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O real, o dólar e o governo

Só para lembrar que, quando Jair Bolsonaro assumiu em janeiro de 2019, o real valia 27 centavos de dólar.

Um ano depois, em janeiro de 2020, antes ainda da pandemia, o real valia 24 centavos de dólar.

Dois anos depois, em janeiro de 2021, no meio da pandemia, o real valia menos de 20 centavos de dólar.

Ou seja, de pouco mais de 1/3 de dólar, o real caiu para 1/4, 1/5, até chegar a quase 1/6, ou 17 centavos de dólar em outubro de 2020.

Agora, o real está se valorizando novamente, alcançando 21 centavos de dólar ou aproximadamente 1/5 da moeda americana.

Ou seja, no pico da desvalorização, em outubro de 2020, o real havia se desvalorizado 45% em relação ao seu valor em janeiro de 2018. Agora, ele está valendo 23% menos do que no início do governo de Jair Bolsonaro e da gestão de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, respectivamente, Ministro da Economia e presidente do Banco Central.

O problema daqueles que exaltam o governo pela valorização dos últimos meses é que se evadem do fato de que esse fenômeno econômico sucede uma desvalorização nunca antes vista desde o Plano Real.

Eu não me importo com o valor do dólar. Eu me importo é com a possibilidade de o governo usar o câmbio para fazer política econômica. Os dólares que entram e saem do Brasil passam necessariamente pelo Banco Central, quando deveriam ficar depositados nas contas de seus proprietários.

Na minha opinião, Banco Central não deveria existir e quem opera no comércio internacional ou lida com moedas variadas deveria ser livre para fazê-lo à revelia do que pensa o governo.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.