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2014: Brasil na encruzilhada

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Com a proximidade da Copa do Mundo, os olhares do mundo estarão voltados para o Brasil nos próximos meses. Nossos políticos, especialmente em âmbito federal, sabem muito bem que um fracasso em manter o país em ordem durante esse período manchará nossa imagem com amplitude nunca antes vista e poderá poderá por em xeque seus projetos eleitorais em outubro.

Começa a se formar um cenário perigoso no Brasil: ao que tudo indica, 2014 baterá todos os recordes de greves país afora. Ordinariamente, sindicatos ligados ao serviço público já se aproveitam do fato de não terem um patrão para contrabalancear sua permanente demanda pela expansão de seus benefícios (afinal, o que é “de todos” a acaba sendo de “ninguém”). Diante dessa “sensibilidade” da classe política, se esbaldarão.

As greves que estão ocorrendo agora são apenas o começo de um ano turbulento que vem por aí. O governo federal, previsivelmente, usará recursos de que não dispõe para (tentar) apaziguar grupos de pressão que historicamente lhe apoiaram mas dos quais se tornou refém ao longo dos últimos 11 anos. Com isso, o Brasil deverá ficar não “entre a cruz e a espada”, mas sim entre o caos e a bancarrota.

Como de costume, caberá a nós, pagadores de impostos, arcar com a irresponsabilidade de governos populistas que não aproveitaram os bons ventos internacionais e os altos índices de aprovação popular e apoio do Congresso para realizar as reformas necessárias à sustentabilidade do Estado brasileiro. O mesmo modelo de inchaço estatal e cooptação de grupos de pressão dotados de interesses específicos, que têm levado tantos países mundo afora a crises econômicas e até a rupturas institucionais sérias, precisa ser reformado urgentemente no Brasil.

Roberto Campos, um dos mais argutos e perspicazes observadores da realidade brasileira no século XX dizia, há 20 anos, que o Brasil teria três saídas: “Galeão, Cumbica e o liberalismo”. Atualmente dispomos de uma quantidade maior de aeroportos internacionais que nos conectem diretamente a países institucionalmente mais avançados, mas o liberalismo segue sendo convenientemente ignorado pela nossa classe política.

Começa, no entanto, a emergir um movimento de ideias forte e amplo com sólidas bases na sociedade civil. O que alguns chamam de “Nova Direita” não é nem uma ideia nova e nem tem ligação com o ultrapassado conceito de “direita”: é o antigo sonho humano de liberdade finalmente ganhando corpo em nosso país na forma de um vibrante movimento da sociedade civil que já começa a influenciar a arena política (a própria criação do NOVO é uma consequência desse fenômeno). Hora de tirar o Brasil das mãos dos políticos e burocratas e devolvê-lo aos brasileiros.

Fabio Ostermann

Fabio Ostermann

Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde também estudou Economia. Graduado em Liderança para a Competitividade Global pela Georgetown University (EUA) e em Política e Sociedade Civil pela International Academy for Leadership (Alemanha). Mestre em Ciências Sociais/Ciência Política na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).