A corda esticou — e o Senado permanece inerte
A partir do momento em que os ministros do STF ultrapassaram todos os limites no aprofundamento de seu regime autoritário, a corda não faz outra coisa que não esticar.
A CPI do Crime Organizado, cujo relator é o senador Alessandro Vieira, pediu o indiciamento de Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Paulo Gonet por crimes de responsabilidade.
Os dois primeiros togados citados, Toffoli e Gilmar, responderam com ameaças explícitas aos senadores envolvidos, sem qualquer constrangimento. Julgaram-se em condições morais de acusar Vieira e os colegas de ABUSO DE PODER (!!!), ataque às instituições, primarismo, defendendo investigação pela Procuradoria-Geral da República ou mesmo inelegibilidade dos parlamentares que ousaram apontar o dedo para suas impolutas pessoas.
Trata-se de um atentado ao Senado inteiro. Infelizmente, um processo contra esses pseudomagistrados pelo que testemunha a CPI só seria aberto com autorização do presidente do Senado Davi Alcolumbre.
O Parlamento segue pagando o preço por sua falta de altivez, pela péssima escolha que fez (com apoio expressivo à direita) de levar figuras como ele ao comando das casas legislativas. O poder representativo dos diversos setores de opinião e interesse da sociedade seguirá humilhado e prostrado enquanto não tratar os togados pelo que são: uma gangue de tiranos.



