Quinquagésimo oitavo mês do NFL: Max Weber

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Instituto Liberal, o Instituto Liberal do Nordeste, Instituto Libercracia, a Sociedade Tocqueville, o Instituto Escafandristas e o Students For Liberty-Brasil, em parceria, utilizando as ferramentas que as redes sociais nos proporcionam, organizam reuniões virtuais, integralmente abertas ao público, para debater textos dos mais importantes autores nacionais e internacionais dentro do espectro liberal. O nome do projeto é “Núcleo de Formação Liberal” (NFL).

A intenção do projeto é que os debates e reflexões se concentrem o mais exclusivamente possível na obra dos autores, para qualificar a formação do pensamento de nossos ativistas e lideranças nos diversos setores da sociedade. Todas as reuniões são baseadas em trechos ou capítulos de obras, previamente divulgados. Um ou dois relatores se encarregam de fazer uma explanação a respeito dos trechos selecionados, seguida de um debate com apontamentos dos representantes dos institutos responsáveis pela iniciativa e a participação do público.

Depois de Friedrich Hayek, Joaquim Nabuco, Edmund Burke, Roberto Campos, Ludwig von Mises, José Guilherme Merquior e Thomas Sowell (ao longo de 2020), além de um encontro de revisão em janeiro, estudamos em 2021 Ayn Rand, Antonio Paim, Murray Rothbard, Ubiratan Borges de Macedo, José Ortega y Gasset, José Osvaldo de Meira Penna, John Stuart Mill, Tavares Bastos, Milton Friedman e Rui Barbosa. Em 2022, foram abordados John Locke, Visconde do Uruguai, Adam Smith, Frei Caneca, Alexis de Tocqueville, Miguel Reale, Henry David Thoreau, a presença do liberalismo na Independência do Brasil e Hans-Hermann Hoppe e Eugênio Gudin. Em 2023, estudamos os livros “Evolução Histórica do Liberalismo” e “História do Liberalismo Brasileiro”, os temas “Constitucionalismo” e “Positivismo”, Carlos Lacerda, os Fundadores do Instituto Liberal, Frédéric Bastiat, Benjamin Constant, Raymond Aron e Isaiah Berlin. Na temporada de 2024, estudamos o tema “História do autoritarismo no Brasil”, a Constituição brasileira de 1824, as distopias, Karl Marx, David Hume, Immanuel Kant e o tema “Socialismo Utópico”, Ricardo Vélez Rodríguez, Russell Kirk e Winston Churchill. A temporada de 2025 abordou Roger Scruton, Silvestre Pinheiro Ferreira, Ives Gandra Martins, Douglass North, Luiz Alberto Machado, Mário Guerreiro, Madame de Staël, Gertrude Himmelfarb, Ubiratan Iorio e D. Pedro II. Abrindo a temporada de 2026, o encontro de fevereiro se destinou a refletir sobre a vida e obra de um dos pais da Sociologia, Max Weber (1864-1920).

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20/02 – Ciência  política: Duas Vocações (Max Weber) – 19h

O encontro reuniu Lucas Berlanza (Instituto Liberal), Alessandra Batalha (Instituto Libercracia), Josesito Padilha (Instituto Liberal do Nordeste), João Martins (Instituto Escafandristas e Students For Liberty-Brasil) e a professora Marize Schons, que se encarregou da relatoria. Concentrando-se em duas conferências clássicas do pensador alemão, que dão conta de sua concepção sobre a vocação do cientista e a vocação do político, o objetivo foi traçar uma abordagem panorâmica das ferramentas metodológicas e dos conceitos com que ele desenvolveu sua obra paradigmática.

Abordaram-se, em destaque, os princípios da neutralidade axiológica e do individualismo metodológico que Max Weber aplicava à sua concepção de ciências sociais. Explicitou-se sua preocupação com a atuação do cientista e do professor como agentes que trazem clareza, mas não como ativistas de uma causa, inseridos na competição dos partidos ou das concepções de mundo – ao menos não na sala de aula ou no âmbito de suas pesquisas.

Conceitos como “tipo ideal”, “desencantamento”, “racionalização” e “burocracia” foram discutidos à luz do desenvolvimento que Weber lhes deu. Apreciou-se ainda, sob a perspectiva fortemente realista do autor, o problema do Estado como o agrupamento que reivindica o monopólio do uso legítimo da violência física, seu assentamento em uma relação de dominação continuamente subscrita pelos dominados e as diferentes modalidades de legitimidade em que alicerça sua autoridade: a dominação tradicional, a carismática e a racional-legal. Acentuou-se que, embora a última modalidade se tenha desenvolvido fortemente na modernidade, ela não elimina as manifestações das formas anteriores, o que comprova a síntese promovida pelo patrimonialismo brasileiro – sendo, aliás, a abordagem de liberais brasileiros acerca desse problema também de significativa inspiração weberiana.

Discutiram-se a distinção entre ética de convicção e ética de responsabilidade no âmbito da política e o impacto das proposições weberianas para as agendas liberais de teor normativo. Pontuou-se que, do ponto de vista econômico, embora vinculado, em suas abordagens, à Escola Histórica alemã, Weber, pela via do individualismo metodológico, se aproximava de Menger e da Escola Austríaca.

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