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A sabedoria de Milan Kundera

O escritor checo-francês Milan Kundera nasceu em 1 de abril de 1929.

A sabedoria do aniversariante do dia:

“O primeiro passo para liquidar um povo é apagar sua memória. Destrua seus livros, sua cultura, sua história. Então peça para alguém escrever novos livros, fabricar uma nova cultura, inventar uma nova história. Em pouco tempo, essa nação começará a esquecer o que é e o que foi… A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento.”

“O pior não é que o mundo não seja livre, mas que as pessoas tenham desaprendido sua liberdade.”

“Quem pensa que os regimes comunistas da Europa Central são exclusivamente obra de criminosos está ignorando uma verdade básica: os regimes criminosos não foram feitos por criminosos, mas por entusiastas convencidos de que descobriram o único caminho para o paraíso.”

“É preciso muita maturidade para entender que a opinião que defendemos é apenas a hipótese que defendemos, necessariamente imperfeita, provavelmente transitória, que apenas mentes muito limitadas podem declarar ser uma certeza ou uma verdade.”

“Não sou a favor de impor a felicidade às pessoas. Todo mundo tem direito ao seu vinho ruim, à sua estupidez e às suas unhas sujas.”

“Nenhum grande movimento destinado a mudar o mundo pode suportar ser ridicularizado ou menosprezado. A zombaria é uma ferrugem que corrói tudo o que toca.”

“A juventude é terrível: é um palco pisado por crianças em coturnos e uma variedade de fantasias que declamam discursos que memorizaram e acreditam fanaticamente, mas que só entendem pela metade. E a história é terrível porque muitas vezes acaba sendo um playground para os imaturos; (…) um playground para as turbas facilmente excitadas de crianças cujas paixões simuladas e poses simplistas, de repente, se transformam em uma realidade catastroficamente real.”

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.