Quem tem medo da camisa amarela?

Print Friendly, PDF & Email

A Seleção, apesar dos recentes fracassos, é uma marca ímpar do Brasil, com direito a tiros cessando diante de Pelé e torcedores apaixonados ao redor do globo. Não podemos ser só uma pátria de chuteiras, mas o futebol não é culpado por nossos problemas.

Não me considero um ingênuo ou um romântico bobo, mas também não sinto identificação alguma por uma iconoclastia insossa.

A Seleção Brasileira foi campeã do mundo no governo desenvolvimentista e inflacionário de Juscelino Kubitschek. Foi bicampeã no começo do caótico governo esquerdista de João Goulart.

Foi tricampeã na ditadura militar, no governo Médici.

Foi tetra no fim do governo Itamar e penta no fim da era FHC, acompanhando os sucessos do Plano Real.

Deseja receber nossos conteúdos por e-mail?

* indica obrigatório

Governos diferentes, cenários econômicos diferentes, até regimes políticos diferentes; mas em todos eles a seleção era uma coisa só: um time de futebol que veste as cores do nosso país, disputa um campeonato que mobiliza a nossa sociedade há gerações e tem impacto simbólico no mundo – com direito a Pelé suspender guerra e ter torcida organizada do outro lado do globo.

É um símbolo poderoso da brasilidade, graças ao sucesso de nossos antigos jogadores e comissões técnicas. Muitos dos brasileiros mais famosos no mundo foram artistas da bola; se temos menos destaque do que gostaríamos em outras áreas, eles nada têm com isso. Ganhando ou perdendo, não há base factual para afirmar que a Seleção foi determinante sobre as escolhas políticas de nossa sociedade, boas ou ruins.

Ninguém é obrigado a gostar nem de futebol nem da Seleção Brasileira, mas os brasileiros não têm motivo para se envergonhar de torcer pela seleção como seus pais e avós sempre fizeram. Ninguém vive de engajamento político o tempo todo – se disser que vive em protesto constante, ou é doido ou hipócrita. Toda nação tem seus esportes de sucesso e sua cultura popular. Repetir fanaticamente o mantra da “alienação”, aliás, é coisa típica de marxistas.

Lamento pelas práticas corruptas da CBF, que não começaram agora, e pelos comportamentos vexatórios de jogadores e empresários, mas, enquanto forem as cores do Brasil entrando em campo, eu estarei a favor.

Faça uma doação para o Instituto Liberal. Realize um PIX com o valor que desejar. Você poderá copiar a chave PIX ou escanear o QR Code abaixo:

Copie a chave PIX do IL:

28.014.876/0001-06

Escaneie o QR Code abaixo:

Lucas Berlanza

Lucas Berlanza

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), colunista e presidente do Instituto Liberal, conselheiro de diversas organizações liberais brasileiras, membro refundador da Sociedade Tocqueville, sócio honorário do Instituto Libercracia, fundador e ex-editor do site Boletim da Liberdade e autor, co-autor e/ou organizador de 11 livros.

Deixe uma resposta

Pular para o conteúdo