Oportunidades são corolários da liberdade e não da igualdade

Num debate na televisão, me deparei com um sindicalista apaixonado que bradava incoerentemente que não era livre o sujeito que não podia pagar uma passagem de ônibus para ir da vila até a cidade.

A incoerência era evidente, porque ao mesmo tempo em que clamava por igualdade de oportunidades criticava a modernidade dizendo que os trabalhadores eram explorados, mesmo sabendo que foi a revolução industrial que propiciou as inovações, invenções e inversões que proporcionaram riqueza suficiente para que os mais miseráveis superassem a extrema pobreza.

Só não vê quem não quer, oportunidades são corolários da liberdade e não da igualdade. Se a igualdade não for entendida como isonomia perante a lei, só pode ser compreendida como o estado de mediocridade que gera ainda mais pobreza para aqueles que não tem a iniciativa e a destreza para criar riqueza a partir do seu próprio esforço e talento.

Liberdade das exigências da vida não é causa, é consequência da existência de instituições que garantes que cada indivíduo possa buscar a sua felicidade agindo como bem entender para constituir propriedades e satisfazer propósitos de vida determinados por ele próprio.

Não existe mágica. Ninguém adquire o poder de se transportar do ponto A para o ponto B sem criar valor equivalente para adquirir a passagem do ônibus ou do trem que o levará aonde ele quiser chegar. Liberdade para se locomover todos têm, basta saber fazer dinheiro para se transformar de um ser inerte em um independente passageiro.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.