Considerações importantes sobre Trump e a Jihad

donaldtrump1Recentemente, meu querido amigo Rodrigo Constantino me marcou em um post sobre Donald Trump, atualmente o nosso maior ponto de divergência – que encaro saudavelmente. Chamando o candidato republicano de “bufão”, Rodrigo disse que minha razão está turvada no caso por conta da minha amizade e parceria comercial (não somos sócios) com Trump.

Deixo a critério do leitor se estas são ponderações de alguém com a razão turvada, aproveitando a oportunidade para responder a toda mídia de esquerda:

– Quando Donald Trump anunciou sua candidatura, iniciou o debate de maneira politicamente incorreta falando duramente sobre imigração, um assunto-tabu nos EUA. Disse que o México estava enviando gente da pior qualidade para a América, incluindo estupradores, traficantes e assassinos. A mídia liberal entrou em histeria completa. Jornalistas se rasgaram em faniquito. Até mesmo os conservadores se assustaram. Donald foi chamado de bufão, aventureiro, xenófobo, palhaço, nazista, feio e bobo.

– Os eleitores discordaram e cerca de 10 dias após seu anúncio, o bilionário começou a assumir a liderança para a nomeação republicana, ultrapassando o então favorito Jeb Bush. Claramente, o público americano considerava esse um assunto sério. Ninguém riu do palhaço.

– O tema imigração passou a dominar a campanha e a realidade se manifestou de forma nua e crua em apenas algumas semanas. Dos casos de violência ocorridos nas “Sanctuary Cities” (cidades tolerantes com ilegais) até a fuga do mega-traficante El Chapo (que colocou um prêmio na cabeça de Trump), as falas do candidato pareciam ter sido quase proféticas. Talvez ele não fosse tão louco assim.

– Meses depois o candidato resolveu ser mais duro contra muçulmanos. Deu uma série de declarações polêmicas como a de que investigaria e fecharia mesquitas que abrigassem terroristas e criar uma base de dados de muçulmanos nos EUA. Semanas depois, tivemos os atentados de Paris cometidos por muçulmanos. Mais algumas semanas, novos atentados cometidos por muçulmanos, desta vez, nos EUA.

– Donald agora subiu o tom: disse que os EUA deveriam temporariamente fechar suas fronteiras para qualquer muçulmano até que as autoridades descubram como proteger o país. Foi ovacionado pela plateia, mas a mídia entrou em nova histeria. A enxurrada de xingamentos recomeçou.

Leia também:  Não podemos nos evadir das consequências de termos nos evadido da realidade

– Vou repetir o que Donald Trump propôs: uma PAUSA na entrada de muçulmanos no país ATÉ que se descubram o que diabos está acontecendo. Ele fez questão de dizer que espera que seja algo muito rápido.

– Não tenham dúvidas: Os EUA estão em guerra. O mundo ocidental está em guerra. A covardia fez nossos governos ocidentais fugirem da guerra no oriente-médio, então ela veio nos encontrar aqui. E o pior ainda está por vir.

– Não tenham dúvidas, ainda: muçulmanos querem destruir o ocidente. Essa não é uma religião como qualquer outra. O Islã NÃO é uma religião interpretativa como o cristianismo, portanto não dá margens à moderados.  Cristãos acham que a Bíblia foi inspirada por Deus. Muçulmanos acham que o Corão é a palavra de Deus, ipsis literis, em Árabe.  O Corão diz claramente que infiéis devem ser mortos. Leia a Sharia e verá que não há nada de moderado por ali. Muçulmanos chamados moderados são apenas os menos corajosos, mas no fundo eles também adorariam ver a queda do ocidente infiel.

– Pare de dizer que a maioria dos muçulmanos são moderados, por favor! Ben Shapiro já destruiu esse mito (link abaixo) de uma vez por todas, então caso você continue a repeti-lo ou é burro, ou ignorante ou mal informado. O próprio Donald Trump cita pesquisa onde 25% (!!!) dos muçulmanos que JÁ ESTÃO nos EUA acham que a violência contra americanos é justificada como parte da Jihad. Não 1%, mas 25%.

– Chamar Donald Trump de fascista por conta dessa medida é um delírio. Os dois presidentes mais queridinhos da esquerda antes de Barack Obama fizeram algo muito parecido: Franklin Roosevelt e Jimmy Carter, respectivamente, barraram estrangeiros de países inimigos americanos na segunda guerra e iranianos após a invasão da embaixada americana (FDR foi muito além, link abaixo). Você NÃO pode chamar Trump de maluco e idolatrar Roosevelt/Carter. Ouviu, liberal media?

– O Aliens Acts (promulgado por ninguém menos que o pai fundador John Adams, em 1798) já permitia ao governo considerar qualquer estrangeiro de um país em guerra com os EUA como “enemy aliens”. Outras legislações como o Chinese Exclusion Act, Asian Exclusion Act, Immigration Act e Nationality Act dão respaldo histórico  – se não legal – a essa medida. Ninguém aqui está inventando a pólvora.

Leia também:  Explicando o “corte” na educação de uma forma que até militantes entenderão

– Ainda quanto à legalidade do ato, é um assunto para juristas, mas chamo a atenção para o “United States Code, 2006 Edition, Supplement 5, Title 8 – ALIENS AND NATIONALITY” que garante ao Presidente o direito de barrar a entrada de qualquer estrangeiro ou classe de estrangeiros que vá contra os interesses dos Estados Unidos. Você pode achar o assunto discutível, mas não pode trata-lo como um devaneio absurdo. Há previsão legal explícita.

– Vivemos em tempos diferentes. A Jihad contra o ocidente não é de um país, mas de uma religião. O próprio conceito ocidental de Estado-Nação secular, como bem diz o filósofo Roger Scruton, é secundário e subordinado à Sharia em países muçulmanos. Não há dúvidas de que o conceito de “enemy aliens” precisa ser adaptado aos novos tempos.

– O FBI admite sua dificuldade atual em proteger as fronteiras americanas de terroristas. Os EUA simplesmente não conseguem parar de importar terroristas do Iêmen, Síria, Iraque, Iran, Afeganistão, mas também de “aliados” como Paquistão, Turquia e Arábia Saudita. Talvez o caminho seja interromper temporariamente a entrada de visitantes de todos os PAÍSES de maioria muçulmana, mas isso não passa de uma derivação e aprimoramento da proposta do Trump.

– Pare de chamar Donald Trump de nazista e comparar esse caso com o holocausto. É desrespeitoso com as vítimas do holocausto e com as pessoas com QI acima de 90. Quem está propondo o extermínio de um povo não é o futuro presidente dos EUA, mas justamente as pessoas de quem ele está tentando nos defender.

– Pare de dizer que as declarações de Trump prestam um desserviço aos conservadores e dão munição gratuita à esquerda. Se você pensa isso é porque está vivendo na camisa de força imposta por eles sem nem mesmo perceber. Se ele será eleito presidente ou não é um palpite impossível, mas não há dúvidas de que está trazendo à pauta assuntos cruciais que todos tinham medo de encarar. E o mundo está cansado de políticos covardes.

Leia também:  Como votaram as bancadas em relação ao texto-base da reforma da previdência?

– O Partido Republicano e seus políticos estão desesperados com Donald Trump. Ele é um fenômeno de votos que está mostrando o quão desconectado com a sociedade americana os partidos políticos e a mídia se tornaram. Um candidato fora do establishment, que não se curva aos caciques do partido e não precisa do dinheiro de ninguém. Os eleitores o amam. Os opositores não sabem como reagir, por isso vemos um candidato com menos de 1% nas pesquisas mandando o candidato que está na casa dos 30% para o inferno.

– Donald J. Trump é um mágico das relações públicas. O homem sabe o que está fazendo melhor do que qualquer um ali. Com essas declarações, Donald tem se comunicado com a maior parte do eleitorado conservador americano e conseguido ser manter na mídia todo o tempo como destaque absoluto. Não será surpresa se voltar a crescer ainda mais nas próximas pesquisas. Prevejo harakiri de jornalistas da MSNBC, CNN, New York Times, além, é claro, de toda a imprensa brasileira.

– Falta pouco menos de um ano para as eleições. Tudo ainda pode acontecer. Trump anda em uma corda bamba e uma hora pode errar a mão. Mas nunca as minhas previsões sobre o fim da Era dos Moderados pareceu tão correta. O mundo precisa desesperadamente disso.

 

As declarações originais do Trump:

https://www.youtube.com/watch?v=76An3ZxWNfk

Legislações históricas:

https://en.wikipedia.org/wiki/Immigration_Act_of_1924

https://en.wikipedia.org/wiki/Chinese_Exclusion_Act

https://en.wikipedia.org/wiki/Alien_and_Sedition_Acts

Lei atual sobre imigração:

https://www.gpo.gov/fdsys/pkg/USCODE-2011-title8/pdf/USCODE-2011-title8-chap12.pdf

FBI admite sua incapacidade:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3283587/FBI-admits-s-no-way-screen-Syrian-refugees-Obama-administration-plans-accept-US.html

Trump vs FDR vs Jimmy Carter:

http://spectator.org/articles/64879/fdr-was-trump-steroids

http://www.bizpacreview.com/2015/12/09/trump-haters-forgot-that-president-jimmy-carter-banned-iranians-from-us-and-worse-282564?hvid=5GuyWk3

Ben Shapiro e o mito da “minoria” radical:

https://www.youtube.com/watch?v=zlkh4Y5EDV4

Gostou do texto? Ajude o Instituto Liberal no Patreon!

Comentários

  1. Periga de ele ser assassinado. Como a morte suspeitíssima de Eduardo Campos…

    • Ah Claro, porque o Eduardo Campos era o salvador da pátria. 90% do Brasil nem conhecia o sujeito.

  2. Muito bom o texto. Trump não é nada politicamente correto, o que para mim é uma virtude.

    ps. estadunidense? estão também já fomos estadunidenses quando o nome do Brasil era Estados Unidos do Brasil? Ou então não devemos chamar os mexicanos de mexicanos e sim de estadunidense?

  3. Muito bom, Paulo!!!

  4. Dois cucarachas, lavadores de privada que fantasiam ser caucasianos, debatendo eleições estadunidenses. Tá “serto”…