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O império do estatismo interventor

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Que país é esse? Basta ser dotado de um Q.I. mediano e possuir e agir embasado na hoje rara virtude da honestidade para responder acertadamente: o reino do tudo pelo Estado, da hipocrisia, da desfaçatez, dos incentivos invertidos e da eterna procrastinação.

Aqui, na republiqueta das bananas e do arroz, o povaréu incauto não perde a oportunidade de perder as oportunidades para construir um país mais digno e melhor para as gerações futuras. Procrastinar é o verbo e a ação mais praticada pelos agentes estatais brasileiros, seja por convicções equivocadas sobre a prosperidade econômica e social, seja pelo sectarismo ideológico, seja pelo manipulado e treinado clamor popular e/ou por um mistura qualquer desses aspectos.

Qualquer sujeito com um mínimo de discernimento e honestidade sabe que devem existir em uma genuína democracia – não nessa cleptocracia tupiniquim – liberdades individuais e econômicas que sejam impulsionadas por incentivos institucionais promotores de um ambiente de negócios favorável para o empreendedorismo. É nesse ambiente que florescem os relacionamentos voluntários e colaborativos, capazes de criar mais valor para os indivíduos e para todos, por meio dos processos de destruição criativa, aqueles que geram e ofertam soluções inovadoras. Repito: para as pessoas, para as empresas e para todo o tecido social.
Esse não é objetivamente o caso brasileiro. Por nossas bandas imperam, soberanamente, o câncer do intervencionismo estatal e o compadrio.

A cada dia que passa, este desgoverno arquiteta mais uma artimanha para se intrometer na vida e nos negócios das pessoas, impondo regras e regulamentos, taxando e confiscando a renda dos criadores de riqueza – pessoas e empresas.

Não se trata de narrativa, tampouco fake news. São os fatos que comprovam que países mais livres na economia alcançam maior desenvolvimento econômico e social, já que os empreendedores inovadores são menos inibidos pelas nefastas e esdrúxulas políticas estatais intervencionistas.

Aqui não se quer enxergar essa realidade a um palmo do nariz. Nesse país da hipocrisia e da mentira escrachada – sem falar na burrice planejada -, apenas as ideias e os interesses pessoais e/ou tribais são válidos e reais, ou seja, a realidade objetiva não passa de uma mera abstração.

Os fatos cotidianos são bizarros e ultrajantes. O presidente da Febraban disse que o setor bancário manifesta “apoio institucional” ao ministro da Fazenda, Haddad. Evidente: Haddad é um democrata liberal, ferrenho defensor do mercado vis à vis ao trágico intervencionismo do Estado (contém ironia). Escárnio.

Talvez o apoio declarado seja porque esse (des)modelo econômico coletivista e, portanto, intervencionista, tenha sido planejado juntamente com banqueiros interesseiros e interessados na manutenção de um quadro econômico de estagnação, que reflete a procrastinação quanto às fundamentais reformas estruturantes – em especial, a reforma administrativa do Estado – e a respectiva vanguarda do atraso.

Não é por acaso que uma série de banqueiros, empresários e economistas “renomados”, que fizeram o “L”, agora se lamentam e, de forma atrasada, porém adequada, apontam que a nau vermelha navega em mares tranquilos na direção do naufrágio. Honestamente, quem não sabia da tragédia anunciada de que esse desgoverno não respeitaria o cumprimento das metas fiscais?

Novamente, de acordo com o que é provado pelos fatos, países que asseguram as liberdades individuais e econômicas, a propriedade privada, incentivam o empreendedorismo e possuem uma tributação justa são os que alcançam maiores níveis de desenvolvimento econômico e social.

Este país chamado Brasil é o império do estatismo e da falácia das políticas populistas, que prometem a salvação popular e entregam a pobreza e o subdesenvolvimento. O legítimo desenvolvimento social, com mais oportunidades e inclusão, só acontece por meio do desenvolvimento econômico – e este só é gerado com mais liberdade econômica, com menos intromissão estatal inepta e corrupta, permitindo às pessoas e às empresas criar mais valor útil e inovações para todos. É exatamente isso que reverbera na geração de mais e melhores empregos, de mais renda e de riqueza nacional.

Enfim, grande parte dos brasileiros sabe que país é este.

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Alex Pipkin

Alex Pipkin

Doutor em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS. Mestre em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS Pós-graduado em Comércio Internacional pela FGV/RJ; em Marketing pela ESPM/SP; e em Gestão Empresarial pela PUC/RS. Bacharel em Comércio Exterior e Adm. de Empresas pela Unisinos/RS. Professor em nível de Graduação e Pós-Graduação em diversas universidades. Foi Gerente de Supply Chain da Dana para América do Sul. Foi Diretor de Supply Chain do Grupo Vipal. Conselheiro do Concex, Conselho de Comércio Exterior da FIERGS. Foi Vice-Presidente da FEDERASUL/RS. É sócio da AP Consultores Associados e atua como consultor de empresas. Autor de livros e artigos na área de gestão e negócios.

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