A verdade não revelada sobre a doutrinação

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Cecília Lopes *

A doutrinação escolar é uma triste realidade que assola diversos alunos que cometem a herege ousadia de simplesmente discordar de seu professor. Testemunhos não faltam de estudantes que, ao menos uma vez, viram-se injustiçados, dadas suas divergências ideológicas.

Muitos indagam o motivo pelo qual jovens já chegam às universidades com ideais pré-fabricados. Poucos, entretanto, tornam seus olhares ao ensino escolar, extremamente danificado pela parcialíssima intervenção docente na formação intelectual do educando. É inegável o fato de que, majoritariamente, esses pseudo-pedagogos inclinam-se aos pensamentos socialistas; a principal questão não é por que boa parte dos professores é de esquerda, mas por que tantos esquerdistas são professores. A dúvida pode ser respondida através de um recurso constantemente recomendado por tais instrutores: o estudo da história.

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Ao contemplar-se a pedagogia de nações socialistas e nacional-socialistas – tais como o regime cubano e a Alemanha nazista, respectivamente – encontrar-se-ão, em ambos, o sistema doutrinário que pregava integral respeito ao governo vigente e às ideologias por ele pregadas – como a cega aceitação ao Füher ou o incondicional amor à Revolução. Ademais, certos professores se vêem na “heróica” missão de passar à frente seus ideais de um paraíso utópico para as supostas mentes não iluminadas, ingênuas, vítimas do “grande capital”.

Também se pode citar, num âmbito mais filosófico, a atualíssima influência do intelectual e fundador do Partido Comunista Italiano (PCI) Antonio Gramsci, que intentava alcançar a hegemonia ideológica por meios sorrateiros e não violentos, visando em especial à educação. Em linhas gerais, seu planejamento doutrinário objetivava criar uma geração revolucionária nas escolas, munindo-as de professores alinhados com a esquerda e comprometidos com tal causa.

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Ainda assim, a situação não se afigura tão calamitosa quanto parece. Cresce atualmente a juventude liberal, engajada com os estudos extracurriculares de autores que contrapõem os ensinamentos altamente parciais veiculados na escola; que se levanta e contesta o que lhe é passado, demonstrando aos colegas versões nunca antes prospectado. Ademais, há diversas instituições e grupos que difundem os ideias de liberdade nas escolas e universidades, explicitando que o indivíduo é muito mais do que mera massa de manobra, militante cego de princípios aos quais ele não teve coragem de contestar.

Embora haja um imenso leque de soluções para tal contratempo, há pela frente árduo caminho. Não se eleva a qualidade do ensino com rasas opiniões ou proselitismos. Faz-se necessário, antes de tudo, um sistema educacional que preze a individualidade do aluno, sem moldar suas opiniões ao sabor de um professor socialista, para que, finalmente, se tenha alunos livres para pensar.

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*Cecília Lopes é estudante secundarista, futura economista, coordenadora local dos Estudantes pela Liberdade e admiradora da filósofa Ayn Rand.

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