O fim de um líder

A televisão brasileira se concentrou ontem na cobertura e no julgamento do deputado Eduardo Cunha. Líder na política brasileira há anos, domiciliado no Rio de Janeiro, Cunha agora fica inelegível por oito anos. Eu o conheci numa época em que telefone era um bem extremamente escasso e Cunha era um homem poderoso dentro desse esquema. […]

800px-eduardo_cunha_em_1o_de_junho_de_2015A televisão brasileira se concentrou ontem na cobertura e no julgamento do deputado Eduardo Cunha. Líder na política brasileira há anos, domiciliado no Rio de Janeiro, Cunha agora fica inelegível por oito anos.

Eu o conheci numa época em que telefone era um bem extremamente escasso e Cunha era um homem poderoso dentro desse esquema. Consegui com ele um telefone nessa época, sem que me conhecesse, e guardo, por isso, uma relação de gratidão com o deputado.

Politicamente, Cunha é um homem de centro-direita e sua habilidade política lhe permitiu sonhar muito alto.

Cunha tinha tudo para uma carreira nacional bem sucedida. O que o minou ou destruiu seu capital – pelo menos no momento – foi uma política sem quaisquer traços de moralidade. Acho que a cupidez levou o deputado a tomar as decisões equivocadas as quais acabaram por colocá-lo em um corner político extremamente difícil e, certamente, indesejável.

Não sei o que será do deputado, agora cassado, nos próximos anos porque ele é um político hábil e relativamente jovem, mas acho que foi vencido pela cupidez.

Agora o que se discute não é mais se Cunha tinha ou não razão. O que se questiona é quanto dinheiro ele tem na Suíça.

 

Imagem: Wikipédia

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