Começa hoje a luta pelo cargo mais poderoso do mundo

republican-democrat-battleEstarão abertas hoje as primárias dos dois principais partidos americanos em vista à obtenção do direito de se candidatar por ambos à presidência dos EUA.

As eleições americanas, tanto dentro do partido quanto fora, se dão de maneira federativa, onde os candidatos disputam os delegados de estado a estado.

Do lado democrata, partido que tem virado cada vez mais à esquerda no espectro político americano, apresenta três candidatos minimamente competitivos: Hillary Clinton, ex-Primeira Dama e ex-Secretária de Estado, o Senador Bernie Sanders e o ex-Governador Martin O’Malley.

Clinton, por incrível que pareça, é a mais razoável das três candidaturas. É a mais centrista e centrada dentro do partido, buscando exprimir sempre a importância da liderança americana e dos valores que fundaram o país. Sanders é um radical de esquerda que faz até mesmo Obama, o mais radical Presidente de esquerda da história, parecer um sujeito razoável. E O’Malley é um esquerdista moderado, que como Governador passou projetos de lei interventores enquanto cedia em outros campos, e aposta no desgaste do nome dos Clinton e na maluquice de Sanders para vencer as primárias.

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Do lado republicano, partido que tem cada vez mais virado a uma direita que pouco defende a liberdade econômica e muito defende a intervenção militar em países vizinhos, são vários os candidatos: os empresários Donald Trump e Carly Fiorina, o Senadores Ted Cruz, Marco Rubio e Rand Paul, o ex-Senador Rick Santorum, os Governadores Chris Christie e John Kasich, os ex-Governadores Jeb Bush, Jim Gilmore, Mike Huckabee, além do médico Ben Carson.

O que se vê de uma forma geral é a divisão dos candidatos nos seguintes grupos:

1 – Neo-conservadores estúpidos, que acham que bombardeando aviões russos vão salvar o mundo ao invés de causar a Terceira Guerra Mundial – estão nessa categoria Trump, Santorum, Christie, Kasich, Gilmore e Huckabee;

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2 – Conservadores clássicos, que entendem a importância de uma economia austera, mas parece lhes faltar convicção nesse campo, o que fica mais evidente quando comparado com o excesso de convicção na defesa de pautas contrárias ao liberalismo social, como casamento gay e liberação das drogas – são eles Fiorina, Cruz, Rubio e Carson;

3 – Conservador libertário, que tem forte convicção na importância de uma economia austera, e se mostra dúbio e contraditório na defesa ou crítica às liberdades sociais – Paul;

4 – Conservador atrelado ao sistema, com discurso clássico, mas com possível prática neoconservadora – Jeb Bush.

Como se vê, são vários tipos distintos de candidaturas, cada uma com sua peculiaridade. Em uma eleição de candidaturas tão diferentes, me parece triste ver, no campo da direita, a liderança de um neo-conservador midiático que não somente é desagradável, mas também marrento e debochado, e absolutamente sem perfil presidencial, como é o caso de Trump; e, no caso da esquerda, ter seriamente na disputa um sujeito que vai contra tudo o que os EUA representam, que são os princípios da liberdade, da justiça e da igualdade perante a lei, o “socialista-tipo-europeu-que-ama-os-pobres-e-destrói-a-economia-em-nome-desse-amor” Bernie Sanders.

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Que os resultados de hoje, e principalmente os do final desse processo, mudem para melhor a cara dos EUA, o que não parece ser o caso atualmente, mesmo com tamanha diversidade e opções de escolha.

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Comentários

  1. Tomara que os EUA copiem o que os argentinos fizeram recentemente.