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A pandemia e a autoridade estatal

Tahlia McGrath, jogadora australiana de críquete, foi autorizada a jogar a final de um torneio, em Birmingham, ontem, apesar de ter testado positivo.
Se a partida tivesse sido disputada na Austrália, McGrath teria sido forçada a se isolar por sete dias, mas, no Reino Unido, onde as regras de auto-isolamento são apenas recomendações, McGrath pôde jogar tranquilamente.
Ela acordou no domingo com sintomas leves e, em seguida, testou positivo. Ainda assim, foi selecionada pela delegação australiana, depois que os organizadores do torneio aprovaram sua participação.

Depois de participar da partida, Tahlia usou máscara na cerimônia de medalha e, enquanto comemorava o ouro com suas companheiras de equipe, no pódio, ela abraçou Beth Mooney e Alana King. Outra jogadora australiana, Megan Schutt, disse depois: “Se pegarmos Covid, que assim seja”.

Tahlia é considerada a primeira jogadora conhecida a participar de uma partida internacional de críquete, mesmo com Covid.

Muitos críticos disseram que ela não deveria ter sido autorizada a jogar. Também houve alegações de hipocrisia por parte dos australianos, dada a sua linha muito dura em bloqueios e vacinação para retardar a propagação.

Suas regras rígidas levaram Novak Djokovic a ser excluído do Aberto da Austrália e deportado – apesar de ele não ter C19. O ex-primeiro-ministro Scott Morrison chegou a gastar US$ 2 bilhões do dinheiro dos contribuintes em instalações de quarentena agora espalhadas pela Austrália, sem uso e vazias.

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.