O dia em que a esquerda defendeu: zoofilia e a erotização infantil

Vivemos uma das semanas mais agitadas dos últimos tempos; entre áudios vazados dos executivos da JBS, a prisão de Joesley e Ricardo Saud, e, é claro, Janot flagrado ao lado de engradados de cervejas numa conversa espirituosa com o advogado de Joesley, tivemos também a exposição mais bizarra e abjeta dos últimos tempos. De fato, […]

Vivemos uma das semanas mais agitadas dos últimos tempos; entre áudios vazados dos executivos da JBS, a prisão de Joesley e Ricardo Saud, e, é claro, Janot flagrado ao lado de engradados de cervejas numa conversa espirituosa com o advogado de Joesley, tivemos também a exposição mais bizarra e abjeta dos últimos tempos. De fato, uma semana de árdua labuta para jornalistas, analistas políticos e banqueiros do Santander.

De sexta para sábado, veio ao conhecimento da sociedade — de maneira mais incisiva — uma exposição chamada Queermuseu. De maneira sintética e direta, trata-se de uma mostra bizarra com “obras” que retratam Cristo metamorfoseado com a deusa Shiva; Maria — mãe do Cristo — segurando um bebê macaco que representava o menino Jesus, termos como: “cu”, “vagina” e “língua” escritas em hóstias, entre outros escárnios à religião cristã que, por si só, já se caracteriza crime. Todavia, a depredação da moral popular não se restringiria à fé cristã, ela também ultrapassou barreiras ainda mais delicadas e basilares. De maneira geral, cristãos e não-cristãos se sentiram profundamente atacados em suas consciências morais mais profundas. A exposição medonha — financiada e gerida pelo Santander Cultural — trouxe pinturas, fotografias e esculturas que variavam desde a erotização de crianças, com termos: “criança viada” e “criança travesti”, até cenas explicitas de sexo grupal, pedofilia e zoofilia. Tudo isso foi exposto abertamente e sem restrições de público; sim, acreditem se quiser, a exposição foi aberta às crianças de escolas públicas.

Gostaria de avisar aos recém-chegados ao debate, simplesmente não é possível defender tais coisas ali mostradas. Endossar obras que expressam a erotização de crianças, zoofilia e escárnios religiosos é o mesmo que defender tais ações; ou não conseguem abstrair que, se alguém pinta com ares de trivialidade cenas de zoofilia e erotização infantil, a mentalidade que ali se defende é justamente a normalização de tais atos? Na Alemanha o Supremo Tribunal já teve que averiguar pedidos que galgavam a liberação legal de sexo com animais. A inclusão de crianças na vida sexual adulta, por sua vez, não é algo tão novo assim no debate público; além de ser uma aporia histórica que perpassa desde casamentos muçulmanos na Arábia Saudita até os impulsos revolucionários do feminismo do meio do século passado. A famosa feminista, Shulamith Firestone, em seu livro Dialética do Sexo, afirma o seguinte sobre as reivindicações da revolução feminista:

A total integração das mulheres e das crianças em todos os níveis da sociedade. Todas as instituições que segregam os sexos, ou que excluem as crianças da sociedade adulta, p.ex., a escola moderna, devem ser destruídas. […] Liberdade para todas as mulheres e crianças usarem a sua sexualidade como quiserem. Não haverá mais nenhuma razão para não ser assim” (FIRESTONE, 1970, p. 237. Grifos meus).

Com isso eu não quero afirmar que todas as feministas pensam dessa maneira, mas digo que o esdrúxulo plano de inclusão de crianças numa realidade sexual adulta — pedofilia — é um “tabu” que o feminismo busca quebrar há tempos. Projetos para a “liberdade” das crianças decidirem sobre as próprias mudanças de sexo, e apoio midiático- militante para que crianças se transvistam e vivam como travestis, já são de conhecimento público; tais situações são tão aberrantes quanto abertamente divulgadas, não sendo mais passível de dúvidas ou retóricas do tipo: “é mentira”. Não dá para fingirmos que tais guinadas ideológicas não tenha nada a ver com as situações doutrinais vividas nas universidades e defendidas em mídias abertas. A Globo, há tempos, comprou a ideia da ideologia de gênero e, numa frenética propaganda, está tentando incutir na sociedade a consciência de normalidade sobre uma teoria que não possui fundamento algum na realidade; a não ser, é claro, nos achismos e diarreias teóricas de militantes universitários.

Por fim, o Queermuseu se mostrou uma coisa abjeta, e não precisa ser de direita, esquerda ou de centro, para ser contra tal exposição e se opor aos argumentos criminosos daqueles que endossam a exibição. No mundo real, não expor crianças às promiscuidades doentias de adultos é um imperativo cívico, no mundo paralelo da esquerda impedir tal exibição promíscua é censura; no mundo dos sãos a erotização infantil é crime, no Brasil é arte.

Sob o pretexto da liberdade de expressão, que “cá” entre nós, nunca foi bem quista pelo socialismo, os detentores do politicamente correto arrogam o direito de serem livres para o asco. Os regimes políticos que silenciaram opositores no mundo inteiro, pelo simples crime de não concordarem com o partido, agora vêm reivindicar com peitos estufados a dignidade da livre expressão, como se eles fossem sacerdotes da liberdade.

Luciana Genro, a mesma que declarou apoio incondicional ao Nicolás Maduro — o ditador que está esmagando a mídia na Venezuela e matando seu próprio povo —, esta mesma mulher está defendendo a liberdade de expressão para a exposição Queermuseu. É ou não é risível?

A liberdade de expressão não está num vácuo amoral, numa existência desconexa da realidade no qual todos nós vivemos; a liberdade de expressão não é um totem divino a ser utilizado como chave-mestra a fim de justificar atos torpes. A liberdade de expressão está sempre inserida num contexto espacial onde jaz uma moral reinante. Ou seja: a liberdade requer responsabilidade; ela não é uma lâmpada mágica nas mãos de um débil mental, onde, ao soar da expressão mágica: “liberdade de expressão”, tudo se torna permitido e lícito, não havendo mais restrições e nem regras a serem respeitadas. Tal mentalidade tola é impossível numa sociedade minimamente organizada. A moral também é um modo de salvaguardar a liberdade daqueles que, por ventura, não possam arrogar por si mesmos os seus direitos à liberdade. Sendo assim, proibir a exibição ideológica de uma exposição de caráter criminoso e doutrinador é, antes de mais nada, uma maneira de salvaguardar a liberdade das crianças de não serem objetificada em prol de causas ideológicas e nem se tornarem ratos de sociólogos.

Na hierarquia dos valores humanos, a dignidade sexual de uma criança está num patamar tão elevado que nenhuma liberdade pode alcançá-la e muito menos ser usada como retórica para rebaixá-la. A única liberdade com a qual eu me preocupo é a liberdade da própria criança de não ser abusada por mentes parvas.

Para o socialista, a liberdade de expressão, é uma arma e não um direito. Quando lhe apetece, ele a nega, seja com censuras, processos, campos de trabalho forçado ou valas; e quando lhe é interessante, ele a conclama do mais alto cume — num discurso cívico irretocável — dizendo que a liberdade de expressão deve ser inviolável e ensejada por todos. Uma hipocrisia tão grande que não é preciso mais que a mera observação diária das condutas socialistas para percebemos a jacobice. Os mesmos socialistas que censuram as propagandas de cervejas por causa do machismo e nudismo feminino, são os que agora arrogam a liberdade de expressão para obras de nudismo infantil e zoofilia.

Após o anúncio do Banco Santander —sobre o cancelamento da mostra — a extrema-esquerda se ergueu num turbilhão de revoltas contra a atitude do Banco e dos que protestaram contra a exposição. Meus caros, eu vivi para ver a esquerda defender a exibição de uma mostra que faz apologia ao abuso infantil, zoofilia e outras bizarrices abomináveis. Dizem agora que não se trata de apologias, mas sim de pura expressão artística. Ora, meus caros, sejamos sinceros; tomem aqui os seus charutos, suas xícaras de café e vamos conversar como homens que somos. A ideia primeva da exposição sempre é a “inclusão” da teoria queer na sociedade; logo, se a intenção da exposição é incluir na sociedade a consciência e a “arte queer”, então o fim almejado é a aceitação coletiva das cenas e ideias ali expostas. Caso contrário o museu não teria o porquê de existir. Não se busca incluir na sociedade aquilo que não tem por fim a aceitação da própria sociedade; em outras palavras, é óbvio que há uma apologia do que ali é mostrado, negar isso é burrice. Não se faz uma exposição de R$850.560,00 — financiada por nós, através da Lei Rouanet —, se a intenção não for influenciar e denotar às gerações vindouras a normalidade do que ali é exibido. Sejamos sinceros e paremos de babaquices.

A sociedade civil se ergueu num estrondo de revolta, na entoada de um exército de homens e mulheres indignados, sem que nenhum general os chamassem à luta, todos já estavam dispostos a batalhar pela sanidade mental da sociedade brasileira. Sob tal redoma de horrores, não foi raro ver socialistas igualmente enojados com tal exibição queer; não foi raro encontrar homossexuais e antigos militantes assustados com o que se via exposto às crianças, e, de maneira muito sincera, também condenaram tal exposição. Afinal, desde quando condenar a pedofilia, zoofilia e a erotização infantil denota como pré-requisito estar chanfrado numa ideologia qualquer?

O Brasil mostrou que ainda pulsa em suas veias a revolta civil legítima, e que o boicote, quando feito de maneira democrática, é sim um meio eficaz, tanto que o Banco Santander já prometeu devolver o dinheiro arrecadado da Lei Rouanet. A mensagem da sociedade brasileira foi clara: não serão toleradas as investidas criminosas disfarçadas de cultura, arte e progresso. A esquerda brasileira tem que perceber que nós já entendemos a estratégia da cultura de morte que ronda as suas ideias; e, assim como num exorcismo, se conhecemos o nome do mal, sabemos como batalhar contra ele. Parabéns sociedade brasileira, há tempos não se sentia o cheiro da honradez e do brio dessa nação!

 Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte!

Referência:

FIRESTONE, Shulamith. A dialética do sexo: um estudo da revolução feminista, 2ª Ed,  Rio de Janeiro: Labor do Brasil, 1976.