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Passaporte de vacina e o exercício da liberdade

Sobre a questão do famigerado passaporte de vacina, um leitor educadamente pergunta:

“Mas obrigar a convivência com quem não quer tomar a vacina seria algo positivo? Digo no sentido de que não seria possível separar os não vacinados, usando sua liberdade, dos que usando sua liberdade se vacinaram e não querem se arriscar a ser contaminados pelos que não acreditam na imunização e estão exercendo sua liberdade?”

Obrigar qualquer coisa quase nunca é uma solução eficiente e justa. Antes de responder, peço que você apenas imagine haver pessoas com tanto medo da vacina quanto você tem da doença.

O ideal, portanto, seria que ambos pudessem exercer suas liberdades através de escolhas livres e informadas, sem ferir a liberdade do outro.

Se você não quer correr o risco de conviver com os não vacinados, a melhor forma seria que houvesse a oferta de locais destinados a ambos.

A maneira mais eficiente de fazer isso seria o Estado sair do caminho e estabelecer clara e formalmente que as empresas e os proprietários dos locais de acesso ao público possam definir as condições de frequência nos respectivos estabelecimentos.

Consigo apostar que, neste caso, em pouco tempo, haveria restaurantes, bares, shoppings, setores nos estádios e cinemas destinados a vacinados e não vacinados.

O mercado, sem necessidade de coerção, sempre foi a maneira mais eficiente e democrática de ajustar a oferta de produtos e serviços às reais demandas dos consumidores.

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.