Impostos sobre Netflix e Spotify: quando João Doria descobriu o poder de coerção

A maneira como João Doria inverte a situação é um acinte. Dizer que o Netflix ou Spotify não podem querer impor ao consumidor o repasse dos preços do aumento de impostos estabelecidos pelo governo de São Paulo, é ridículo. Quem impõe aumentos é a prefeitura que detém o poder de coerção. Às empresas não é dada […]

A maneira como João Doria inverte a situação é um acinte.

Dizer que o Netflix ou Spotify não podem querer impor ao consumidor o repasse dos preços do aumento de impostos estabelecidos pelo governo de São Paulo, é ridículo.

Quem impõe aumentos é a prefeitura que detém o poder de coerção. Às empresas não é dada a possibilidade nem de impor aumento de preços, nem de recusar a cobrança de impostos.

Já os consumidores não são obrigados a concordar com os aumentos de preços, eles podem cancelar suas assinaturas se quiserem.

É muita cara-de-pau.

Ainda usou de sarcasmo dizendo que o dono do Netflix é rico e poderia abrir mão do lucro, que seria elevado.

Só porque ele próprio é rico, como homem público deveria se conter. Isso não soa mais como sarcasmo, mas como escárnio.

Já não é mais possível querer falar de igual para igual com empresários como ele. Ele não é mais um empresário. Agora ele é um político que tem na mão aquilo que nenhum empresário tem: o poder de coerção.

Estive há alguns dias com meus amigos gaúchos que assessoram o prefeito socialista democrata. Mostraram-se motivados com o trabalho de desregulamentação e privatização que o Doria estava liderando.

Legal, fiquei feliz por eles, mas parece que o prefeito acena com medidas racionais de um lado e inaceitáveis de outro.

Como faz falta um verdadeiro liberal na política. Esses que parecem ou se dizem liberais e não são já perderam a credibilidade.

Gostou do texto? Ajude o Instituto Liberal e Roberto Rachewsky no Patreon!