A hipocrisia da falsa imparcialidade jornalística: o caso do sequestro na Ponte

A extrema-imprensa continua com sua marcha patética rumo à total falta de credibilidade.

Tive o desprazer de ler hoje, 21/08/19, um artigo do deprimente Bernardo Mello Franco, articulista do Globo.

Segundo o jornalista, o Governador teria feito uma “exploração política” do episódio da Ponte e que ele, Wilson, nada teria a ver com a solução exitosa da crise. A responsabilidade pelo sucesso do resgate teria sido inteira da Polícia Militar.

Ironicamente, em artigo intitulado “O faroeste do doutor Witzel” e publicado em 02/04/19, o mesmo Bernardo Mello Franco argumenta que Witzel passou a ser o protagonista da política de segurança do Rio de Janeiro e que, de acordo com especialista jurídico, não existiria permissão na lei para o uso de snipers pela PM, estando as ordens do Governador eivadas de ilegalidade.

Leia também:  A rede pública é uma enorme teia na qual somos vítimas de um governo aracnídeo gigante

Da leitura dos dois artigos, fica clara a completa HIPOCRISIA do autor do Globo.

Ou, (i) como consequência lógica das afirmações do artigo de abril, Wilson tem influência na gestão da segurança pública e sua política de abate por snipers foi diretamente responsável pelo fim do sequestro do ônibus; ou (ii) como consequência lógica das afirmações do artigo de ontem, a PM tem total responsabilidade sobre a atual política de segurança pública e Wilson não tem nenhuma responsabilidade sobre qualquer “faroeste” que hoje supostamente ocorra no Rio de Janeiro.

Leia também:  O defeito do conservadorismo (primeira parte)

As duas proposições são absolutamente antagônicas. Ou a primeira afirmação está correta, ou está a segunda. Uma delas está necessariamente errada. Talvez as duas estejam erradas, mas as duas certas é logicamente impossível.

A única coisa inequivocamente certa nessa história é a péssima conduta moral e intelectual desse articulista.

Eu não escondo de ninguém que sou parcial, de direita, amigo e assessor do Governador. Isso é ser homem, íntegro, honesto e com lado claro.

O que me enoja num sujeito como Mello Franco é ele pagar de “isentão” enquanto promove uma agenda política própria e interesses pessoais obscuros escondidos pelo manto da frágil imparcialidade jornalística que uma mídia poderosa com o Globo lhe confere, mas que nunca resiste a um punhado de parágrafos de análise.

Leia também:  Rompimento das barragens: por que ninguém será punido?

Seus artigos incongruentes apenas atestam o que já é óbvio para quem perde tempo lendo seus devaneios e que faremos questão de continuar a explicitar sempre que possível.

Gostou do texto? Ajude o Instituto Liberal no Patreon!