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3 artigos, uma visão: a América Latina que dá certo e a que dá errado

Três recentes artigos de diferentes mídias informativas chegaram à mesma conclusão: existe uma América Latina que hoje dá certo, baseada em liberdade, austeridade e globalização, e uma América Latina que dá errado, baseada em burocracia, gastos públicos e protecionismo.

No lado que dá certo estão países próximos ao Oceano Pacífico: México, Peru, Chile e Colômbia. No lado errado, os países próximos ao Atlântico: Brasil, Argentina e Venezuela; como bem explica o Wall Street Journal.

Interessante notar que mesmo governos ditos de esquerda nos países que se direcionaram à liberdade, como os de México, Peru e agora Chile, não mudam a estrutura básica de uma gestão econômica que está dando certo e gerando grandes crescimentos econômicos. Tais governos, no máximo, têm funcionado como governos “social-liberais”, mantendo a austeridade fiscal e a desburocratização, ainda que concedendo alguns benefícios sociais.

Já Brasil, Argentina e Venezuela encontram-se cada vez mais perdidos. A Forbes já fez um artigo específico sobre o tema para o Brasil, e agora o Estadão fala especificamente sobre a Argentina. Sobre a Venezuela, até este IL já esgotou o assunto. Esse país imergiu em um regime socialista e não tem perspectiva de melhora, com saques institucionalizados, inflação galopante e corrupção sem limites.

Já Argentina e Brasil têm salvação próxima, caso seus governos sejam substituídos por outros comprometidos com os mesmos ideias que fazem sucesso hoje no grupo dos países latinos do Pacífico, pois suas instituições liberal-democráticas não estão permanentemente corrompidas. Outra possibilidade é que os governos atuais mudem seus rumos, frente às evidências do fracasso de suas políticas, mas isso acho pouco provável de acontecer. Vamos ficar na torcida, por enquanto.

Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.