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Carlos Moore: a testemunha incômoda

carlos-moorePoucas vezes a pertinência de todas as denúncias contra o espírito essencialmente antidemocrático, característico dos grupos esquerdistas radicais que buscam construir hegemonia na política nacional, fica tão bem demonstrada quanto nas oportunidades em que a vítima direta do ataque dos militantes não é um conhecido defensor de bandeiras conservadoras ou liberais clássicas, em sentido estrito, mas apenas alguém que se desvia ao menos um milímetro do que eles consideram a ortodoxia suprema do universo social. O sociólogo Demétrio Magnolli, que identifica a si mesmo como social democrata, e também a jornalista Miriam Leitão, que atuou no Partido Comunista do Brasil à época do regime militar – e não se esquivou de classificar figuras como Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino na “direita hidrófoba” -, são exemplos interessantes de vítimas nesse grupo. Um registro importantíssimo se soma à lista: o do escritor cubano Carlos Moore. Importante o suficiente para ser repercutido aqui.

Na página do Correio Nagô, voltada para o movimento negro – do ponto de vista de nossos prezados socialistas, livre de suspeitas de “ranço reacionário”, portanto -, está a informação de que, ao participar de evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no último dia 14 de outubro de 2014, o escritor foi hostilizado verbalmente por grupos marxistas enquanto discursava. O motivo? Quem não o conhecesse poderia alegar que se trata de um “reacionário racista” opressor dos fracos e oprimidos. Mas Carlos Moore é negro.

Não apenas negro. Ele esteve pessoalmente ao lado de figuras como Malcolm X, Cheik Anta Diop e Aimé Cesare. Todos figuras relacionadas à luta dos negros por direitos civis ou ao anti-colonialismo nacionalista africano, nenhum deles exatamente simpático às ideias da chamada “direita”. Moore é considerado referência internacional nos debates sobre a questão do racismo. Graduou-se como Doutor em Ciências Humanas e Etnologia na Universidade de Paris, na França. Foi marxista, sempre esteve na esquerda e enaltece a todo o momento a cultura africana. Não pesariam suspeitas sobre ele de estar “ao nosso lado”. No entanto, Moore cometeu o crime imperdoável. Ele criticou Karl Marx.

Cubano, ele apoiou o movimento revolucionário de Fidel Castro, mas fugiu posteriormente, exilando-se já há 15 anos no Brasil. Indignou-se com a realidade ditatorial que o país vive até hoje, que ele mesmo viveu diretamente na pele, e com as POLÍTICAS RACIAIS do tirano comunista. Sim, Moore acusa o governo de Castro de promover esse tipo de segregação – não apenas o tirano latino-americano, mas todo o marxismo clássico.

Seu livro “O Marxismo e a questão racial – Karl Marx e Friedrich Engels frente ao racismo e à escravidão”, é o pivô de toda essa confusão. Nele, lançado em 2010, o cubano fundamenta sua convicção de que, inseridos no contexto europeu do século XIX, os grandes mentores originais do Marxismo ecoavam ideias racialistas em sua produção teórica. Acreditavam que a revolução socialista necessariamente seria feita e conduzida pelos “brancos” e não votavam a outras etnias a mesma relevância. Para ele, na prática, o regime cubano repercutiu essa característica, mantendo os negros em posição de subalternidade em relação aos brancos, a despeito do que digam as propagandas oficiais.

Lê-se em seu livro:

“Marx e Engels nitidamente acreditavam que a raça era um dos fatores que influenciava a evolução social das sociedades humanas. Engels afirmou: ‘Vemos nas condições econômicas o que, em última instância, condiciona o desenvolvimento histórico. Por si mesma, no entanto, a raça é um fator econômico.’ (…)

Portanto, segundo Moore, a questão racial já estava no cerne do pensamento marxista desde a sua origem, como consequência, a princípio, da maneira porque essas teorias racialistas eram discutidas no contexto europeu, especialmente depois da publicação do Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas (1853), do conde de Gobineau. Não haveria, pensamos nós, razão para condenar de todo as suas ideias se esse fosse o único problema. Deixando de lado, de momento, o fato de que falamos de figuras que enalteceram o ódio, a revolta e a dissensão das “classes sociais” como ferramentas de ação política, e que somente por isso já deveriam ser encaradas com a mais franca repugnância, entendemos que é relevante considerar o contexto histórico, e lembrar que muitos outros pensadores europeus daquela época discutiam a questão das “raças”. Isso era encarado com seriedade até em meios científicos – muito embora já existissem, então, vozes contrárias à discriminação e movimentos abolicionistas, nos países em que vigorava a escravidão de negros. Coube apenas ao século XX, vivendo os horrores da eugenia, do antissemitismo como política prática e do nacional-socialismo, combinados aos avanços irrefutáveis das pesquisas genéticas, demonstrar sem contestação possível os riscos e o erro crasso dessas concepções. Julgar quem escrevesse sobre o assunto naquele momento do mesmo modo por que se julga quem escreve hoje seria incorrer na falha do anacronismo.

No entanto, de acordo com as citações reproduzidas no texto do escritor, Marx e Engels iam além; eles também introduziram o problema do extermínio, tratando como algo inevitável o “holocausto revolucionário” das raças inferiores, e legitimaram a escravidão como um instrumento de progresso. Fica difícil enxergar essas consequências extremas com a mesma condescendência com que se poderia olhar certos outros autores daquele tempo que, sem rejeitar de pronto as teses de Gobineau, não iam tão longe em suas possíveis implicações práticas violentas.

Moore identifica, aliás, em diversos trechos, a desconsideração que Marx e Engels nutriam pelos eslavos. Isso é especialmente curioso porque, por ironia, foram os russos que promoveram a primeira revolução socialista de bases marxistas a ser bem-sucedida, implantando a União Soviética. Ele conclui:

“A alegação marxista atual de que as noções de superioridade alemã e anglo-saxônica foram principalmente obra de teóricos do Terceiro Reich dificilmente se justifica com essas citações dos próprios fundadores do Marxismo. Fica evidente, então, que até mesmo em relação a povos arianos, o ‘internacionalismo’ de Marx e Engels restringia-se a uma postura essencialmente germânica.”

Moore relaciona, para apoiar sua argumentação, várias circunstâncias em que conflitos de outros povos, como árabes e mexicanos, foram tratados com desdém pelos fundadores do “socialismo científico” – justo eles, que tanto arvoraram a bandeira da revolução popular. Defenderam os Estados Unidos no confronto com o México – sim, quem diria? – e a conquista francesa dos argelinos como fatos importantes para o “progresso da civilização”, alegando Engels em artigo de 15 de fevereiro de 1849 para o Neue Rheinische Zeitung, citado no livro, que “sem violência, nada pode ser realizado na história”.

O que se vê sustentado na obra de Moore, em resumo, é que, pasmem os que o ignoram, Marx e Engels defendiam o tão temido “imperialismo”! Defendiam que as nações poderosas do Ocidente dominassem e colonizassem outras, como a Índia; no resumo do escritor cubano, “a carnificina e a pilhagem fora da Europa seriam a base para o desenvolvimento vertiginoso, no Ocidente, do capitalismo industrial e da classe de trabalhadores assalariados. Por sua vez, isso levaria à revolução e, enfim, ao Socialismo. Eles pouco se importavam com as consequências do imperialismo ocidental para suas vítimas não ocidentais.”

Uma esquerda mais recente, baseando-se em autores mais modernos como Gramsci, Foucault e a Escola de Frankfurt, ajustou suas estratégias a um modelo mais eficaz nos novos tempos. Ela passou a instrumentalizar as chamadas “minorias” na intenção de, dividindo a sociedade em grupos hostis uns aos outros, criar o tipo de atmosfera que favorece sua ascensão e consolidação no poder. Uma situação que era realmente dolorosa, sendo inegável a existência do racismo e da longa história de escravidão na América, passou a ser capitalizada por quem não está realmente interessado em excluir da face da Terra essa notória estupidez, mas sim em perpetuar a cisão como capital político a ser explorado. Essa esquerda não tratará negros e afro-descentes como “racialmente degenerados”, mas promoverá insistentes ações afirmativas e rebuliços contrários à consagração pelo mérito; na prática, agirá sempre como se eles fossem incapazes e necessitados da “caridade” forçada do governo, o que soa indigno de suas condições como seres humanos, merecendo consideração igual à de todos os outros, independente da cor de pele.

No entanto, apesar dessa reforma do pensamento da própria esquerda, realizada mais pelos imperativos do tempo que por altruísmo, alguns de seus defensores ainda parecem se incomodar com qualquer crítica mais aguda aos pais do Marxismo ortodoxo – embora este siga contando, diga-se de passagem, com uma adesão quase integral entre partidos de orientações trotskystas e leninistas. Esses esquerdistas parecem extremamente dependentes de seus antigos referenciais simbólicos, não sendo capazes de identificar as próprias contradições entre eles e as bandeiras que dizem defender – ou cinicamente fingindo que essas contradições não existem.

Carlos Moore não é um “homem da direita”; sua vida prova isso. Inclusive, no desfecho de seu livro, ele considera que as análises marxistas têm um valor positivo nas críticas formuladas ao capitalismo – valor esse que, particularmente, nós não reconhecemos.  Ele é simplesmente alguém que não deseja mais compactuar com totalitarismos assassinos, de qualquer espécie. Simplesmente alguém que mostrou, com documentação, o que realmente pensavam os ideólogos socialistas do século XIX. Um crime imperdoável, uma presença incômoda, para os comunistas que o atacam. Um testemunho precioso, para os democratas de todos os matizes, por ser insuspeito, difícil de ser descontruído pelo outro lado, e por ter sido vítima direta da nefasta ditadura cubana. Vale conferir sua entrevista ao Correio Nagô e ler seu livro. A verdade não pode ser calada para sempre, por mais esforço que façam os inimigos da livre expressão.

Lucas Berlanza

Lucas Berlanza

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), colunista e presidente do Instituto Liberal, sócio honorário do Instituto Libercracia, editor do site Boletim da Liberdade e autor dos livros "Lacerda: A Virtude da Polêmica", “Guia Bibliográfico da Nova Direita – 39 livros para compreender o fenômeno brasileiro”, "Os Fundadores - O projeto dos responsáveis pelo nascimento do Brasil" e "Introdução ao Liberalismo" (co-autor e organizador).

5 comentários em “Carlos Moore: a testemunha incômoda

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    17/11/2014 em 9:00 pm
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    O arrazoado crítico do pensador cubano Carlos Moore, acerca do dogmatismo de Marx em face da questão racial, pode ser entendido à luz das análises críticas de dois estudiosos do marxismo: Karl Wittfogel (Oriental Despotism, Chicago University Press, 1951) e Antônio Paim (Marxismo e descendência, Campinas: Vide Editorial, 2009). Marx, segundo Wittfogel, criticava o “despotismo oriental” da Rússia Czarista e temia que uma futura revolução comunista fosse encampada pelo mencionado despotismo (o que, infelizmente, terminou acontecendo). E, infelizmente, o que Marx terminou fazendo, ao encampar os esforços em prol da revolução socialista, que foi pensada por ele marginalizando os líderes que se destacaram como socialistas com tendências democráticas (na França), para ele, Marx, se apresentar como o messias do proletariado (segundo mostrou Paim, na sua obra acima citada).

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    17/11/2014 em 6:33 pm
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    O PT NÂO é um partido! essa é a premissa fundamental primeira – explico-me: um partido é uma agremiação ideológica que participa da vida política do Estado para o bem comum, os partidos divergem no modus operandi e faciendi de como alcançar-se esse bem comum, o objetivo do PT NÂO é esse – é a ELIMINAÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – porque entende-se hodiernamente Estado como Estado democrático de Direito – RETIREM A PALAVRA DEMOCRÁTICO – e deixem só DE DIREITO, mas qual direito – esse direito positivo legitimador da ditadura de esquerda mais radical – tipo populista-chavista-bolivariana. Os petistas são “vampiros políticos” – vêm sugar o sangue de uma democracia adolescente como a nossa, a ponto de enfraquece-la – matando-a e assim ser substituída pela ditadura. Os petistas lembram a dupla face de “Doctor Jekyll and mister Hyde” porque publicamente pregam uma doutrina aparentemente democrática e entre eles fomentam as idéias revolucionárias da ditadura, atacam as instituições como chacais devorando-as nos seus pontos débeis e fracos; agem contra os seus opositores com espírito de vingança e nunca como adversários de idéias mas como inimigos da revolução. Pretendem que toda e qualquer “bandeira social” seja apanágio exclusivo deles – nenhum outro partido pode ter idéias sociais- razão pela qual odeiam o PSDB – único que lhes pode fazer frente e desafiá-los. Camleões que se camuflam de democratas buscam sempre aparecer como vítmas do “sistema”(sic) e são destituídos de qualquer escrúpulo moral ou ético porque entendem que são “valores burgueses contra-revolucionários”, o seu narcisismo egocêntrico de “donos da verdade” os transforma em cegos ideológicos que não suportam críticas ou confronto de ideías, essa é razão pela qual a mentira, a hipocrisia e a sua dissimulação patológicas
    são justificadas pela “causa” da tomada do Estado pelas vias da democracia estabelecida, como eles têm em conta essa consideração de si mesmos como arautos da libertação do “imperialismo burguês-capitalista” consideram-se superiores e melhores que qualquer outro político ou partido político porque “iluminados” pela bíblia ou cartilha comunista que os guia na consecução da “causa”
    A presunção ideológica vem a suprir um complexo de inferioridade intelectual e moral que a inveja ínsita aos petistas, sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele, o PT, dá e retém e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo, seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, seu arrogante desprezo pela moralidade, seu desafio repleto de ódio contra a civilidade nos seus ataques amargos à liberdade de associação e no seu ataque agressivo à liberdade individual; a irracionalidade do esquerda radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros; todo esquerdista é cretino, pois se não fossem todos cretinos não seriam de esquerda, essa cretinice se revela nessa pregação da “luta de classes” – modo de extravasar esse ódio diabólico contra o próximo – rotulando-os de “reacionários”, “burgueses”, “(z)elite”, “aculturado” et coetera; essa é a razão pela qual pretendem ter todos os direitos sobre as nossas liberdades fundamentais: de pensamento, de livre-iniciativa e expressão, de livre-arbítrio( odeiam esta última porque fundada em Deus); mas não para por aí – o seu fanatismo xiita justifica toda e qualquer ação maligna contra as pessoas e contra o povo( visto apenas como massa-de-manobra para o seu projeto de poder perpétuo), por isso que o Estado, uma vez que esteja aparelhado por eles, será capaz de manipular as pessoas a ponto de tolher todas as liberdades públicas e, num segundo passo, as liberdades privadas.
    Todo e qualquer gesto político de bondade, caridade, solidariedade ou bem comum será sempre manipulado pelo partido para os seus fins revolucionários, já que, sendo amorais e odiosos à democracia não sentem nem remorso nem senso de culpa por nada – os “escândalos” que vivenciamos para eles nada significa. O povo é manipulado pela falsa igualdade social e instilado ao ódio entre si em uma espiral negativa infinita até que o status quo da democracia seja desmantelado e a “nova ordem” possa ser definitivamente instalada no Brasil. A preocupação deles é a de sufocar para controlar toda e qualquer oposição ao seu regime de ordens, golpeiam o inimigo até que na esfera íntima perca a sua auto-estima e ceda aos ditames do líder do partido(bulling político e social) – insinuações, difamações e falsas estatísticas são armas poderosas nesse sentido, mas a arma principal é a indução para a DEPENDÊNCIA ou seja o povo em geral e na Administração Pública em particular o objetivo é fazer com que o sujeito se torne um dependente cultural(escolas e universidades com a doutrina gramsciana do comunismo) econômico(bolsa-família e cargos em comissão para funcionários) e emotivo(marqueting de “salvadores da pátria e da justiça social”); são rechaçados veementemente pelas grandes democracias ocidentais, pois o aparente bem que faz não neutraliza o mal ínsito que espalha. Aliás, assim como os traficantes de drogas, o social sempre foi uma boa estratégia para se esconder falcatruas e roubalheiras – “malfeitos”(sic – imaginem se fossem bem feitos!). Tudo o que fazem é para enganar e cooptar a simpatia do povo para logo a seguir executarem sua destruição – tal como o diabo. Por onde vão disseminam o ódio, instilam a inveja social e a luta de classes na alma pura do povo, buscam dividir ao máximo a sociedade civil “burguesa”. Jogam filhos contra os pais, esposas contra os seu maridos, alunos contra professores, gays contra a igreja, pobres contra ricos, sulistas contra nordestinos, enfim, jogam com tudo e com todos. Amam a amoralidade e procuram a todo o custo legalizar os maus costumes e o esgarçamento do tecido social para desintegrar o Estado e criar uma nova ditadura populista. Margareth Tatcher dizia: ” onde um comunista pisa, ali jamais nascerá grama” e, ajunto eu, jamais uma democracia, pois a democracia plena se exercita quotidianamente nas discussões abertas, que eles fogem como o diabo foge da cruz – pois receiam que o seu projeto de poder seja descoberto, essas táticas acima descritas dentro da estratégia de perpetuação no poder conseguem despotencializar as resistências à esse plano, que para o desespero deste partido foi sentido pelo povo e está em vias de ser inteligivelmente compreendido por 51.000.000 de brasileiros – essa é a nossa esperança.
    A solução: a discussão aberta, ampla, inclusiva e difusa em todas as agências de cultura(revistas, jornais, rádio e televisão) e principalmente na leitura de bons livros de ciência política e democracia incontamindos pelo populismo-demagógico, esse é o caminho da verdadeira liberdade contra o caminho da servidão- parafraseando Von Mises

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    17/11/2014 em 6:29 pm
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    Os petistas são “vampiros políticos” – vêm sugar o sangue de uma democracia adolescente como a nossa, a ponto de enfraquece-la – matando-a e assim ser substituída pela ditadura. Os petistas lembram a dupla face de “Doctor Jekyll and mister Hyde” porque publicamente pregam uma doutrina aparentemente democrática e entre eles fomentam as idéias revolucionárias da ditadura, atacam as instituições como chacais devorando-as nos seus pontos débeis e fracos; agem contra os seus opositores com espírito de vingança e nunca como adversários de idéias mas como inimigos da revolução. Pretendem que toda e qualquer “bandeira social” seja apanágio exclusivo deles – nenhum outro partido pode ter idéias sociais- razão pela qual odeiam o PSDB – único que lhes pode fazer frente e desafiá-los. Camleões que se camuflam de democratas buscam sempre aparecer como vítmas do “sistema”(sic) e são destituídos de qualquer escrúpulo moral ou ético porque entendem que são “valores burgueses contra-revolucionários”, o seu narcisismo egocêntrico de “donos da verdade” os transforma em cegos ideológicos que não suportam críticas ou confronto de ideías, essa é razão pela qual a mentira, a hipocrisia e a sua dissimulação patológicas são justificadas pela “causa” da tomada do Estado pelas vias da democracia estabelecida, como eles têm em conta essa consideração de si mesmos como arautos da libertação do “imperialismo burguês-capitalista” consideram-se superiores e melhores que qualquer outro político ou partido político porque “iluminados” pela bíblia ou cartilha comunista que os guia na consecução da “causa” A presunção ideológica vem a suprir um complexo de inferioridade intelectual e moral que a inveja ínsita aos petistas, sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele, o PT, dá e retém e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo, seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, seu arrogante desprezo pela moralidade, seu desafio repleto de ódio contra a civilidade nos seus ataques amargos à liberdade de associação e no seu ataque agressivo à liberdade individual; a irracionalidade do esquerda radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros; todo esquerdista é cretino, pois se não fossem todos cretinos não seriam de esquerda, essa cretinice se revela nessa pregação da “luta de classes” – modo de extravasar esse ódio diabólico contra o próximo – rotulando-os de “reacionários”, “burgueses”, “(z)elite”, “aculturado” et coetera; essa é a razão pela qual pretendem ter todos os direitos sobre as nossas liberdades fundamentais: de pensamento, de livre-iniciativa e expressão, de livre-arbítrio- odeiam esta última porque fundada em Deus.

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    17/11/2014 em 6:28 pm
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    Quando digo que o PT segue uma linha marxista gramcista, é disso que estou falando. Gramsci acha que o comunismo nunca será implementado enquanto a sociedade ocidental estiver apoiada em seus três pilares fundamentais: O direito romano (que protege a liberdade, a vida humana e a propriedade), a filosofia grega (que louva o bem, o bom e o belo) e a moral judaico-cristã (que resgatou o valor fundante da natureza humana em Deus, valoriza a família, o merecimento e o auto-sacrifício). Segundo Gramsci o comunismo só seria possível na cultura ocidental quando esses três pilares estivessem destruídos. Gramsci não acreditava na luta armada, ele achava que esses pilares deveriam ser corroídos lentamente por dentro pelo aparelhamento do Estado e propaganda cultural e dedicou boa parte de seus escritos ensinando como fazer isso, aproveitando-se das ideias de Maquiavel. Para Gramsci, o Príncipe moderno não é uma pessoa, é um partido. E para atingir os objetivos do moderno “Príncipe” justifica-se todo o mal contra o povo e o Estado, destruindo-os pelo bem da “causa” e pela superação dos valores democráticos pela ditadura socialista.

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    17/11/2014 em 12:16 pm
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    Seria de se estranhar, e muito, se esta nefasta esquerda tivesse agido de maneira diferente em relação ao discurso do renomado escritor Cubano. Independente da cor da sua pele que, para a ocasião, pouco ou quase nada importava. O que levou estes profissionais de plantão, da militância esquerdista radical a tentar desmerecê-lo, foi a discordância de ponto de vista. A esquerda radical recolheu do marxismo, tudo que lhes pudesse interessar como subsídio rumo ao poder total, descartando o que pudesse gerar controvérsias.

    Já o escritor que, possivelmente não tenha interesses políticos partidários, sendo um pesquisador, procurou desvelar todo o conteúdo da obra de Marx, e torná-la acessível ao entendimento do cidadão comum. E esta atitude desgostou a esquerda que, trata como inimigo aquele que ousa dançar fora do ritmo, e do compasso determinado por eles. Esta afronta ao direito da liberdade de expressão, dos adversários, já se tornou corriqueira.

    Falta-lhes discernimento, e aceitação. Eu lembro-me de uma ocasião em que estiveram no Brasil, em datas próximas, o Fidel Castro, e o Alberto Fujimore. Para o Fidel Castro, da esquerda, só faltou colocarem o tapete vermelho. Enquanto que, para o Alberto Fujimore, da direita, só faltou terem lhe atirado ovos. Se é que não o fizeram. Temos, também, o caso mais recente da grande Blogueira Cubana Yona Sánchez que, me parece chegou à ser agredida fisicamente. Temos o caso dos lutadores de boxe que foram deportados, e o caso do Cesare Battisti que, foi acolhido de braços abertos.

    Estes são os casos mais conhecidos. Porem, com certeza devem haver muitos mais que, por não ser de interesse da mídia, nem são publicados. Mais um detalhe que me ocorreu neste momento: Somente para reafirmar que, no caso em pauta, a cor do escritor não teve influência no repúdio à sua fala. A questão racial para a esquerda, é usada como coringa. Quando lhes interessa eles à usam contra o adversário, e quando não interessa, eles tiram proveito dela. Um exemplo gritante, é o caso do Che Guevara; Racista de quatro costados, cantado em verso e prosa como tal, e é o ídolo da juventude esquerdista. Vai entender.

Fechado para comentários.