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Terroristas domésticos e seus discursos irracionais

Os Democratas no Congresso, assim como o presidente Biden, estão se referindo aos invasores do Capitólio como terroristas domésticos.

De fato, os integrantes da horda incitada por Trump agiram como se terroristas fossem ao atacarem o símbolo maior da democracia americana.

Se tivessem invadido a Suprema Corte, que fica do outro lado da sede do parlamento americano, estariam atacando o símbolo maior da República Constitucional.

Se o alvo dessa invasão fosse a Casa Branca, estariam desafiando a federação que une os Estados Americanos e as forças armadas, já que a autoridade que ali reside é seu comandante-em-chefe.

Podemos aceitar o título de terroristas domésticos, mas não podemos aceitar que ele seja utilizado apenas nesse caso.

As instituições públicas americanas têm um propósito: proteger os direitos individuais dos americanos. A saber, os direitos à vida, à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade como aprouver a cada americano adulto.

É desses direitos que emanam os poderes dos ocupantes do Capitólio, da Suprema Corte e da Casa Branca; então, se é terrorismo doméstico atacar essas instituições, também é terrorismo doméstico quando hordas de desajustados insatisfeitos atacam a propriedade privada, a integridade física e constrangem o exercício da liberdade dos indivíduos que empreendem, investem e trabalham em lojas, bancos, fábricas ou qualquer outro tipo de estabelecimento.

Democratas fazendo vistas grossas para grupos terroristas domésticos como Black Lives Matter não tem diferença alguma das manifestações de Trump convidando seus apoiadores para promoverem o cerco às colinas do Capitólio.

Na realidade, os discursos de ambos os lados são irracionais, religiosos, hipócritas, populistas e servem apenas a um propósito: parecer o que não são para alcançarem o poder por quatro ou oito longos anos.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.