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Bitcoin: a verdade que a esquerda se nega a admitir

Elon Musk recentemente fez com que os preços do Bitcoin despencassem quando anunciou que a Tesla não aceitaria mais a criptomoeda, citando preocupações com o meio ambiente. Logo após o seu anúncio, o preço da BTC despencou mais de 20%. Musk não foi o primeiro a levantar preocupações sobre o gasto de energia causado pelo Bitcoin. Bill Gates mostrou preocupação devido ao fato de o Bitcoin gastar mais energia que a Argentina e até a Secretária do Tesouro dos EUA Janet Yellen reclamou da criptomoeda e seu consumo energético.

Thomas Sowell certa vez disse que há três perguntas para se destruir qualquer falácia sobre economia, especialmente as vindas da esquerda: (1) “comparado ao quê?”; (2) “a que custo?”; (3) “quais evidências você tem?”. Então, frente ao argumento dos detratores do Bitcoin de que ele gasta muita energia, a pergunta que tem que ser feita é: “gasta muita energia comparado a que exatamente?”.

Primeiro é preciso admitir uma coisa: não há dúvida de que o Bitcoin usa muita energia, porém esse é um dos motivos que fazem com que a criptomoeda seja tão segura (um sistema descentralizado é bem mais seguro que um centralizado). Aliás, um recente estudo lançado em maio pela Galaxy Digital mostrou que o gasto energético do Bitcoin performa bem se comparado aos seus competidores diretos: ouro e o sistema bancário tradicional.

Os pesquisadores estimaram o consumo anual de eletricidade do Bitcoin em cerca de 113,89 terawatts por hora (TWh / ano), um valor que inclui tudo, desde consumo de energia do minerador, consumo de energia do pool, energia para demanda do minerador e consumo de energia do nó. “Dada a transparência do Bitcoin, é fácil estimar o uso de energia do Bitcoin”, apontam os autores do estudo. “Isso resulta em críticas frequentes ao Bitcoin, mas essas críticas são raramente feitas contra outras indústrias tradicionais.”

Em outras palavras, uma das razões pelas quais estamos vendo o Bitcoin “apanhar” por motivações ecológicas é a de que não temos informações suficientes sobre o consumo de energia dos setores bancário e do ouro, pois tais indústrias não divulgam suas pegadas de carbono ao público. Porém, isso não significa que os pesquisadores não conseguiram fazer estimativas.

Ao analisar as quatro principais áreas de consumo de eletricidade em bancos – centros de dados, agências, caixas eletrônicos e redes de cartões – a Galaxy Digital projeta que o consumo mundial de eletricidade do sistema bancário é de 263,72 TWh / ano. O ouro estava ligeiramente abaixo dos bancos, com uma estimativa de 240,61 TWh / ano, mas ainda quase o dobro do Bitcoin.

Alguém poderia perguntar se essa comparação favorável continuaria se o Bitcoin fosse adotado tão amplamente quanto o dinheiro fiduciário é atualmente. A resposta parece ser sim por alguns motivos. Primeiro, a maior parte da eletricidade que o Bitcoin usa é consumida no processo de mineração, portanto, mais trocas de Bitcoin não resultarão em um aumento no consumo de eletricidade. Em segundo lugar, os mecanismos de recompensa da mineração e o consumo de energia estão evoluindo. Por mais que a mineração seja algo complicado, nunca haverá mais de 21 milhões de Bitcoins e cerca de 18,7 milhões desses Bitcoins já foram extraídos.

No mais, vale ressaltar algo bastante óbvio: nem toda energia consumida deixa a mesma pegada de carbono. A energia solar é limpa, enquanto a termoelétrica não. A Islândia é um país com 100% de energia renovável e é também um dos locais favoritos para se minerar Bitcoin devido à sua energia barata. Assim, se uma agência bancária em Londres é abastecida por energia vinda da queima de combustíveis fósseis, ela deixará mais pegada de carbono que toda a mineração da criptomoeda no país europeu.

Certa vez escutei a expressão “melancia” para definir ambientalistas com viés de esquerda: verde por fora e vermelho por dentro. Este é justamente o caso de certos inflacionistas que vão fazer de tudo para barrar o crescimento do Bitcoin, pois uma moeda sem interferência governamental é o tiro de morte em sua ideologia.

Finalizo este texto com uma frase de Hayek, onde o Prêmio Nobel em 1984 já previa a necessidade de criptomoedas:

“Não acredito que algum dia conseguiremos ter uma boa moeda sem que antes ela seja tirada das mãos do governo (…) Como não podemos tirar isso violentamente dele, tudo o que podemos fazer é por algum caminho astuto e indireto, introduzir algo que eles não podem impedir.” (Tradução livre).

*Artigo publicado originalmente por Conrado Abreu na página Liberalismo Brazuca no Facebook.

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