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Dilma: gestão temerária

dilmaQuando a revista The Economist publicou, alguns anos atrás, uma capa elogiando a economia brasileira e mostrando o Cristo Redentor decolando, os petistas e governistas em geral se regozijaram. Comemoravam e diziam que até os “gringos” reconheciam o governo Lula.

Pois bem. Lula manteve as linhas econômicas do governo anterior de Fernando Henrique Cardoso e colheu os frutos de reformas feitas nas gestões anteriores. Ele ampliou a distribuição de renda, é verdade, mas é também inegável que as medidas econômicas de Lula que deram certo foram exatamente aquelas criticadas pela cartilha ideológica petista e esquerdista.

Só que Dilma veio e deu um jeito nisso. A gerentona mudou o rumo do navio, implementou sua ideologia na economia e, como já era de se esperar, fracassou. Abandonando as bases econômicas implementadas em grande parte pelo PFL, hoje Democratas, até porque o PSDB também não tem uma linha ideológica originária tão liberal assim, Dilma levou o Brasil para mares revoltos, mostrando que a marolinha era só o início.

Agora o Brasil tem a esquerda não apenas na doutrina do partido que controla o governo e nas práticas de aparelhamento do Estado e usurpação de dinheiro público em favor da “causa”. O país, com Dilma, passou a ter a esquerda também no manejo da economia. Como disse o líder do governo na Câmara, temos agora “mais Estado e menos mercado”, como se isso fosse bom.

Enquanto Dilma descumpre as promessas não apenas da campanha eleitoral, mas também as mais recentes, de corte de gastos e de cargos comissionados, e troca o Ministro da Fazenda por um que mais lhe apetece doutrinariamente, a The Economist faz um novo diagnóstico e mostra que o Brasil despencou. Será que dessa vez os petistas dirão que, a mesma revista que foi usada anteriormente como peça de marketing, está agora a serviço do capital estrangeiro, do imperialismo e outras bobagens retrógradas?

Quem sabe a esquerda queira evitar os temas que lhe são negativos e enganar a população mais humilde falando do aumento do salário mínimo, quando na verdade o reajuste apenas está cobrindo a inflação galopante que o governo plantou.

Ou talvez a esquerda não queira nem falar de economia e resolva tratar de temas morais, onde ela rouba pautas liberais, apresenta como suas, distorce e tira o foco do que o realmente importa, além de fabricar antagonismos sociais artificiais.

Ao mesmo tempo, dia após dia, o Brasil e os brasileiros vão despencando junto com a economia nacional e começam a buscar uma saída. Os crimes eleitorais e de responsabilidade justificam o impeachment, mas o governo chama o processo constitucional de golpe e manipula as instituições para evitá-lo.

2016 está chegando. Quem sabe as ruas e o povo brasileiro pressionem as autoridades e coloquem fim a esse cenário triste. Mandato eletivo não é carta branca para gestão temerária.

Bruno Kazuhiro

Bruno Kazuhiro

Bruno Kazuhiro é Presidente Nacional da Juventude Democratas