Shame on you, Petra

Normalmente, os holofotes da cerimônia do Oscar têm servido para jogar luz sobre histórias de opressão, injustiça, supressão da liberdade, censura e situações nas quais regimes opressivos violavam direitos individuais sem pudor.

Torna-se absolutamente patético que uma menina mimada, criada em berço esplêndido por pais desajustados, inebriados por uma ideologia, o socialismo, que foi a que mais produziu material para que denúncias fossem feitas contra ela, use daquela caixa de ressonância para expor uma mentira deslavada que tenta inverter todo um contexto para transformar algozes em vítimas.

Narrativa, mistificação, falsidade. Que vergonha Petra Costa. Você desonrou com sua câmera, luz e ação aqueles que contaram estórias verdadeiras de sofrimento, de perda, de desesperança. Você se deixou levar por uma imagem lúdica que lhe foi incutida na mente desde pequena. Tão lúdica que só é positiva quando contada por ilusionistas nas telas de cinema.

Acorde, use o seu pouco talento para servir à humanidade e não a esses pérfidos, sórdidos, sequestradores de vidas e oportunidades como foram Lula e Dilma.

Um filme, seja um documentário ou um romance, para sensibilizar a plateia e os críticos precisa ter pelo menos um pouco de verdade. Até essa foto preparada de antemão é patética.

Democracia em vertigem é chato, irritante, mentiroso, a ponto de dar náuseas naqueles que já assistiram obras-primas que denunciaram tiranias de verdade. Shame on you, Petra. Você não merece as luzes da ribalta, você é apenas Petra, a petralha desonesta, aquela que vai herdar a empresa que pagou propinas milionárias para a máfia que você defende da sua qual seus ídolos fazem parte.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.