fbpx

Por que precisamos falar sobre o Holocausto?

No dia 25 de junho deste ano, o livro “O diário de Anne Frank” completou 75 anos de publicação. Lembro-me da primeira vez que li, ainda na adolescência e não entendia por que essa menina ainda falava de coisas corriqueiras, como paixões juvenis, em meio a uma guerra. Com o passar da leitura, entendi que era a vida sendo cerceada, não importava o momento.

Anos depois, já adulta, li “Em busca de sentindo”, de Viktor Frankl, agora sim entendi os sofrimentos envolvidos nos dois livros. Frankl conta como eram seus dias de trabalho escravo e suas tentativas de manter a mente bem e o corpo franzino e magro aquecido, e assim, tentar não morrer. Foram dias de fome, frio, torturas físicas e psicológicas e ele, além de sobreviver, conseguiu ajudar muitos de seus companheiros a manter a sanidade diante das situações subumanas. Autor de vários livros e fundador da Logoterapia, Viktor propagou pelo mundo sua história de superação em meio à adversidade.

Quando vejo que essas leituras estavam presentes no meu aprendizado, percebo a importância de continuarmos a abordar esse assunto, afinal fanáticos ainda virão e tentarão comandar nossa sociedade com governos totalitaristas. Se assim deixarmos.

A geração Z e a recém chega geração Alpha não estão estudando o passado para concluir o que deu certo, e o que não deu. Ou para entender como chegamos no mundo que temos hoje. Até porque o presente está mudando tanto, que olhar para atrás com um futuro tão volátil à frente, poderia ser um erro.

Agora se comparar 20 anos atrás, que eu estudava o livro de Anne Frank e utilizava uma internet discada, com tempo determinado, e o tempo atual de comunicação instantânea, mídias sociais e influencers, temos cenários distintos. Hoje os jovens tem muitas inserções do meio, são diversos canais para expor vídeos, notícias e continuamos a ter a manipulação da verdade. Preste atenção: a vida está cheia de informação, porém, se esses jovens não entenderem que nos últimos 100 anos o mundo passou por guerras e holocaustos, se não entenderem o passado, acreditarão em pessoas que tiram suas liberdades, por meio de discursos coletivistas e aparentemente bonitos, não saberão discernir entre o que é fato e o que é fake.  

Temos a oportunidade de criar um pensamento crítico na geração que vem por aí, mas precisamos trazer o acesso aos autores que trazem a responsabilidade individual como tema principal. Que levem os jovens e adolescentes a um mundo de 100, 90, 80 anos atrás, em que Anne Frank, Viktor Frankl, Ayn Rand estavam sendo perseguidos e mesmo assim, até hoje eternizaram suas histórias.

Não sei ao certo quem inventou esse provérbio: “homens fortes criam tempos fáceis e temposfáceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis geram homens fortes”, penso que ele faz cada vez mais sentido. Hoje temos uma sociedade mais “Nutella” e menos “Raiz”, se não lembrarmos por meio da educação, conhecimento e luz aos fatos que aconteceram por mentes doentias de tiranos, teremos homens fracos que sentirão na pele as consequências de deixar outros escolherem e de não ter sua responsabilidade individual.

Não poupe a nova geração de saber sobre o holocausto, e sobre essas figuras abomináveis: Adolf Hitler, Josef Stalin, Mao Tsé-Tung, Saddam Hussein, Nicolás Maduro e outros que não citei. É melhor entender na teoria e não deixar o Brasil e o mundo ver no futuro a história se repetir.

Samara Gnocchi – Associada II do Instituto Líderes do Amanhã.

Instituto Liberal

Instituto Liberal

O Instituto Liberal é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a pesquisa, produção e divulgação de idéias, teorias e conceitos que revelam as vantagens de uma sociedade organizada com base em uma ordem liberal.

Deixe uma resposta