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Dois pesos, duas medidas

Se eu fosse relevante e saísse por aí convocando militantes para atazanar a vida dos que nos roubam amparados pela lei, certamente seria aberto um processo contra mim por incitação à violência e conspiração contra a democracia.

A minha atitude seria um escândalo, porque ninguém espera que alguém como eu aja desse jeito. O Ministério Publico e o judiciário se mobilizariam para me reenquadrar. Como eu ousei sair da normalidade? Como eu frustrei as expectativas a meu respeito, um senhor honesto, pacífico, que não quer o imerecido nem destruir o próximo em nome de uma ideologia nefasta, niilista e hipócrita?

Por outro lado, quem se surpreende com as palavras do Lula? Ninguém. Ele sequer é levado a sério e a sua ousadia comum na arte de delinquir é vista como normal, quase folclórica.

“Não, Lula fala isso da boca para fora, Lula só quer chamar a atenção”. É assim que pensam os homens da lei que julgam e agem com dois pesos e duas medidas.

Para figuras como Lula e seus pares, leniência e impunidade. Para opositores do Lula, prisão preventiva, tornozeleira eletrônica, cadeia, ostracismo, condenação a priori, nem precisa de julgamento em primeira instância, tampouco a abertura do devido processo legal.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.