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Análises de jerico dos almofadinhas da GloboNews sobre política americana

Minhas críticas à classe jornalística brasileira não são fruto de despeito, inveja ou coisa do tipo. A admiração e a busca por igualar ou suplantar homens de grande envergadura intelectual são normais e desejáveis a um simples colunista político como esse que lhes escreve. No caso dos nossos intelectuais – no sentido gramsciano do termo –, não há nada o que se possa aproveitar dos chavões, cacoetes mentais e frases da moda.

O Brasil é o país no qual Gilberto Gil já foi ministro da Cultura e Fernando Haddad da educação. Por aí você tira o quanto a vida intelectual brasileira rebaixou-se ao ridículo. Na grande mídia não é diferente. Qualquer sujeito do tipo de um Guga Chacra pode ser considerado especialista em política americana. Se você reza a cartilha da CNN, do New York Times e do Washington Post, automaticamente é tido como grande mente iluminada e apta a falar sobre os Estados Unidos.

Dois eventos ilustram a burrice e o partidarismo apaixonado da imprensa brasileira quando o assunto é política americana:  a absolvição do presidente Donald Trump no processo de impeachment e o seu discurso no State of Union.

No primeiro caso, o idiota da vez a palpitar sobre o que não conhece foi Jorge Pontual. O esquerdista puxa-saco de Obama e companhia sentenciou com uma autoridade olímpica: o arrego do Senado controlado pelo Partido Republicano é um salvo-conduto para Donald Trump fazer o quiser. Ele estaria acima da lei, então poderia continuar com o conluio com os russos e desrespeitando a Constituição à vontade, pois nada aconteceria com ele.

Em primeiro lugar: acusar o Senado de partidarismo é hipocrisia pura e simples. A Câmara comandada por Nancy Pelosi e seus pares democratas foi então um primor de isenção e respeito à lei? Óbvio que não. Uma Casa de maioria democrata colocou o presidente no limbo, a outra sob a batuta republicana encerrou o processo. Nada mais que lógico, pois o impeachment é também um processo político. Quanto ao dito conluio russo, a investigação sobre o dito-cujo foi feita de forma independente e pela Justiça americana, nada encontrando de comprometedor contra Donald Trump – quando as mentes iluminadas e esclarecidas da mídia davam como certa a culpa no cartório do presidente. A única pessoa que não é isenta nem independente nessa história é Jorge Pontual, já que o progressismo de esquerda faz o seu coração bater mais forte – de forma a vendar os seus olhos para a realidade.

O discurso do Estado da União do presidente Trump foi em estilo triunfal. Os EUA vão muito bem obrigado, com destaque para uma economia sólida e em constante crescimento, além da nomeação de juízes conservadores que garantem a defesa original da Constituição. Ao mesmo tempo, o fiasco do cáucus democrata em Iowa – uma falha na apuração dos resultados sem um vencedor claro até agora – mostrou a incompetência de um partido sem perspectiva. O fim iminente do impeachment com um desfecho favorável foi a cereja de um bolo escandalosamente doce para o lado vermelho da América.

Ao falar, Trump relatou suas conquistas, estabeleceu planos para um possível novo mandato e confrontou o obstrucionismo democrata, que nada fez pelo país durante estes três anos e só atrapalhou projetos da atual administração. Além disso, o presidente mostrou a incompetência do Partido Democrata ao citar a morosidade do governo democrata na Califórnia com a criminalidade, em claro contraste com a sua política nessa área.

Os almofadinhas da GloboNews trataram de desqualificar o discurso do presidente Trump, como era esperado. Demétrio Magnoli julgou a exibição de Trump como partidária e divisiva, cacoete mental reverberado por Guga Chacra e Marcelo Lins. Este último, aliás, conseguiu a proeza de tachar o radialista Rush Limbaugh – homenageado por Trump durante o discurso – como um extremista de direita. Rush é simplesmente o radialista mais ouvido dos EUA, extremamente popular no meio conservador. Lins não serve nem para limpar o sapato de Rush.

Bravatas como ‘’Trump aumentou a polarização política’’ são típicas do repertório imbecil de Guga Chacra e cia. A polarização existe e já faz muito tempo. União nos EUA é utopia sem pé nem cabeça. Ou queriam união os militantes democratas que difamaram McCain em 2008 ao classificá-lo como um ranzinza destemperado e trucidaram Romney em 2012 para apresentá-lo como um elitista despreocupado com os pobres? Querem união os que acusam Trump da primeira coisa que aparece como demérito?

Tenho certeza de que os imbecis anteriormente citados fogem da realidade como o diabo foge da cruz. As suas grandes análises são nada mais do que cópias dos debates internos do Partido Democrata, esquerdismo puro e mal disfarçado. O abismo entre o veiculado na mídia e a vida real americana é tão grande, tão díspare, tão divergente. A realidade dos EUA não estará nas análises de jerico dos almofadinhas da GloboNews.

Referências:

1.https://www.realclearpolitics.com/2020/02/05/state_of_the_union_trump_takes_victory_lap_while_dems_fume_500424.html

2.https://www.foxnews.com/politics/senate-acquits-president-trump-impeachment-vote

3.https://www.institutoliberal.org.br/blog/cegueira-obrigatoria/

Carlos Junior

Carlos Junior

É jornalista. Colunista dos portais "Renova Mídia" e a "A Tocha". Estudioso profundo da história, da política e da formação nacional do Brasil, também escreve sobre política americana.