PERVERSIDADE OBSCENA

cpmf o leao devoradorHá dois objetivos doentios para a volta da CPMF. Além do óbvio desejo de se apropriar do que não é deles, os parasitas querem exercitar a masturbação fiscal excitando-se, com perversidade obscena, ao vasculharem a vida dos outros, desprezando os princípios que protegem a privacidade.

Somente em sociedades tribais ou submetidas a tiranias coletivistas, as pessoas não possuem o direito de viver privadamente.

Viver com privacidade não significa que devemos erigir muros ou cercas para nos sentirmos seguros de que ninguém irá nos ofender violando os limites da nossa propriedade, para abusar da sua liberdade em detrimento da nossa.

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Viver com privacidade significa que ninguém, principalmente o governo, pode tratar quem quer que seja como sua propriedade, como um escravo a serviço da sociedade.

Viver com privacidade significa que ninguém, principalmente o governo, pode tratar a quem quer que seja, como um hospedeiro a serviço de parasitas que, pelo poder de coerção que detém, pilham e decidem com quem dividir o butim.

Nunca foi suficiente, a não ser como um paliativo para gerar uma falsa sensação de segurança, fazermos a nossa secessão da sociedade construindo muros e cercas, como podemos ver em qualquer cidade do Brasil.

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Muros e cercas podem afastar os bandidos mirins, os intrusos ocasionais, jamais afastam do nosso encalce os verdadeiros bandidos “mão-grande”, até porque, como profissionais da parasitagem, taxam na fonte o que produzimos para consumir e taxam de novo o que consumimos para viver.

Esta semana, não foi por coincidência que Dilma Rousseff foi ao Congresso vociferar em favor da CPMF, enquanto a Receita Federal, inconstitucionalmente, instruía normativamente os bancos para enviarem, como dedo-duros oficiais, informações sobre os gastos das pessoas.

O sistema foi estabelecido para sermos pilhados, não apenas no sentido de sermos roubados da nossa liberdade e propriedade. Mas, também, para sermos pilhados na nossa privacidade, aquela que para estes, especialistas na vida dos outros, nenhum muro ou cerca é capaz de proteger.

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Comentários

  1. Sou a favor do Imposto Único Federal, conforme definido em projeto de lei, do Professor Marcos Cintra.
    Fui contra a ideia da CPMF quando proposta pelo cardiologista, Dr. Adib Jatene, então Ministro da Saúde.
    Acreditava que a CPMF poderia prostituir o conceito do Imposto Único.
    Felizmente isto não aconteceu.

    Ao contrário, a CPMF foi tão exitosa como sistema arrecadatório, de
    baixíssimo impacto social, que acabou conquistando redutos de opositores
    tradicionais, Antonio Palloci, então Ministro da Fazenda, e Joaquim
    Levi, então Secretário de Fazenda do Estado Rio.
    Quando veio a ideia de acabar com ela, fui um dos poucos, contra.
    Defendi que não se devia acabar com ela.
    Devia-se ACABAR COM O IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA, que na época, arrecadava o mesmo valor que a CPMF.
    Esta é a proposta do Imposto Único.
    Que deve ser a mesma da CPMF.
    Implantar APENAS PARA SUBSTITUIR OS IMPOSTOS hoje existentes no Manicômio Tributário do Brasil.

  2. Concordo em gênero e grau, mas eu gostaria de acrescentar outras violências contra a liberdade individual. A intrusão na vida sexual de cada um (sim, me refiro aos gays e à adoção); a defesa da ideia do “aborto nunca”, que não escuta de jeito nenhum as mulheres. Cito isso porque infelizmente o liberalismo está absurdamente ligado a certo conservadorismo nos costumes, o que considero bastante estranho.

    • http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=20
      Não, não existe isso de “direito à privacidade e à intimidade” dentro do Liberalismo. Se você quer impor o seu politicamente correto para os outros, você está no lugar errado.