Crise na Grécia exige firmeza nas reformas estruturais

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Alexis_Tsipras_PrimeiroMinistroGrecia_jan2015Com a chegada ao poder de Alexis Tsipras, líder da coligação da esquerda radical Syriza, a Grécia parece caminhar de mal a pior. Com uma crise financeira que se arrasta e se agrava desde 2009, o país preferiu apostar num tratamento à moda socialista, ao invés do choque de realidade proposto pela União Europeia. A Fundação Atlas destaca a análise de dois economistas poloneses sobre a tragédia grega: Leszek Balcerowicz, ex-vice-primeiro-ministro da Polônia, e Andrzej Rzońca, membro do Conselho Monetário da Polônia.

Ao atrasar reformas estruturais nos impostos, nos gastos públicos e na política de tratamento da dívida, e não conseguindo tornar o ambiente regulatório do país mais favorável ao crescimento econômico, as autoridades gregas prolongaram ainda mais sua crise fiscal.

A saída da Grécia da zona do euro parece iminente, mas isso poderá ser evitado se a nação se lançar a reformas estruturais e continuar a desregulamentação dos mercados de trabalho, permitindo que se sustente sobre seu crescimento recente nos mercados de exportação.

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Os economistas poloneses Leszek Balcerowicz, fundador do Fórum de Desenvolvimento Civil, parceiro da Rede Atlas, e Andrzej Rzońca explicam que uma nova reestruturação da dívida grega também pode ajudar, mas a UE não deve se deixar levar pelos apelos de perdão da dívida do Primeiro Ministro Alexis Tsipras.

Quaisquer concessões que venham a ser feitas devem estar vinculadas à intransigência nas reformas.

A análise de Leszek Balcerowicz e de Andrzej Rzońca está no artigo The Greek crisis: be flexible on debt, but intransigent on reforms [A crise da Grécia: seja flexível na dívida, mas intransigente nas reformas].

Ao que tudo indica, o Primeiro Ministro grego não seguirá a cartilha da UE. Veja em: Tsipras não recua no desafio à Europa e os mercados assustam-se

fonte: Atlas Network World 10
imagem: Wikipédia

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Ligia Filgueiras

Ligia Filgueiras

Jornalista, Bacharel em Publicidade e Propaganda (UFRJ). Colaboradora do IL desde 1991, atuando em fundraising, marketing, edição de newsletters, do primeiro site e primeiros blogs do IL. Tradutora do IL.

Um comentário em “Crise na Grécia exige firmeza nas reformas estruturais

  • Avatar
    30/01/2015 em 8:33 am
    Permalink

    …e a maioria de eleitores ignorantes e espertalhões unidos, decidem lançar sobre os demais os custos de sua ignorância e oportunismo.

    …Chamam isso de justiça?

    É justo que milhões sejam arruinados pela estupidez unida à safadeza de uma eleição???

    Médicos, engenheiros e etc. são responsabilizados por seus erros e atuam sob contrato implícito ou explicito. Seus erros e descumprimentos são puníveis. Contudo, políticos e autoridades estatais são absolutamente isentos de responsabilidade sobre suas promessas e sobre as desgraças que causam a milhões de pessoas, sobretudo penalizo-me pelas inocentes.

    Candidatos deveriam ter PROPOSTAS ELABORADAS PARA SEREM CUMPRIDAS. Caso contrário responderiam criminalmente por seus estelionatos eleitorais e imperícia.
    …mas isso nunca acontecerá.
    Eles destroem a vida de milhões de pessoas enquanto se locupletam com os impostos que os remuneram ainda introduzindo-se em negociatas por conta do cargo para mais enriquecerem. Isso quando não se dão à corrupção mesmo e depois persistem usufruindo da segurança da atividade política e sua gorda remuneração.

    Ou seja, jamais um pulha com atividade política no Estado sofre as consequencias das decisões que tomam. Aqueles que vivem do Poder e não do trabalho estão SEMPRE seguros de que os SACRIFICIOS SERÃO SEMPRE DA POPULAÇÃO SERVIL. Afinal, contra a força maior não há resistência! …o Estado é meramente FORÇA para oprimir, explorar e destruir.

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