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Ameaças contra o Estado

Jacy de Souza Mendonça*

CUT_presidenteVagnerFreitas_siteCUT_24_08_2015Em março deste ano, na Venezuela, um brasileiro, líder do MST, fardado de vermelho, declarando-se representante do ex-presidente Luiz Inácio, incitou os socialistas bolivarianos da América do Sul a atuarem no Brasil, visando à implantação daquele fracassado regime de terror em nossa nação. No começo deste mês de agosto, teve lugar gesto assemelhado, agora com o Presidente da CUT, também de vermelho, em terras brasileiras, convocando as massas a pegarem em armas, a pretexto de defender a Presidente da República.

Não se trata evidentemente de atos isolados. Estão cumprindo o que lhes determina a velha cartilha preparada no estrangeiro sob a inspiração de Lênin, Marx e Stálin. Nunca tive dúvidas de que as desordens nas vias públicas do Brasil, com violência contra pessoas e quebra-quebra de empresas, ocorridas nos últimos meses, tivessem sido organizadas como treinamento do mesmo ilegal exército vermelho, visando a defender a perpetuação e evolução do regime político que tenta instaurar-se entre nós.

Essencialmente trata-se de violências ou ameaças de violência contra o Estado brasileiro que precisam ser coibidas antes que seja tarde.

Nossa História registra várias tentativas de tomada do Poder por iniciativa dos socialistas, todas elas com lastimável desfecho violento contra brasileiros. Estarão ensaiando mais uma? Visto sob outro ângulo, revela a História que os socialistas nunca e em nenhum lugar do mundo devolveram o Poder à opção popular senão pela força. Muito sangue já correu em tais situações; será o nosso destino?

Até agora, as autoridades policiais têm assistido impassíveis, inoperantes as manifestações desses desordeiros profissionais; isso se explica, em parte, pelo inusitado e inesperado da iniciativa; por outra parte, porque muitas de nossas autoridades comungam já do mesmo credo suicida. É a nossa tragédia.

O certo é que poderíamos evitar o derramamento de sangue de nossos patrícios se não permitíssemos a continuidade dos movimentos dessas víboras; e isso poderia ser feito com um mínimo de manifestação policial de discordância ou com leve punição dos mentores das arruaças.

In extremis, restará aos brasileiros a proteção das Forças Armadas que, outra vez, serão obrigadas a partir em defesa da cultura política do povo brasileiro, sempre marcada pelo respeito à paz e à liberdade individual. Vivemos já outras experiências assemelhadas em nossa História, e foram elas que não permitiram que tais desordeiros tivessem o sucesso final. Temos certeza de que, diante das forças legais, os desordeiros políticos comportar-se-ão como camundongos diante de um felino, mas o triste é que, se o mal continuar a crescer, a desejada solução democrática só será reconquistada depois de ser regada com o sangue de inocentes.

22.08.2015

* Doutor e Livre-Docente em Filosofia do Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre). Ministrou cursos de Filosofia do Direito em diversas faculdades. É autor de diversos livros entre os quais ‘O Homem e o Direito’.

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imagem: site da CUT; links atribuídos pela Editoria

Ligia Filgueiras

Ligia Filgueiras

Jornalista, Bacharel em Publicidade e Propaganda (UFRJ). Colaboradora do IL desde 1991, atuando em fundraising, marketing, edição de newsletters, do primeiro site e primeiros blogs do IL. Tradutora do IL.