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Políticos pagarão por sua ingerência arrogante e abusiva?

Proprietários de supermercados e farmácias não são privilegiados por uma simples razão. Eles estão exercendo um direito inalienável do qual não são os únicos portadores: o direito de agir livremente para criar os valores necessários para manterem, da melhor maneira que entenderem, suas próprias vidas, bem como as vidas daqueles que estão a eles ligados por associação voluntária.

Nenhum proprietário de supermercado ou farmácia possui o direito de excluir outros de exercerem atividades semelhantes que venham a concorrer com eles, não importa se for uma chic boutique em um shopping center ou um camelô na esquina de uma rua decadente do Centro.

O exercício de um direito assume a aparência de privilégio quando o governo viola os direitos daqueles que fazem concorrência a quem não teve os seus direitos violados, beneficiando exclusivamente a estes em detrimento dos demais.

Ora, quem tomaria uma iniciativa tão irracional de beneficiar uns, impedindo com violência que outros possam lhe opor concorrência? Num primeiro momento, poderíamos responder: a máfia.

No entanto, a máfia só elimina aqueles que concorrem diretamente com ela e, com absoluta certeza, a máfia não está envolvida com operações locais de supermercados e farmácias.

A alternativa que resta como resposta é a instituição que tem feito concorrência à máfia na violação de direitos daqueles que querem acessar e competir livremente no mercado, o governo.

O governo numa sociedade civilizada defende os direitos individuais de todos os cidadãos que a integram. A rigor, as sociedades só podem ser consideradas civilizadas quando isso ocorre.

A partir do momento em que o governo permite que uns exerçam seus direitos individuais e, injustamente, que outros não possam fazê-lo, ele está decidindo quem viverá e quem perecerá como resultado da sua ingerência arrogante e abusiva.

Dizer isso para irracionais que não hesitam em usar a força como fazem os psicopatas é extremamente arriscado porque é bem possível que eles consigam enxergar justiça social ao impedirem que todos deixem de exercer seus direitos, aplicando assim uma isonomia legal que se caracteriza pela crueldade e violência indiscriminada.

É bem provável que o prefeito Marchezan Jr., mande fechar também supermercados e farmácias se reclamarmos que ele está privilegiando uns e destruindo outros.

Quando o Rei Sol, o todo poderoso prefeito da capital gaúcha, guiado pela luz que emana de suas próprias razões, convence-se de que o certo é o que ele decide de forma arbitrária, até o mais absurdo dos absurdos torna-se possível.

Reproduzo aqui duas citações geniais de tão óbvias feitas pelo economista americano Thomas Sowell, que disse:

“É difícil imaginar uma maneira mais perigosa de tomar decisões do que deixá-las nas mãos de pessoas que não pagam o preço por estarem erradas.“

“O fato de que muitos políticos de sucesso são mentirosos não é exclusivamente reflexo da classe política, é também um reflexo do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las.”

Notem que essas palavras falam dos eleitos que ocupam cargos públicos, mas falam também dos eleitores que os colocaram lá.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.