A estupidez democrata começa a cobrar seu alto preço

O tal processo de impeachment do presidente Donald Trump foi acompanhado de festa pelos democratas mais jovens, ceticismo por parte de democratas mais experientes e observadores independentes e clara reação odiosa dos republicanos. Com exceção dos republicanos ligados ao Deep Stateo partido parece estar fechado com Trump e irá defendê-lo com unhas e dentes no desenrolar do processo. 

E é justamente nesse último fato a morada de toda a estupidez assoladora no Partido Democrata: a insistência juvenil em um processo de impeachment de Trump uniu um partido outrora rachado. Os republicanos uniram-se em um momento decisivo com vistas à eleição de 2020 – e sim, a conta é única e exclusivamente para Nancy Pelosi e cia. 

Primeiro: o processo corrobora a narrativa de Donald Trump da existência do Deep State, o estado profundo, o grupo de bilionários, banqueiros e investidores que comandam Washington através de uma classe política corrupta e destruidora. Trump chegou à presidência ao gastar dinheiro do próprio bolso, sem dever favores a ninguém. O seu mandato é então um perigo para o establishment americano e por isso as constantes tentativas de abortar a sua estadia na Casa Branca. Essa narrativa só reforça a determinação do eleitorado vermelho a apoiar seu presidente e defendê-lo efusivamente. 

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Segundo que a pantomima esquerdista contra Trump não é novidade; desde o Russiagate os democratas procuram algo para servir a cabeça do presidente aos fanáticos de extrema esquerda. Naquela ocasião, a narrativa era de um conluio da campanha republicana com a ditadura russa, uma união promíscua e nociva para os interesses nacionais americanos. Tal narrativa virou pó; o espertinho Robert Muller comandou uma investigação insana que não deu em nada. Para desespero dos democratas, nenhuma evidência contra Trump foi encontrada e as acusações absurdas contra o presidente não foram provadas. 

Agora os mesmos irresponsáveis querem parar o país outra vez por interesses politiqueiros – como outrora demonstrei em detalhes. Pelo andar da carruagem, o feitiço vai se virar contra o feiticeiro novamente.  

E vai justamente por não haver no Partido Democrata o que há no lado vermelho da América: união. Nancy Pelosi e os democratas mais moderados nunca engoliram o impeachment que julgavam desnecessário e destrutivo aos próprios democratas. Essa farsa de processo foi arquitetada e apoiada pela ala socialista do partido, os radicais juvenis. O conflito entre essas duas alas tem um potencial de colocar tudo a perder em 2020. 

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Obviamente que toda essa situação não passou despercebida pelo eleitorado americano. Miranda Devine, no New York Post, diz: ‘’Entre os eleitores independentes importantes, a oposição ao impeachment de Trump saltou de 37% para 47% na primeira semana das audiências públicas, de acordo com uma pesquisa da Politico-Morning Consult divulgada terça-feira. Enquanto isso, em Wisconsin, que Trump conquistou por apenas 23.000 votos em 2016, uma pesquisa da Marquette University publicada quarta-feira encontrou 53% de todos os eleitores registrados contra o impeachment, um pouco acima do mês passado – e isso inclui a oposição de 94% dos republicanos’’. 

Não só o eleitorado captou a situação. A congressista democrata de Michigan, Brenda Lawrence, admitiu o óbvio: “Vou lhe dizer, sentado aqui, sabendo o quão dividido este país está, não vejo o valor de tirá-lo do cargo’’. Aqui a coisa é esclarecida pela declaração da deputada: o impeachment era uma estratégia para desgastar o presidente Trump frente ao eleitorado independente e desencorajar seus apoiadores republicanos. 

Madison Gesiotto colocou no The Hill a situação em pratos limpos. ‘’Então, é claro, existem propostas verdadeiramente insanas que nem exigem uma refutação, porque suas falhas são tão aparentes, como a assistência médica financiada pelos contribuintes para estrangeiros ilegais ou o aumento de impostos sobre os americanos de renda média. Após três anos de oposição fanática a Donald Trump, os ativistas estão no banco do motorista desse processo primário. Passar no teste de pureza partidária está colocando os candidatos em uma posição embaraçosa, forçando-os a argumentar, de fato, que a única maneira de unificar o país é através do partidarismo raivoso e do socialismo democrata de extrema esquerda’’. 

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O desespero de um partido político nunca foi tamanho. Tantas atitudes erradas e passos em falso mostram um desejo obstinado de retirar um presidente sob falsos pretextos. Porém, o povo americano está a observar tudo. A estupidez democrata começa a cobrar seu alto preço. 

Referências: 

1.https://renovamidia.com.br/coluna-o-jogo-sujo-do-partido-democrata/ 

2.https://www.americanthinker.com/blog/2019/11/nancy_pelosis_worst_nightmare_slowly_comes_to_life.html 

3.https://nypost.com/2019/11/24/devine-impeachment-fiasco-is-a-dem-gift-to-donald-trump/ 

4.https://www.foxnews.com/politics/house-dem-reverses-course-on-impeachment-as-polls-show-declining-support-i-want-to-censure 

5.https://thehill.com/opinion/campaign/471986-why-democrats-are-not-actually-serious-about-uniting-the-nation 

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Carlos Junior

Carlos Junior

É jornalista. Colunista dos portais "Renova Mídia" e a "A Tocha". Estudioso profundo da história, da política e da formação nacional do Brasil, também escreve sobre política americana.