Quando a narrativa da esquerda entra em colapso
De um lado, Lula “cometeu” uma de suas falas histriônicas, muito indignado, como a alma mais honesta do país, bradando que o caso do banco Master é “o ovo da serpente de Bolsonaro e Roberto Campos Neto”.
Em mais um capítulo das notáveis mudanças de linha editorial, os comentaristas da Globo News foram os primeiros a desmentir essa insanidade, afinal, Bolsonaro criticou publicamente o Master em 2024 ao reclamar de uma demissão de gerentes da Caixa que emitiram parecer contrário a uma compra milionária de títulos do banco.
Em conversa por celular com a namorada, vê-se que Vorcaro chamou o ex-presidente de “beócio” e “idiota”. Como Bolsonaro poderia ser o líder dele?
Simultaneamente, militantes petistas divulgaram nas redes sociais uma montagem com uma discussão antiga, em sessão do STF entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, em que Mendonça criticava a quebra generalizada de sigilos fiscais e bancários, como se o diálogo tivesse ocorrido há pouco, para fazer parecer que Mendonça estaria tentando “proteger” o Master enquanto Moraes estaria disposto a investigá-lo seriamente (que piada!).
O padrão se repete: diante de um fato incômodo, não se busca esclarecê-lo, mas sim reconstruí-lo narrativamente, selecionando trechos, distorcendo contextos e sugerindo conexões frágeis para sustentar uma tese previamente definida. Não é sobre descobrir o que ocorreu, mas sobre convencer o público de uma versão conveniente.
Por que tanto jogo sujo? Os petistas garantem estar absolutamente tranquilos, mas os sinais são muito fortes de que estão acometidos por muita ansiedade.



