Entre “fascistas” e “esquerdopatas”

Política é um ramo da filosofia. Na vida real, o ideal da política é promover o debate racional de ideias sobre os princípios e valores éticos a serem adotados para o bem da sociedade.

Não o bem para um indivíduo que se beneficiaria do sacrifício dos demais, como num regime tirânico. Nem para o bem de uma maioria de indivíduos que se beneficiariam com o sacrifício da minoria de forma utilitarista como numa democracia ilimitada.

O bem da sociedade significa que nenhum indivíduo, para alcançar o que entende ser o bem para si, pode sacrificar qualquer outro indivíduo daquela mesma sociedade com esse fim ou qualquer outro.

Por sacrificar, me refiro ao ato de imposição dos interesses de um indivíduo ou grupos de indivíduos sobre o interesse de outro indivíduo ou grupos de indivíduos com o uso da coerção, seja pela força ou pela fraude.

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Política exige o uso da razão, capacidade volitiva que somente os seres humanos possuem, mas que nem todos os seres humanos são capazes de aproveitar.

Percebe-se claramente que aqueles que usam a razão preocupam-se em criticar as ideias, independente de quem seja o seu portador, podendo este ser um aliado ou um opositor.

Se as idéias de um aliado são ruins, devem ser criticadas construtivamente para que melhorem. Se as ideias de um opositor são boas, devem ser criticadas construtivamente para que se aperfeiçoem.

Usar a razão e analisar as ideias independentemente de onde elas venham é de suma importância para o aprimoramento do debate político porque, afinal, é desse debate que conseguiremos produzir para a sociedade o bem ou o mal.

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Aquele que entra no debate político, abandona o ideal da busca do bem para a sociedade, deixando-se levar pelo espírito de corpo, colocando de lado o uso da razão para denegrir quem ataca ideias ruins de seus aliados ou para enxovalhar quem elogia ideias boas de seus opositores, age como aqueles cães que lambem a mão de quem lhes dá um osso ou que seguem cadelas no cio porque desenvolveram em si um instinto irrefreável que caracteriza os animais irracionais.

Em alguns casos, é possível flagrar tipos como esse com a boca aberta, a língua pendurada, a baba escorrendo pelo canto da boca e o rabo abanando para seu “dono”.

Em outros, é possível perceber os dentes afiados, o olhar vidrado, o rosnar ininterrupto e os latidos estridentes para se mostrar valente para quem quer apenas expressar a sua opinião legitimamente.

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A política pode ser uma rinha de galos onde somente um dos contendores sai vivo, mas pode também ser um jogo ganha-ganha, onde todos entendem que princípios e valores, como a vida, a liberdade individual, a propriedade privada e a busca da felicidade são, em si, bens inalienáveis.

Chega de au-au-au, Lula Livre! Chega de au-au-au , Mito!

É preciso parar para pensar e debater como seres humanos que somos.

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