Luiza Erundina no PSOL. Ou: uma vovó no playground

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É incrível como a humanidade pode ser ridícula. Ela tenta conciliar coisas que a priori são as mais contraditórias possíveis. Um exemplo disso é quando um sujeito que, no alto de sua experiência de vida, consegue defender as mesmas asneiras que moleques rebeldes. Digo isso porque é impressionante ver uma senhora como Luiza Erundina num partido como o PSOL, cujo lema é Socialismo e Liberdade. Como se os dois pudessem andar de mãos dadas.

Ver uma senhora de 81 anos defendendo as mesmas causas que jovens apaixonados de 20 anos é como ver uma vovó no playground. São jovens e velhos defendendo ideias jurássicas, como bem disse Rodrigo Constantino. Lembremos que o playground socialista se chama Gulag, as brincadeiras mais comuns são o paredón e a competição para ver quem morre por último seja de fome ou fuzilado.

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Luiza Erundina já foi do PT, do PSB e agora está no PSOL. Mas como diz o ditado: nada está tão ruim que não possa piorar. Ao contrário do caminho natural de amadurecimento, parece que esta senhora fez o inverso, quer dizer, em vez de se tornar moderada, aderiu ao radicalismo como uma adolescente ressentida.

Rememoremos a máxima de Georges Clemenceau: “Um homem que não seja um socialista aos 20 anos não tem coração. Um homem que ainda seja um socialista aos 40 não tem cabeça.” Realmente. E não são poucos os “sem cabeça”. Destes adolescentes tardios temos Zé Maria (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Ivan Valente (PSOL) e uma centena defendendo insanidades que, quando colocadas em prática, resultam em centenas de milhares de mortos. Esses partidos são os ditos playgrounds e deveriam ser, no máximo, ocupado por adolescentes e jovens até certa idade, não por “senhorxs” de idade.

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Esta senhora está ultrapassada. Mas calma! Não estou sendo “idosofóbico”. Não me refiro à idade dela, mas às suas ideias. Afinal, uma pessoa de idade pode muito bem ser mais “moderna” que um adolescente, haja vista o exemplo de Ron Paul que, exatamente com a mesma idade de Luiza Erundina, é mais atualizado que os teenagers raivosos dos movimentos “sociais”.

Mais engraçado do que brincar dizendo para Luiza Erundina “ir cuidar dos netos” é imaginá-la sentada na poltrona, falando para eles de Lênin e dizendo como a União Soviética teria sido diferente sob o comando de Trotsky. Mais do que isso, como o Brasil poderá ser belo quando extirpar os liberais, estiver sob a ditadura do proletariado e for controlado por leninistas! Ademais, como poderá prosperar quando se aproximar ainda mais de Cuba e da Venezuela! Dirá também aos seus netos para que não sejam preconceituosos e escolham seu gênero com calma.

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Já passou da hora de Luiza Erundina saber que a brincadeira socialista nunca acaba bem! Em síntese, uma senhora de cabelos brancos num partido socialista é como uma vovó no playground, só pode estar de palhaçada.

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Thiago Kistenmacher

Thiago Kistenmacher

Thiago Kistenmacher é estudante de História na Universidade Regional de Blumenau (FURB). Tem interesse por História das Ideias, Filosofia, Literatura e tradição dos livros clássicos.