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Dilma, o nome disso é estelionato

José Arthur Sedrez*

Presidente Dilma Rousseff

Dizer que o Partido dos Trabalhadores cometeu estelionato, além de uma redundância ululante, não é somente acrescentar mais uma acusação à sua mui extensa ficha criminal, mas uma constatação bastante óbvia quando relembramos os discursos de campanha da presidente Dilma Rousseff. Muitos agora se estarrecem – para usar o termo da moda -, protestam, dizem-se enganados. Os petistas, de verdade, parecem preferir o silêncio a enfrentar a ingrata tarefa de defender o indefensável.

Mentir em campanha é um hábito do PT. Se considerarmos a política que costuma ser defendida por essa agremiação, isso nem sempre é ruim, apenas desonesto: Quem se lembra de um consternado Lula em 2002, criticando o Banco Central sob a gestão de Fernando Henrique, insistindo que José Serra seria o favorito dos banqueiros e milionários? Lula venceu as eleições, nomeou um banqueiro para a presidência do Banco Central e manteve seus diretores (depois os substituiu para outros piores, é verdade). Ato contínuo, Lula foi elogiado pela comunidade financeira internacional e ungido pela imprensa como um realista e responsável Lula. Sou da opinião de que isso não diminui seu estelionato eleitoral.

Dilma Rousseff, no entanto, conseguiu a proeza de fazer com que Luiz Inácio parecesse um ladrão de galinhas comparado a Ronald Biggs. Às vésperas do pleito, valia-se do poder presidencial de discursar entre o Jornal Nacional e a novela, para nos brindar com notícias que hoje descobrimos só serem verdades no mundo da fantasia em que a petista se enclausurou: A gasolina ficaria mais barata, haveria redução de impostos e das taxas de juros, haveria redução da conta de energia elétrica, estaria ampliando investimentos na educação e, claro, não estaríamos sob o risco de racionamento de energia elétrica. Ah, sim! A inflação estaria contida e o nosso PIB cresceria vigorosamente.

Era tudo mentira. E o pior: Dilma sabia. Bastou a candidata vencer nas urnas para que anunciasse, sem muito embaraço, que pagaríamos mais pela gasolina e energia elétrica, que nossas taxas de juros e nossos impostos seriam elevados e, claro, cortaria investimentos em saúde e educação. Nem preciso mencionar que aquele país que não sofria riscos de apagão foi o mesmo que neste mês viu-se obrigado a jantar a luz de velas. Não foi nada romântico.

A questão ganha contornos de crueldade se nos lembrarmos dos slogans que o marqueteiro redigiu para a candidata: “Não cortaremos os direitos trabalhistas nem que a vaca tussa!”, eles diziam. “Eles semeiam inflação para colher juros!”, ela insistia. Dilma parecia estar lendo o script que deveria ter sido dado a seu opositor. Ao que tudo indica, estagflação será um termo que deveremos nos acostumar em ver nas manchetes das próximas edições dos periódicos.

Se Dilma acertou ao reduzir a mão do Estado em certos segmentos, parece bastante evidente que acertou errando. Não retirou a destrambelhada ação governamental para emprestar-lhe eficiência, mas tão somente como quem joga a toalha no meio de uma luta de boxe, confessando sua completa incompetência em vencer a luta que equivocadamente aceitara ingressar.

Com todo esse teatro, esse jogo de propagandas e de discursos vindos de um mundo fantasioso, os petistas apenas reiteram que não possuem nenhuma consideração ao maior dos compromissos que o Estado de Direito impõe a uma democracia: O respeito aos contratos. O que dizer aos usuários do FIES, por exemplo, que caíram na fábula de João Santana de que o programa seria ampliado e que, agora, ouviram a cigarra lhes dar a triste notícia de que as verbas serão rescindidas e muitos dos atuais beneficiários verão seu crédito rescindido? Se lhe falta uma sentença, não me farei de rogado: Dilma, o nome disso é estelionato.

*Coordenador do Projeto MUDA

Roberto Barricelli

Roberto Barricelli

Assessor de Imprensa do Instituto Liberal e Diretor de Comunicação do Instituto Pela Justiça. Roberto Lacerda Barricelli é autor de blogs, jornalista, poeta e escritor. Paulistano, assumidamente Liberal, é voluntário na resistência às doutrinas coletivistas e autoritárias.

Um comentário em “Dilma, o nome disso é estelionato

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    05/02/2015 em 3:14 pm
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    TODOS NOS JA ESTAMOS CANSADOS DE SABER QUE DIL-MA E UM ESTELIONATO EM TODOS OS PONTOS DE VISTA E POR ESSE MOTIVO NAO VOTAMOS NELA NUNCA. MAS HA AQUELES QUE SAO TAO CULPADOS QUANTO ELA PORQUE VOTARAM SEMPRE NO PT, SABENDO QUE ESSE NAO E UM PARTIDO MAS UMA ORGANIZACAO CRIMINOSA DAS MAIS CRUEIS,NEFASTAS E PERIGOSAS. O que ela fez as vesperas do segundo turno ja era esperado porque ela nao fica corada nem quando fala a mais deslavada das mentiras. Quem nao se lembra do dossie sobre Dona Ruth Cardoso e que ela com a maior cara de santa se eximiu da culpa. Gostou tanto de nao ter sido punida que partiu para a candidatura a presidente, mesmo sendo “um poste” de incompetencia. O unico atributo que ela tinha e que Lularapio valorizava muito era ser canalha, ladra, falsa e mentirosa. Assim foi eleita e avancou nas propinas faceis que os Diretores da Empresa aplicavam nas empreiteiras e se deu bem porque ate hoje ainda estamos todos melindrados e usando palavras aveludadas para coloca-la no meio desse crime de lesa-patria que foi a destruicao da nossa Petrobras pelos piores salafrarios nomeados por ela e Lula. Se eu fosse o MM Dr. Sergio Moro, soltaria todos os empresarios empreiteiros com a recomendacao e o compromisso de que nunca mais aceitassem ser assaltados por politicos desonestos e que fossem cuidar de suas vidas, dar empregos e promover o desenvolvimento do Brasil. Quanto aos politicos, fincionarios corruptos, os mandantes Lula e Dil-ma e os diretores nao so da Petrobras mas do BNDES, BB, Caixa e de todas as outras empresas que serao investigadas, ah, esses sim nao deveriam ter nenhuma consideracao e nem perdao. QUE MOFASSEM NA CADEIA, depois, claro de devolverem todas as propinas recebidas.

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