A ética objetivista: o egoísmo e o sacrifício de ser mãe

Na última palestra que dei sobre a ética Objetivista, me fizeram uma pergunta que é recorrente: como uma mãe concilia o egoísmo com o sacrifício que toda mãe se impõe para dar felicidade a um filho?

Ora, nenhuma mãe que ama o seu filho se sacrifica por ele. Dedicar até mesmo a própria vida ao filho não é um ato de sacrifício, mas um ato de amor, de júbilo, de extrema felicidade.

Para um egoísta racional, alguém que percebe em si o autointeresse, o propósito, a necessidade de dedicar o que for para alguém a quem ama porque o valor que atribuiu àquela pessoa é igual ou superior ao que atribui a si próprio, suportar até mesmo o sofrimento, não é um sacrifício, mas uma felicidade.

Não podemos confundir sacrificar-se com esforçar-se ou experimentar um sofrimento.

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Sacrificar-se é trocar um valor maior que se tem para receber de volta um valor menor.

Quantas vezes enfrentamos a dor, o medo, o sofrimento para alcançarmos ao final da jornada um valor maior do que aquele que tínhamos antes de iniciá-la? Todas as vezes que entendemos valer a pena. A pena é o sofrimento, o valor adquirido é o prêmio que alimentará a nossa felicidade.

Então, mães que amam seus filhos, que os carregam por meses no útero, que são dilaceradas ou cirurgicamente abertas e fechadas pelo ventre na hora do parto, que passam meses tendo seus seios sugados diariamente, várias vezes, que pausam suas carreiras, que mudam suas rotinas, não se sacrificam por eles. Sim, essas mulheres sofrem, se esforçam, suportam dores físicas ou emocionais, porque sabem que no final das contas terá valido a pena, pois tudo aquilo pelo que passaram foi indispensável para realizarem os propósitos que as fizeram escolher serem mães, para encontrarem a felicidade desejada que as leva à maternidade.

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O mesmo vale para os pais.

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