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Inflação, IGPM e IPCA: a importância de entender esses conceitos

Para quem entende de economia, meio gráfico basta. Imagine um gráfico inteiro! Para quem não entende, aí vão alguns conceitos:

Inflação (M2) = a taxa anualizada da oferta de moeda e crédito promovida pelo Banco Central – ou seja, é quanto a autarquia injeta ou drena de dinheiro novo na economia. Quando injeta, deteriora o poder de compra de cada unidade monetária existente. Essa deterioração ocorre quando a produção econômica não expande na mesma proporção. Quando o Banco Central drena a liquidez, chama-se deflação.

IGPM = Índice Geral de Preços – Mercado anualizado, apurado pela FGV. Registra a variação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços ao consumidor final.

IPCA = Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo anualizado, apurado pelo IBGE. Registra a variação de preços no varejo.

A relação entre inflação e os índices de preço é causal, não de correlação. A toda expansão monetária, sem aumento de produtividade, haverá inexoravelmente aumento generalizado nos preços da economia, sendo que em algumas atividades os preços poderão variar mais do que em outras, dependendo também de questões sazonais que influenciam a oferta e demanda dos produtos.

O gráfico não tem nada a ver com covid-19, mas sim com uma doença provocada por alguns economistas, políticos e burocratas, e apenas eles.

Roberto Ellery

Roberto Ellery

Roberto Ellery, professor de Economia da Universidade de Brasília (UnB), participa de debate sobre as formas de alterar o atual quadro de baixa taxa de investimento agregado no país e os efeitos em longo prazo das políticas de investimento.