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Algumas lições bem atuais de Frédéric Bastiat

Claude Frédéric Bastiat (30/06/1801 — 24/12/1850) foi um economista, jornalista e parlamentar francês. A maior parte de sua obra foi escrita durante os anos que antecederam e que imediatamente sucederam a Revolução de 1848. Nessa época, eram grandes as discussões em torno do socialismo, para o qual a França pendia fortemente. Como deputado, teve a oportunidade de se opor vivamente às ideias socialistas, fazendo-o através de seus discursos e panfletos, vazados em estilo cheio de humor e sátira.

Amanhã seria o aniversário de Frédéric Bastiat. Selecionamos algumas lições importantes e bem atuais do autor:

“O socialismo, como as ideias antigas das quais ele brota, confunde governo e sociedade. Como resultado disso, toda vez que nos opomos a uma coisa que está sendo feita pelo governo, os socialistas concluem que nos opomos a que isso seja feito. . . . É como se os socialistas nos acusassem de não querer que as pessoas comam porque não queremos que o estado plante grãos”.

“Nada é mais sem sentido do que basear tantas expectativas sobre o estado, isto é, assumir a existência de sabedoria e previsão coletivas, depois de tomar por certa a existência de imbecilidade e imprevidência individuais.”

“Existe em todos uma forte disposição para acreditar que qualquer coisa legal também é legítima. Essa crença é tão difundida que muitas pessoas têm erroneamente sustentado que as coisas são “justas” porque a lei as faz assim.”

“Quando, sob o pretexto de fraternidade, o código legal impõe sacrifícios mútuos aos cidadãos, a natureza humana não é revogada. Todos, então, dirigirão seus esforços para contribuir o mínimo para o fundo comum de sacrifícios e dele retirar o máximo. Agora, é o mais fraco que ganha com essa luta? Certamente não, mas sim o mais influente e calculista.”

“A lei é a organização coletiva do direito do indivíduo à legítima defesa de sua vida, liberdade e propriedade. Quando é usado para qualquer outra coisa, não importa quão nobre seja a causa, ela se torna pervertida e a justiça é enfraquecida.”

“Aqui eu encontro a falácia mais popular dos nossos tempos. Não é considerado suficiente que a lei garanta a todo cidadão o uso livre e inofensivo de suas faculdades para o auto-aperfeiçoamento físico, intelectual e moral. Em vez disso, exige-se que a lei garanta diretamente o bem-estar, a educação e a moralidade em todo o país. Essa é a atração sedutora do socialismo.”

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.