Levy vs Dilma – Fim do primeiro round

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Termina a temporada de mudanças em Brasília. De todas as mudanças, sem dúvidas, a posse de Joaquim Levy na Fazenda é a mais importante, não só pelo tamanho de nossas dificuldades econômicas, mas, também, pelas circunstâncias que a impuseram.

Ficam marcados para a ocasião, de mais relevante para analistas econômicos, o pito que a presidente deu em seu Ministro do Planejamento, enquadrando-o em seu grupo, e alguns recados dados por Levy, que certamente não agradaram a Dilma Rousseff.

Entre esses recados, destacam-se os elogios subliminares às administrações de FHC e Pallocci, as críticas implícitas à condução econômica do primeiro governo Dilma, e a montagem de uma equipe técnica que nada tem a ver com a orientação tradicional do Palácio.

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Na verdade, Levy estruturou um enclave dentro do governo Dilma, que dificilmente deixará de ser visto, pela “entourage” palaciana mais ideológica, como um “cavalo de Tróia” introduzido no governo, por pressão de Lula, pelo mercado financeiro.

Cabe-nos aguardar os próximos passos. Os que já lidaram pessoalmente com Joaquim Levy, afirmam que, assim como a presidente, o ministro tem pavio curto e pouca capacidade de engolir sapos. Dilma tem uma caneta poderosa com muito mais tinta, mas sabe que a saída de Levy causaria traumas políticos e econômicos enormes, entre os quais a perda de nosso tão duramente conquistado “investment grade”.

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Assistiremos doravante a uma disputa de egos fortes, que estarão contidos pela necessidade de acertar. Certamente, aos próximos “rounds”, não faltarão fortes emoções.

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Comentários

  1. Perfeita a avaliação do Rubem Novaes. Teremos um período de turbulências econômicas e políticas bastante interessante. Aguardemos as posturas dos atores envolvidos.
    S. Gabizo