Bernie Sanders e a decadência americana

O Partido Democrata já foi um partido de centro-esquerda moderada, mas de tempos recentes até os nossos dias é o lar dos radicais de extrema esquerda e afins. Bill Clinton tinha uma política economicamente liberal – o que explica o bom desempenho da economia americana na década de 1990 –, ao passo que em seu mandato as noções de marxismo cultural e antiamericanismo avançaram formidavelmente no país. Ele começou o processo de radicalização do partido completado com a eleição de Barack Obama em 2008.

Claro que radicais democratas já tinham existência desde o advento da new left. O progressismo como plataforma política também era pauta corrente desde os anos 1960, mas a presidência de Bill Clinton foi um divisor de águas para o Partido Democrata e para a própria política americana. As bases da fundação dos Estados Unidos passaram desde então por sérias contestações e ataques furiosos. O Cristianismo como parâmetro moral, a liberdade econômica oferecida pelo capitalismo, o autogoverno e limites da ação estatal definidos na lei são pilares suficientes para explicar o florescimento da nação mais livre e próspera do mundo.

Toda essa tentativa de colocar os EUA como grande vilão e destruir seus valores está personificada na esquerda americana. E seu queridinho de ocasião atende pelo nome de Bernie Sanders.

Bernie é senador pelo estado de Vermont, eleito de forma independente e sem filiação ao Partido Democrata – embora suas visões de mundo e plataforma política coincidam com as dos democratas. O establishment democrata é hostil à sua candidatura e fez de tudo para chutá-lo em 2016 ao concorrer nas primárias contra Hillary Clinton. Tal antipatia tem como exemplo recente a tentativa de constrangê-lo feita pelos moderadores da CNN em um debate com outros pré-candidatos por causa de uma suposta declaração de que uma mulher não poderia chegar à presidência americana – em referência à senadora e também pré-candidata Elizabeth Warren.

Mas nem se engane quanto ao caráter do autointitulado socialista. Como disse Madison Gesiotto para o The Hill: ‘’Sanders usou seus escritórios públicos para desviar milhões de dólares dos contribuintes para sua própria família e amigos nas últimas três décadas, incluindo mais de US $ 80 milhões em pagamentos a uma compra de mídia empresa de propriedade de dois amigos de sua esposa. Há também o caso do Burlington College, que foi forçado a fechar como resultado de má administração por sua esposa, que como presidente da escola garantiu empréstimos caros com base em compromissos inflados dos doadores’’.

Se a índole de Bernie é no mínimo duvidosa, as posições políticas do sujeito não ficam atrás. Ele é socialista declarado, defensor da criação de inúmeros impostos, regulações e toda sorte de entraves à economia americana. Também é adepto da taxação sobre grandes fortunas – uma ideia esdrúxula que as experiências mundo afora provaram ser uma bravata que resulta em fuga de capital e desemprego. Em resumo, sua plataforma econômica consiste em justiça social da mais barata: tirar dos ricos para dar aos pobres. Foi exatamente essa a justificativa dada quando perguntado sobre de onde viria o dinheiro para custear seus programas sociais vendidos ao povo americano como milagrosos.

No campo moral a coisa não é diferente. Sanders é adepto do progressismo moral politicamente correto típico da esquerda americana. É propagandista do movimento LGBT, do feminismo, do multiculturalismo, do assassinato de bebês e do ecoterrorismo. Toda essa pauta destrutiva de tudo aquilo que fez dos EUA a nação mais próspera e livre do mundo corrói por dentro os valores basilares americanos, além de aumentar enormemente o poder do Estado, pois a revolução prometida para as ditas minorias oprimidas só pode ser realizada com a conquista do poder pelos próprios revolucionários. Ou por alguém que fale por eles.

Em todos os aspectos possíveis, Bernie Sanders na presidência promete apenas uma coisa: tirania de Estado. Se isso não é exatamente o oposto do pensado pelos founding fathers na fundação dos EUA e na elaboração da Constituição americana, não sei mais o que é.

Quando Barack Obama foi eleito em 2008, o establishment globalista e todos os inimigos da América festejaram entusiasticamente. Foi a vitória do moleque de recados de George Soros com a vida pregressa mais obscura e enigmática de todos os que já ocuparam a Casa Branca. O estrago de Obama para a democracia americana foi inegavelmente significativo – basta conhecer a controvérsia sobre a sua cidadania e as inúmeras tentativas de omitir do povo americano documentos como a certidão de nascimento original.

Depois de quatro anos da presidência de Donald Trump, os americanos irão às urnas e decidirão pela manutenção do republicano ou pela volta dos democratas ao poder. Bernie Sanders está na frente nas pesquisas eleitorais entre o eleitorado democrata e provavelmente será o candidato do partido. Se for eleito, a destruição dos EUA será uma situação real. Terminar o trabalho de Clinton, Obama e tutti quanti é a tarefa que Bernie parece querer mais do que tudo. A decadência americana é certa se esse sujeito for eleito.

Referências:

1.https://www.thenation.com/article/archive/sanders-warren-cnn-debate/

2.https://thehill.com/opinion/campaign/480148-bernie-sanders-is-part-of-the-swamp

3.https://www.huffpostbrasil.com/entry/bernie-sanders-planned-parenthood_n_55b8f386e4b0074ba5a6fe60?ri18n=true

Carlos Junior

Carlos Junior

É jornalista. Colunista dos portais "Renova Mídia" e a "A Tocha". Estudioso profundo da história, da política e da formação nacional do Brasil, também escreve sobre política americana.