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Qual a solução para uma economia com estabilidade geral de preços?

“Inflação autoconstruída”, como mencionou o presidente da Argentina, era chamada no Brasil de “inflação inercial”. Algo do tipo: como o dinheiro perdeu poder aquisitivo antes, então eu vou aumentar os preços hoje, amanhã e depois, porque ele vai continuar perdendo poder de compra.

Ora, o agente econômico pode pensar o que quiser sobre o futuro. Se a causa verdadeira da perda do poder de compra da moeda é a expansão monetária necessária para o governo pagar suas contas, porque ele gasta mais do que arrecada, o aumento de preços não encontrará moeda disponível suficiente para chancelá-lo.

Sempre que há expansão monetária acima do aumento da oferta de bens, há perda de poder aquisitivo da moeda, porque há diluição do seu valor unitário em relação aos bens que a moeda compra. Congelamentos de preços não resolvem o problema, agravam.

Uma economia sendo inundada por dinheiro com preços dos produtos contidos à força é como uma represa que recebe volumes crescentes de água, mas que não é reforçada com a construção de muros mais fortes. Virá tudo abaixo um dia.

A única solução para se criar uma economia com estabilidade geral de preços é a oferta monetária e de bens se manter constante e isonômica.

Como o aumento de produção é algo complexo e a expansão da oferta de moeda é algo simples, basta ligar uma impressora ou dar um clique num botão de computador. A fórmula é conhecida: liberdade para produzir e limites rígidos para o gasto e o tamanho do governo.

Fernández, Lula, Maduro, entre outros farsantes, sabem o que é inflação e sabem que isso empobrece a população, mas usam de manobras retóricas para fazerem o público acreditar que a culpa da perda do poder aquisitivo da moeda causada pelo próprio emissor, o governo, é dos empresários ou de outro bode-expiatório qualquer que será escolhido dependendo do interesse do governante.

No caso do presidente argentino, ele diz que a culpa é da própria vítima, o impotente cidadão que não controla os desmandos do governante de plantão. Não adianta chamar esses embusteiros eleitos de ignorantes, eles são espertos. Usam a ignorância alheia para atingirem seus objetivos, gastar mais do que conseguem cobrar de impostos para poderem se manter no poder, tirando todos os proveitos que ter o poder coercitivo nas mãos pode proporcionar, se esgueirando da responsabilidade para poder continuar enganando.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.

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