política que criou o deus e o diabo e esbravejou, como faz o PT e socialistas em geral: “quem não esta comigo, está contra mim” ou “quem comigo não ajunta, espalha”. Essa é o mote político de maior sucesso em todos os tempos. A percepção do raciossímio binário é milenar e proporcionou uma política que, parece, será eterna em seu estrondoso suceso de fomentar antagonismos na exata medida do raciossímio dominante: o binário; bem x mal, deus x diabo, rico malvado x pobre virtuoso, burguês x proletário, capitalista ganâncioso x socialista altruísta e as derivações patrão mau x empregado bom, branco racista x negro oprimido, homem perverso x mulher perseguida, motorista x pedrestre e etc. etc. etc.. fabricam-se antagonismos ao sabor dos interesses de momento e cria-se os “INIMIGOS PÚBLICOS” convenientes para direcionar a repulsa que faz o imbecil sentir-se superior ao repudiar ostensivamente tais “inimigos públicos” e assim vestir a fantasia de “pessoa maravilhosa”. …É a manipulação através da vaidade. Os binários buscam visibilizar ao máximo o seu repúdio a algo propagandeado como “do mal” no intuito de assim se ostentarem como “do bem”, como fervorosos “do bem”. Logo, tudo que for propagandeado como valorizador do indivíduo com ostentação de um grupo coeso que o valorize moralmente, tem profunda atração sobre o homem-massa (que ganha a forma que lhe dão). Este ansioso por obter o apoio do grupo ostentado como se o apoio alheio fosse a prova de que precisa para se crer uma “pessoa maravilhosa”; assim tenta-se convencer não por suas próprias reflexões, mas sim pelo manifesto apoio alheio. O fanatismo é apenas a vontade de ostentar ao máximo a sua crença na expectativa se ser o mais notado possivel para o grupo e sobretudo decorre do medo de que a moral que o valoriza como adepto seja desmoralizada por reflexões racionais. Daí os apelos emocionais, já que desprovidos de apelos racionais e por tal os ELOGIOS à EMOÇÃO como ENOBRECEDORA do INDIVÍDUO, em franca oposição à razão.

    Não é por acaso que o raciocínio lógico é propagandeado como algo nocivo, como caracteristica dos malvados. O objetivo é fomentar o desprezo pela razão em benefício da emoção. Todas as ideologias partem de pretensos “objetivos supremos/redentores” que geram uma moral arbitrária que valoriza o adepto sob a idéia deste objetivar o fim prometido ou mais propriamente PROFETIZADO. (ideologia = amontoado de idéias que se apresentam como a receita para atingir um fim supremo, um objetivo redentor. Ao contrário uma teoria parte de principios axiomáticos ou conhecimentos para progredir na descoberta de novos conhecimentos).

    A moral grupal é um código valorizador do indivíduo perante o meio grupal. É um códugo arbitrário que se impõe pelo consenso ostentado e não por reflexões sobre principios. A idéia de ética como filosofia da moral, visando uma moral objetiva é desprezada por adeptos de ideologias que se apoiam na anuencia manifesta do grupo e não em reflexões lógicas. Ou seja, uma moral ideológica despreza a coerência, a reflexão lógica ou a realidade, apoiando-se unicamente na anuência, no consenso manifesto dos adeptos, e não em reflexões. O indivíduo não adere com base em raciocínios sobre justo ou injusto, certo ou errado, mas sim no quantitativo grupal de onde obterá apoio externo, desprezando assim o apoio de sua consciência, interna. Ou seja, sua “consciência” é o grupo de apoio e não o seu raciocínio.

    Por isso é surpreendente observar os absurdos e aberrações defendidas por seguidores de ideologias que nem mesmo coram ao vociferar indubitaveis mentiras ao ponto de flertarem com a esquizofrenia em elevado grau de demência. Assim são capazem por serem nulos como indivíduos, sendo apenas um pedaço de um coletivo (rebanho) ideológico. Seu valor é medido por sua devoção ao fantasioso objetivo supremo e redentor de todas as ações e afirmações que em seu nome pratica.

    Ora, no caso do Nacional socialismo ser propagandeado como oposição ao socialismo bolchevique e por tal ser associado ao tal de “capitalismo” (seja lá o que isso possa ser) que se opõe ao socialismo é um duplo absurdo. Afinal, Hitler guerreou contra a Inglaterra e sua propaganda partidária era contrária ao livre mercado. Ou seja, o que vale é a ostentação da propaganda e nem mesmo qualquer fato é capaz de envergonhar uma mente ideológica que se atém àquilo que é mais barulhento e que se dirige à emoção, em absoluto desprezo pela razão ou qualquer fato incontestável.

  11. Os esquerdistas tem essa mania de jogar o Nazismo no colo da direita, rotulando-o como ruim, mortífero, genocida, etc. O Socialismo, ao contrário, é a política do bem, sacrossanta, pacífica. Uma piada de péssimo gosto.

    Pela própria definição, “Nacional-Socialismo”, entende-se que é um movimento de esquerda. A única diferença é que o Socialismo elimina as pessoas por classe, enquanto o nazismo elimina por raças. Ambas são fundamentadas em Marx, o próprio Hitler afirmou isso uma vez e essa informação passou despercebida.

    Na verdade eles sabem disso tudo, só que omitem até a morte. Caso concordassem, perderiam milhares de seguidores e a chance de estar no poder. A verdade é essa.

    • É a eficiencia da propaganda moral ideológica que seduz e imbeciliza os insetguros e vaidosos que querem, a qualquer custo, se ostentarem “pessoas maravilhosoas”. Assim, as ideologias concebem objetivos supremos e redentores para valorizar o adepto.
      O adepto agarra-se a idéia de que é um “lutador por um sonho maravilhoso”, enobrece-se imaginando-se alguém que almeja um “mundo melhor”, alemja “salvar o mundo” ou almeja um destino fabuloso para a humanidade. Essa fantasia profetizada ou prometida pela ideologia é que seduz o vaidoso que se quer exibir e ver como um espécime superior simplesmente por ostentar-se um “guerreiro” redimido pelo objetivo que alega possuir. No mais, dane-se os fatos e a realidade!
      …sobretudo quando o verdadeiro objetivo não é o fim alardeado, mas sim os meios que alegam como receita para tal fantasioso fim. Essa dialética é que estabelece que os julgamentos nada valem e sim a PRAXIS. Ou seja, o que vale mesmo é o que se obtém na praxis, já os julgamentos sobre certo e errado, justo ou injusto são apenas “tergiversações burguesas” sem sentido prático.

  12. Muito Bom!!

    vc é um otário,aqui no bairro é um grande elogio e significa que você humilhou alguém e com a verdade.
    Otáriou muito bem hehe
    sei que tem muitos esquerdopatas e ditos cujos Anarquistas pseudos Libertários que colam com essa gentalha Piçolista. Cada ataque nos ideais de seus líderes,a cada desconstrução, vejo alguns se questionando e culpando alguns professores de história por terem omitido uma parcela(para não dizer petralhar a verdade) do que ocorreu de fato.
    não seja egoísta e contemple também as lideranças Piçolistas do rio de janeiro ^^

    um grande abraço

  13. Excelente texto, Flavio. Parabens!