Brexit: uma vitória da liberdade

 

Fonte da Imagem: Breitbart

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Na última semana, em uma eleição bastante acirrada, os favoráveis a saída do Reino Unido da União Européia saíram vencedores do referendo que questionava qual deveria ser a posição de seu país diante deste impasse. Por 51,9% a 48,1% o Reino Unido não é mais membro da União Européia. Uma enorme vitória da liberdade e podemos dizer que a vitória do “Brexit” foi uma derrota retumbante para o globalismo.

Olhando pelo olhar econômico, os países do Reino Unido no primeiro momento sofrerão com quedas nas Bolsas de Valores, tendência já esboçada no dia seguinte a votação e mostrada na queda rating nas agências internacionais, porém, rapidamente recuperarão as divisas no mercado financeiro, devido à alta estabilidade e pelas políticas econômicas feitas por ingleses, galeses, escoceses e norte-irlandeses, embora a Escócia, onde o BritaIN ganhou quer se manter na União Europeia e se tem início movimentos de independência do país.

A vitória do Brexit mostra algumas indignações existentes na Europa depois da criação da UE: mesmo a Grã-Bretanha não tendo substituído a Libra pelo Euro totalmente, mantendo as duas moedas em circulação, há uma indignação em volta da circulação da moeda comum, pois a maioria dos países substituiu suas moedas nacionais pela moeda comum em 2002, acabando com um “passe de mágica” com a inflação em países como Espanha, Portugal e Grécia. Porém esses países mantiveram uma mentalidade gastadora, fazendo com que as grandes potências tenham que pagar pela irresponsabilidade fiscal desses países. E os britânicos participavam do pacote de ajuda ao Euro com 20 bilhões de euros por ano (https://www.youtube.com/watch?v=0tItgGcWVHw). Com isso, a política da moeda comum dará errado, pois para que tal política dê certo se faz necessário que todos os países mantenham políticas de austeridade fiscal.

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Um exemplo básico para isso são condomínios que utilizam relógio único para o fornecimento de água e energia elétrica: mesmo com muitos economizando para poder pagar menos, sempre se terá um vizinho gastador, que fará com que a conta seja alta para o que economizou na utilização. Com isso o vizinho austero se indignará com o vizinho gastador ou se tornará um gastador por indignação. Assim, o custo no longo prazo será danoso para todos. O mesmo se vale para a política da moeda única.

Enquanto a Alemanha e o próprio Reino Unido praticavam políticas de austeridade, países como Espanha e Grécia adotavam medidas de aumento do gasto público. E quando esses países quebraram, o Banco Central Europeu ignorou o Tratado de Maastrich, que previa punições severas para países que não seguissem uma política econômica responsável, buscando salvar esses países para poder se salvar também a moeda comum. O que nasceu com o propósito de manter a paz no continente europeu se mostrou uma ação centralizadora, onde o Parlamento e o Banco Central Europeu acabam ditando as regras para salvar os irresponsáveis com pacotes de auxílio em detrimento daqueles que são responsáveis, em prol da garantia da estabilidade da moeda.

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Muitos dizem que a vitória do “Brexit” seria um marco para o fim da globalização. Porém, podemos dizer que é o fim do modelo de globalização existente atualmente, onde burocratas tomam decisões de maneira autoritária, começando a passar o poder globalizador para o indivíduo. E mesmo a Grã-Bretanha não sendo participante total do Tratado de Schegen (O Reino Unido participa do tratado apenas com cooperação judicial), que prevê a livre circulação de pessoas na chamada Comunidade Europeia, tal decisão pode respingar em outros países.

Com o crescimento do terrorismo islâmico no Velho Mundo, lideranças na França, Suécia e Holanda, usando como exemplo o “Brexit”, para pedir a saída de seus países da União Europeia e automaticamente romperem com o Tratado de Schegen, retomando a autonomia jurídica de suas fronteiras. Isso foi mostrado nos atentados terroristas em Paris no final do ano passado, quando os terroristas, que eram franceses de origem islâmica cometeram os ataques terroristas e fugiram para a Bélgica, aproveitando-se da legislação. Tal decisão tem a tendência de gerar um efeito dominó nos países, colocando a União em xeque.

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O “Brexit” foi uma verdadeira vitória da liberdade frente ao autoritarismo. O que se iniciou em terras britânicas já se inicia em outros países do continente, com movimentações anti União Europeia. E os cidadãos britânicos e de outras nações que forem saindo do bloco possam sentir a autonomia frente a Bruxelas (sede do Parlamento e do Banco Central Europeu), deixando que os países irresponsáveis paguem seus erros de legislação, como o controle de fronteiras e de economia, como o alto endividamento à custa dos países austeros. E que os países voltem a definir seus caminhos em vez do BCE, que nasceu até com boas intenções, mas que se mostra hoje como uma escolha falha.

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