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Como enxergar a realidade com objetividade?

Não sei quem é pior. Se o presidente e suas trapalhadas ou seus críticos que usam a tragédia, que é universal, para lacrar e lucrar politicamente.

Uma pandemia para ser vencida exige o controle de inúmeras variáveis imponderáveis que raras sociedades tÊm a capacidade de conquistar.

Bolsonaro errou. Os governadores erraram. Os prefeitos erraram. O congresso errou. O STF errou. Entre todos os poderes e jurisdições, não há quem tenha acertado.

Não houve um só governante que saísse ileso dessa crise sanitária que transformou-se também num problema econômico e humanitário.

Tem mais. Não se pode poupar os políticos que governaram o país no passado recente. Nem no passado remoto. As deficiências que temos na saúde e na produção de riquezas são resultado de más escolhas políticas, porque sempre tomamos como base a pior das éticas.

O coletivismo leva ao estatismo. O estatismo leva à estagnação. A estagnação leva à miséria. A miséria leva à ignorância, a ignorância leva à irresponsabilidade, a irresponsabilidade leva à submissão passiva perante as autoridades que tomaram e tomam equivocadas decisões.

Interessante que todos apontam para um homem. Por mais que ele tenha errado, e errou, ele não é onisciente, onipresente ou onipotente para, num país caótico e anárquico como o Brasil, ser, de repente, o salvador da pátria.

Ele pode achar que foi escolhido por Deus para governar esta terra, mas quem em sã consciência acredita nisso?

Queriam o quê? Um tirano ditando o que cada indivíduo, cada município, cada estado deveria fazer? Ora, pelo que eu sei, quem está gostando de fazer isso são os senhores togados e os social-democratas, tiranetes de plantão que fazem de tudo nos seus estados, com ou sem cogestão.

Alguém esperava que o governo, qualquer governo, pudesse resolver o problema, sabendo-se que governos nunca fazem parte da solução?

Não. Não estou defendendo Bolsonaro. Acho sim que ele é culpado. Mas não é só isso que eu acho. Acho também que ele é culpado junto com todas as outras autoridades que governam esse país nas mais variadas instâncias e nos variados níveis jurisdicionais.

Todos esses que possuem cargos públicos e ficam apontando, como “bystanders“, para o suspeito, gritando “peguem-no, porque ele é o culpado”, estão apenas querendo sinalizar virtude para parecerem inocentes perante a opinião pública e a sua própria consciência.

Esses, mais do que ninguém, são hipócritas. São corresponsáveis por cada uma das mortes que ocorrem pelo país.

Tem que ser muito calhorda para dizer que num país democrático, com mais de 8 milhões de quilômetros quadrados, com mais de 220 milhões de habitantes, segmentado em estados e com o poder fatiado pelo judiciário, a culpa de tudo isso é de um homem só.

Bom, se vivêssemos num estado unitário, com o poder concentrado nas mãos de um ditador rigoroso e implacável, aí sim poderíamos pensar em colocar todo o prejuízo contabilizado em mortes, perda de empresas e de empregos, na conta do déspota que estivesse governando esse país.

Abram uma janela nas suas consciências para enxergarem a realidade com objetividade. A cegueira ideológica, a postura irracional, a ânsia pelo poder é o caminho da perdição, é o palco das injustiças.

Já aviso de antemão: se alguém não entendeu o que está escrito na primeira leitura, tente a segunda. Se ainda assim não caiu a ficha, não venha me chamar de isentão, petista ou bolsonarista.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.

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