O Bolsa Família e o verdadeiro papel do governo

O Brasil está muito longe de ser um livre mercado. Livre mercado é o mercado livre da coerção do governo. Isso não significa que não cabe ao governo usar de coerção, cabe sim. O governo foi criado para usar de coerção ao reagir contra aqueles que iniciam o uso da violência contra terceiros, os bandidos. […]

O Brasil está muito longe de ser um livre mercado. Livre mercado é o mercado livre da coerção do governo. Isso não significa que não cabe ao governo usar de coerção, cabe sim. O governo foi criado para usar de coerção ao reagir contra aqueles que iniciam o uso da violência contra terceiros, os bandidos.

O papel do governo é usar a coerção contra eles. Quando o governo taxa para redistribuir, para si ou para terceiros, a riqueza que outros produziram, ele está violando não apenas os direitos individuais de quem produziu tal riqueza, como está pervertendo o seu papel na sociedade, que é o de proteger esses mesmos direitos.

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Quando o governo resolve distribuir a riqueza expropriada de seus donos, para pagar aos beneficiários do bolsa-família, por exemplo, ele pode usar esses recursos, adquirindo e distribuindo cestas-básicas ou, simplesmente, entregando o benefício em dinheiro.

É evidente que para o beneficiário do bolsa família e para a própria sociedade será melhor que o governo entregue o benefício na forma de dinheiro. Assim, o beneficiário gastará o dinheiro para se abastecer no mercado, adquirindo onde ele achar produtos com melhor qualidade e menor preço para maximizar a sua satisfação. O que não aconteceria se o governo tivesse que adquirir os bens para entregá-los aos beneficiários do programa ou se ele resolvesse estabelecer empresas estatais para atender essa demanda.

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Essas são duas das quatro maneiras de gastar dinheiro que Milton Friedman tão bem descreveu. É óbvio também que o bolsa família, por se tratar de uma distribuição coercitiva de riqueza, não um ato caridoso voluntário, ele é um programa imoral, mesmo fazendo um bem para uma boa parte da população. Ainda assim, dentro da imoralidade que o caracteriza, é possível torná-lo economicamente mais racional, deixando que o beneficiário escolha o que fará com o dinheiro que lhe é entregue.

 

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