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O Brasil precisa de mais liberdade econômica para melhorar seu IDH

Para melhorar a qualidade de vida de seus indivíduos e seus indicadores econômicos e sociais, o Brasil precisa investir e adotar medidas para aumentar sua liberdade econômica.

Um bom modo de aferir a liberdade econômica de um país hoje é o índice da Heritage Foundation, que avalia o estado de direito, o tamanho do governo, a sua eficiência regulatória e quão abertos são os mercados de um país, ou seja, uma excelente proxy para medir o quão livres são aquele país e seus indivíduos. Do mesmo modo, para aferir a qualidade de vida da população de uma nação, uma excelente medida é o Índice de Desenvolvimento Humano, da ONU, que mede a educação, a longevidade e a renda de uma nação, entre outros.

Se colocarmos esses dois índices lado a lado, podemos encontrar, de forma não surpreendente, várias semelhanças: o Índice de Liberdade Econômica de 2021 possui os seguintes países nas 12 primeiras posições, respectivamente: Singapura, Nova Zelândia, Austrália, Suíça, Irlanda, Taiwan, Reino Unido, Estônia, Canadá, Dinamarca, Islândia e Georgia. Ao analisar esses países no ranking de IDH da ONU, somente 3 deles não estão entre os 20 primeiros. É impressionante a relação que existe entre esses dois índices.

Podemos inferir que, quanto mais livre conseguirmos deixar nosso país, ele acabará tendo como consequência positiva um melhor IDH, assim como acontece com os países citados acima.

Do mesmo modo, países com baixa liberdade econômica possuem baixo IDH. Infelizmente, o Brasil é um entre esses, sendo que atualmente ele se encontra na péssima posição de 143º no ranking de liberdade econômica e está colocado em 84º no IDH da ONU.

Um país com maior liberdade econômica é um território onde as pessoas conseguem ter maior poder de agir livremente, isto é, as trocas voluntárias são mais fáceis de se realizar, sem qualquer tipo de coerção. Em ambientes assim, os indivíduos possuem mais incentivos e condições de criar melhorias, tornando o ambiente muito mais favorável ao progresso, fazendo o desenvolvimento ser cada vez mais acelerado. Com isso, a sociedade acaba tendo muitos benefícios, o país tende a ter menos miséria e mais renda per capita, os indivíduos acabam por ter mais saúde, vivendo muito mais e com mais qualidade, além de também terem mais educação, o que implica um círculo virtuoso de melhorias e impulsiona ainda mais seu crescimento.

Para aumentar a liberdade econômica aqui, precisa-se de investir muito em desburocratizar o sistema vigente, aumentar a facilidade de se fazerem negócios no país, melhorar a segurança jurídica, deixando sempre as regras do jogo bem claras para todos em um ambiente estável, além de diminuir e simplificar o complicadíssimo sistema tributário brasileiro.

Liberdade econômica implica prosperidade e qualidade de vida. Devemos sempre buscar essa liberdade para vermos melhorias nas nossas vidas e nas de todos os brasileiros. Essa será a verdadeira alavanca que nos impulsionará rumo a ser um dos países com maior qualidade de vida para seus indivíduos.

*Artigo publicado originalmente no site do Instituto Líderes do Amanhã por Caio Ferolla.

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