Não vote em candidato que já exerceu mandato ou que tenha sido cassado

Neste momento de busca de votos pelos candidatos, é necessário dizer que a desconexão da classe política com a sociedade é um fato relevante, que precisa ser considerado pela sociedade.

A classe política depois de eleita esquece completamente a sociedade e seus compromissos de campanhas, e só procura o eleitor em épocas de eleições. Por isso, muitos cidadãos brasileiros, cansados da desonestidade política, proclamam com razão que os partidos e os políticos não mais os representam.

O interesse é tão grande pelas glórias do poder e por abiscoitar um bom salário acrescido de muitas mordomias que, mesmo tendo o seu mandato cassado legalmente, a ex-presidente Dilma Rousseff transferiu o seu título eleitoral do Rio Grande do Sul para disputar uma vaga de senadora por Minas Gerais, estado natal do qual estava afastado há muito tempo e pelo qual, salvo engano, jamais fez alguma coisa.

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É preciso que os eleitores se despojem da paixão partidária e votem com mais responsabilidade em candidatos que reúnam competência, identificação com as necessidades do povo e da região e que tenham sempre se conduzido na atividade privada ou na administração pública com retidão, o que não ocorreu, por exemplo, com a ex-presidente, que foi cassada por crime de responsabilidade ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais” e ao editar decretos de suplementação sem prévia autorização legislativa.

Não se pode esquecer de que Dilma sabia das maracutaias na Petrobras e nada fez para impedir o prejuízo da estatal e dos acionistas, bem como que o seu incompetente governo afundou o país, deixando o Brasil à beira da bancarrota com mais de 13 milhões de desempregados e endividados, inflação alta, empresas quebradas e descredito na comunidade financeira internacional.

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Eleitores, não reelejam ninguém, nem votem em candidato que já exerceu mandato ou tenha sido cassado. A oxigenação na política com novas cabeças pensantes é necessária. Política não é profissão e nem refúgio de incompetentes.

Escolham candidatos de reputação ilibada e de boa formação cultural (de preferência com curso superior completo). Não elejam ou reelejam ocupantes de cargos públicos que estejam atuando fora de suas áreas para as quais foram aprovados em concurso, pois estes são oportunistas em busca das luzes da ribalta do poder, das mordomias e dos altos salários.

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Sobre o autor: Júlio César Cardoso é Bacharel em Direito e foi servidor federal.

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