O centro é liberal

Se é para usar rótulos genéricos e vazios então pensem comigo: a prova de que o centro é liberal são os ataques vindos dos flancos esquerdo e direito. Todo liberal ouve o sujeito à direita dizer: “Vocês defendem a liberdade social como faz o pessoal da esquerda”. Todo liberal ouve o cara à esquerda dizer: “Vocês […]

Se é para usar rótulos genéricos e vazios então pensem comigo: a prova de que o centro é liberal são os ataques vindos dos flancos esquerdo e direito.

Todo liberal ouve o sujeito à direita dizer: “Vocês defendem a liberdade social como faz o pessoal da esquerda”.

Todo liberal ouve o cara à esquerda dizer: “Vocês defendem a liberdade econômica como como faz o pessoal da direita”.

Liberais não defendem liberdade social ou econômica porque achamos que liberdade é indivisível.

Liberais defendem mais do que a liberdade, defendem os direitos individuais, que incluem também os direitos à vida, à propriedade e à busca da felicidade, como a cada um aprouver.

O que está por trás dessa defesa intransigente da vida, da livre iniciativa, da propriedade privada e da busca da felicidade como direitos individuais é uma ideia muito simples: um liberal não quer mandar na vida alheia, como não quer que ninguém mande na vida dele.

Liberal é o cara que entende ser a felicidade um bem individual.

Cabe a cada um de nós, através do uso da razão, do respeito mútuo, da cooperação e das trocas voluntárias criar e manter os valores (sejam eles materiais, intelectuais ou espirituais) que permitirão realizar os propósitos que estabelecemos, soberanamente, como indivíduos para a nossa única, intransferível e finita vida.

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